quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Como são realizadas as pesquisas eleitorais?

As pesquisas são feitas utilizando técnicas de estatísticas de amostragens. Essas técnicas permitem que podemos, ouvindo pessoas no caso eleitores, conseguir com isso uma população muito maior. Para isso é necessário que haja uma representatividade na amostra de cada uma das principais características da população.
Isso dentro da própria obrigatoriedade no TSE e TREs para que uma pesquisa possa ser registrada e portanto é possível  é uma técnica muito utilizada. Podemos ouvir três mil pessoas um pouco mais e um pouco menos dependendo de como sai o cálculo, que é o cálculo bastante apurado para que podemos chegar há um número de pessoas mas o mais importante dentro disso é que o plano amostral em relação ao sexo, idade, o grau de instrução, o nível econômico do entrevistado e mesmo como uma representatividade de trabalho a área rural, a área urbana, as cidades que vão sendo pesquisadas para que essa quantidade de pessoas sendo ouvidas que seja uma amostra representativa da população e portanto não é buscar de maneira aleatória qualquer pessoa mas dentro de uma característica que permita que essa amostra seja o reflexo em bem menor  escala da população que está sendo estudada.
Normalmente os institutos IBOPE e  DATAFOLHA são institutos bastante antigos e há outros, eles têm que seguirem alguns critérios que são obrigatórios para que a pesquisa possa ser registrada pois quando aparece na televisão vem informações de quem contratou a pesquisa, quem pagou pela pesquisa, o período de realização mas o detalhe, o nível de confiança, aqueles 95%, a margem de erro, os dois pontos colocado para cima e para baixo mas além disso normalmente na Justiça Eleitoral temos esse registro, esse restando dessa ponderação e da representatividade da amostra.
Existe uma técnica de amostragem estatística bastante apurada para que se possa fazer o cálculo do tamanho da amostra e que essa amostra, então aqui é o ponto mais importante, é que além do cálculo das três mil pessoas enfim, o importante é que temos uma representatividade da população. Por isso a pesquisa não pode ser feita numa única cidade, numa única região, não são buscada as pessoas de maneira aleatória mas a representatividade da população ou seja sexo, idade, nível de renda para que tenha dados que se aproxime das características da população como um todo.
As pesquisas feitas nas grandes capitais, nas grandes cidades, no interior do país também, cada instituto ali determina o seu problema de coleta de dados mas o ponto é, podemos imaginar, três mil pessoas, dentro de uma população de 200 milhões é comum, é fácil compreender  que muitas pessoas nunca é visto fazendo uma entrevista, também é comum que as entrevistas sejam feitas em grandes pontos de concentração,o ponto é que quantos serão entrevistados uma pessoa passando na rua e não várias pessoas ou um grande fluxo de pessoas, que tem uma equipe de pessoas do IBOPE e DATAFOLHA fazendo a entrevista. Então é natural que o total de pessoas amostradas, muitas pessoas não tenha sido entrevistadas o que não significa que a pesquisa não tenha validade estatística.
Quanto as disparidades que acontecem, temos dois pontos importantes, o primeiro é que para fazer uma análise de uma pesquisa eleitoral é fazer uma análise horizontal, ou seja, fazer uma análise da tendência de cada candidato postulado ao cargo disputado e não apenas daquela específica.
 Quando se analisa a tendência podemos apontar tanto no IBOPE quanto no DATAFOLHA a possibilidade dessa mudança de cenário. A pesquisa que foi apresentada no dia 4 de outubro tanto do DATAFOLHA quanto pelo IBOPE já começava a mostrar uma mudança de rumo quanto ao candidato pro-empresarial, Aécio Neves, passando a candidata do PSB, Marina Silva. É muito interessante que o resultado da pesquisa de Boca de Urna, o IBOPE já mostrava também, já na Boca de Urna, que Aécio Neves ficaria na frente de Marina Silva.
O fato interessante quando se analisa a Boca de Urna que no IBOPE mostrava 27% para Aécio Neves e 24% para Marina Silva falando  em números redondos e não em porcentagens atuais, a eleição mostrou 34 e 21, é que no caso da pesquisa de Boca de Urna, ela tem que ser feita em torno das meio dia  para que o instituto possa fazer apuração dos dados e divulgar os resultados antes da leitura das urnas. Aqui temos uma influência aleatória que pode trazer, não sabemos exatamente, de um movimento de um simpatizante de  um candidato A ou do candidato B não ter ouvido naquele horário, e portanto temos uma característica que pode acontecer uma disparidade, o que não significa necessariamente um erro do resultado mas isso pode explicar um pouco a diferença do resultado final mas aqui realmente só entendendo quais foram as capitais, quais foram as cidades, como foram feito o processo para poder comentar com mais precisão a diferença da realidade, mas o fato é que as tendências já começavam apontar isso e talvez o próprio último debate da Rede Globo, na quinta-feira acabando na sexta-feira de madrugada, teve um impacto importante. Então podemos imaginar uma quantidade de pessoas que eram votos brancos e votos nulos começando a se definir, e existe aquele tempo de maturação, viram o debate, começam a conversar com amigos e familiares, colegas e vira assim.  aquele processo de definição, o número de indeciso começa a mudar a intenção de voto de Marina Silva para Aécio, acaba  tendo esse impacto e esse candidato pro-empresarial  foi capturado pela pesquisa, pois a pesquisa é o retrato do momento.

Tyrone Andrade de Mello

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Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

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A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

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Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

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