domingo, 26 de janeiro de 2014

Curso História da África portuguesa



Nos dias 11, 18, 25 de março, 1º e 8 de abril de  2014, Porto Alegre  o curso História da África portuguesa. O local será na Rua Andradas. 1234, 21º Andar, AFOCEF, Tel. (51) 9603-8519 – 01, Email: bolivaralmeida@yahoo.com.br

O curso irá apresentar uma visão de dentro do continente africano, mostrando à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse  olhar sobre o continente o professor de História Bolivar Almeida elaborou esse curso.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

As redes sociais e a falsa sensação de forra dos políticos

Muito bom este texto de Cynara Menezes. Escreve na revista Carta Capital e tem um blog “Socialista Morena“A autora aponta os problemas seríssimos no país: a prisão dos “mensaleiros”, as cadeias brasileiras, a questão das drogas mas ficamos confortavelmente em frente do computador recorrendo   ao “compartilhar” e ao “curtir” como “instrumento de regozijo político“.

Este é o link do blog:  http://socialistamorena.cartacapital.com.br/

As redes sociais e a falsa sensação de forra dos políticos

Um efeito curioso das redes sociais é certa sensação de vingança que tem proporcionado alegrias efêmeras aos analfabetos políticos manipulados pela mídia. Como preferem ignorar a principal causa de suas mazelas –o fato de votarem mal em todas as eleições–, e fazer de conta que não possuem responsabilidade alguma pelo destino de sua cidade, Estado e País, muitos brasileiros têm recorrido ao “compartilhar” e ao “curtir” como instrumento de regozijo político. Sentados na cadeira diante do PC ou com o smartphone em punho, sentem-se indo à forra contra os governantes que eles mesmos elegeram, vibrando diante de notícias que em pouco ou nada irão modificar de verdade os graves problemas que padecemos.
Primeiro foi a prisão dos “mensaleiros”. Como a mídia falou que isto seria um marco na história brasileira, que doravante tudo ia ser diferente, os analfabetos políticos acreditaram e comemoraram nas redes sociais. Sentiram-se realizados com o Brasil novo que viria pela frente. Os maus políticos estavam derrotados. Agora tudo vai ser maravilhoso e limpo. Enquanto isso, os partidos, todos eles, já começaram a arrecadar dinheiro para suas campanhas em 2014. Milhões. De empresas privadas. Que, claro, não terão interesse em se beneficiar do governo que apoiaram. Mas o caixa 2 finalmente acabou, não é mesmo? “Compartilhar”. “Curtir”.
Agora são as cadeias brasileiras. Trata-se de um problema seriíssimo que afeta todo o País, e nenhum dos partidos políticos parece empenhado em tentar resolver de uma vez a questão porque, se fizer isso à vera, perderá votos. Existe superlotação nos presídios, para começar, porque mais de 40% dos presos teriam direito a liberdade condicional se não fossem pobres e sem condições de pagar advogados, como fazem os ricos. É preciso soltá-los, simplesmente, para diminuir a quantidade de gente presa. Quem irá se habilitar a fazer isso, se os analfabetos políticos acham que criminoso não é ser humano, mas se dizem chocados (nas redes sociais) quando vêem eles decapitarem uns aos outros diante da câmera de TV?
Seria preciso ainda rever a questão das drogas. A imensa maioria dos que foram presos nos últimos anos são pequenos traficantes, que não deveriam ser encarcerados segundo a lei, mas estão porque são negros e moram nas favelas. É preciso soltá-los também, para desafogar as cadeias. Mas vai dizer isso para a classe média que estrila toda só de ouvir a palavra “droga”, como se seus filhos não consumissem. Por defender que pequenos traficantes não deveriam ser presos, um secretário de drogas do governo Dilma Rousseff caiu. E o ministro da Justiça tem a pachorra de declarar que as prisões no Brasil são “medievais” e que “preferia morrer” a ficar numa, como se não tivesse responsabilidade alguma por não ter havido qualquer melhoria no sistema prisional nos últimos dez anos.
Há coisas tão fáceis de resolver e tão absurdas! Vocês sabiam que muitos presos não recebem –embora previsto na Lei de Execução Penal– itens de higiene, como escova, pasta de dentes e sabonete? Como uma pessoa encarcerada pode conseguir estes itens se o Estado não der? Ora, é claro que isso os coloca nas mãos das organizações criminosas, com quem têm de negociar para obter algo tão básico quanto um rolo de papel higiênico… Acabam fazendo dívidas com os “donos” das cadeias –e como vocês acham que pagam? Sem falar na alimentação podre que os presos recebem, feita por empresas privadas ligadas a políticos, certamente para se beneficiarem delas nos momentos das campanhas. Uai, mas o caixa 2 não tinha acabado com a prisão dos “mensaleiros”?
No mundo mágico das redes sociais, a solução para os problemas graves é bem menos complexa e está ao alcance de um clique: simplesmente se elege um vilão e, se ele sofrer alguma punição, já está valendo. A vilã da vez é Roseana Sarney, que pode sofrer um processo de impeachment e perder o governo do Maranhão. Obviamente não vou lamentar a saída de Roseana ou o revés para o clã cujo Estado padece há anos com seus desmandos. Mas a crise prisional infelizmente é muito maior do que os Sarney. Deveria ser alvo de manifestações gigantes pelo País, obrigando os políticos, todos, de todos os partidos, a apresentarem soluções urgentes. Isso se os analfabetos políticos estivessem de fato preocupados com a questão, e não apenas desejando uma ilusória sensação de alma lavada.
O que vai acontecer agora? Se Roseana Sarney for mesmo impichada, brasileiros se regozijarão nas redes sociais com mais um inimigo derrotado pela “força do povo”. Clima de final de Copa do Mundo para o “povo”, que venceu novamente. As cadeias continuarão iguaizinhas, até a próxima rebelião, quando mais uma vez os analfabetos políticos exigirão cabeças além das decapitadas. “Compartilhar”. “Curtir”.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Plano de aula: Cem Anos de Guerra

Este conteúdo é muito importante porque podemos falar sobre o "nacionalismo", "nação" aos alunos. Este plano de aula é de autoria de Érica Alves Cavalcante historiadora. Está disponível no portal do UOL "Uol Educação Pais e Professores". Muito interessante mas complemento  em explorar, apesar de sabermos é pouco conhecido, a Guerra dos Cem Anos é uma criação moderna do século XIX introduzido nos manuais escolares. Na verdade a expressão mais adequada seja Cem Anos de Guerra. Esse conflito entre a franceses e ingleses iniciou em 1337 e terminou em 1453.

Plano de aula: Cem Anos de Guerra

Introdução

O estudo do conflito entre Inglaterra e França é de alta relevância, já que, por meio dessa guerra, podem ser analisados diferentes aspectos do período em questão: a luta pela sucessão do trono, a disputa por territórios e regiões importantes para o desenvolvimento do comércio, entre outros.

Objetivos

1. Conhecer as relações existentes entre os reinos durante o período feudal.
2. Conhecer os conflitos ocorridos durante 1337 e 1453 como fatos geradores do sentimento de nacionalismo entre franceses e ingleses.
3. Identificar as transformações ocorridas durante os séculos finais da Idade Média.
4. Identificar as razões existentes para as tréguas durante os 116 anos de conflito, principalmente a Peste Negra.

Estratégias

1. Antes de iniciar o estudo da Guerra dos Cem Anos é fundamental que os alunos tenham clareza sobre como se configuravam as relações entre os reinos durante o período em análise. Para isso, divida a turma em dois grupos (os dois reinos) e faça a explicação por meio de uma encenação: cada grupo escolhe um rei e, à medida que a aula transcorre, vão atuar de acordo com os interesses de seus respectivos países. De início, é importante que o Tratado de Paris seja explicado, o que permitirá que todos tenham a dimensão das relações e dos interesses envolvendo França e Inglaterra.
2. Para que os alunos percebam como esses conflitos auxiliaram no surgimento do nacionalismo em franceses e ingleses, peça que levem à sala de aula símbolos do Brasil. Espalhe esses símbolos pela sala de aula e questione o que representam. Registre o que os alunos dizem na lousa e, a seguir, mostre como tal simbologia, historicamente construída, é importante para se criar um sentimento de unidade entre aqueles que dividem um mesmo território e que compõem uma nação. Por fim, discuta sobre o nacionalismo durante os conflitos da Guerra dos Cem Anos.
3. O estudo desse conflito deve colaborar na visualização das grandes transformações que se efetivaram durante a Baixa Idade Média. É importante que sejam percebidos os fatos geradores do Renascimento comercial e das disputas pelo domínio da Flandres. Para que os alunos entendam melhor, fale sobre o desenvolvimento de ferramentas que aumentaram a produção, o crescimento das feiras e a ampliação das cidades. Faça isso chamando alunos à frente da sala e fazendo com que representem esses fatos.
4. Peça que pesquisem sobre a Peste Negra e suas consequências para o conflito.

Atividades

Duas atividades distintas podem ser feitas. A escolha deve estar condicionada ao tempo de trabalho, aos objetivos e aos recursos disponíveis:
1. Oriente os alunos na produção de uma tirinha (igual a que encontramos todos os dias nos jornais). Eles devem demonstrar como a guerra auxiliou no desenvolvimento do nacionalismo francês e inglês ou como a Peste Negra fez com que esse conflito fosse interrompido.
2. Peça que, reunidos em grupos, produzam um vídeo (usando, por exemplo, o Movie Maker). Um dos vídeos pode mostrar como os reinos se relacionavam, bem como as disputas pela sucessão do trono francês.

Sugestão

Os alunos podem utilizar como fonte de pesquisa os textos Guerra dos Cem Anos - origens e início do conflito e Guerra dos Cem Anos - derrota inglesa.

Morte física e morte subjetiva... Qual é a do professor?

Muito bom este texto, li hoje no site da revista Caros Amigos do autor e educador Walter Takemot, "são os professores que estão diante do descaso dos governantes para com a escola pública" porém "precisamos compreender que se a exclusão dos nossos alunos é produzida socialmente, a nossa também o é". "Nós todos sabemos onde nasce à exclusão e a quem interessa que ela se perpetue, e o nosso silêncio ou omissão diante dos mecanismos sociais que a mantêm produz a perpetuação da roda de exclusão social da qual são vítimas os nossos alunos",

PS. Comente os posts deste blog de História pois saberemos se ele está sendo útil.  

Morte física e morte subjetiva... Qual é a do professor?

O professor Fernando Leonez se matou na sala de aula em que trabalhava, escrevendo no bilhete encontrado que o ato era em protesto contra a falta de pagamento por parte do governo do estado do RN.
Esse pode ser o motivo, como pode ser também apenas a gota de água que provocou o transbordamento do copo, ou apenas mais um motivo que se somou a vários outros que levaram o professor a ultrapassar o limite do suportável para a sua condição humana.
E hoje o professor é matéria de jornal pela sua morte física dentro da escola.
No entanto, para além dessa morte trágica e violenta, existe outra morte com a qual convivemos cotidianamente nas escolas e que é representada pela morte subjetiva de muitos professores e alunos com os quais trabalhamos.
Descaso
São os professores que estão diante do descaso dos governantes para com a escola pública, das milhares de promessas que se repetem ano após ano sem serem cumpridas, dos salários que evaporam alguns dias após o pagamento e mal pagam as contas acumuladas, da jornada tripla ou quádrupla que os obriga a correr de um lado para o outro, entrar e sair de salas de aula, conviver com centenas de alunos sem nem mesmo conseguir reconhecer quais são de uma turma e quais são de outra e de ter a impressão de viver um filme em que a cena se repete eternamente.
E temos lá nas salas de aula os nossos alunos. Crianças, adolescentes e jovens que carregam as mesmas histórias de vida de grande parte dos professores. Chegam às escolas muitas vezes com o peso de ser a esperança de uma vida melhor para suas famílias. Quem sabe pelo menos um se salva da história de exclusão que marca os pais, os avós e todos os antepassados.
E nós, professores, dia após dia vamos vendo aos poucos alguns alunos e alunas deixando de comparecer as aulas. E outros que não aprendem nem mesmo a ler e a escrever. São incapazes? Deficientes? As famílias é que são culpadas?
Não importa. O que importa é que junto com as esperanças de nossos alunos e alunas que vão ficando pelo caminho, uma parte de nós também deixamos. E que parte é essa que perdemos?
Desejo
É aquele desejo que trazíamos quando ingressamos no magistério de fazer a diferença na vida das crianças, de lhes mostrar o mundo do conhecimento que liberta e que abre as possibilidades todas de compreender e transformar a realidade.
E na mesma proporção em que os sonhos dos nossos alunos e alunas vão morrendo, dia após dia morre também o nosso sonho de fazer parte da transformação da realidade excludente das crianças, adolescentes e jovens que entraram em nossas vidas pelas portas das escolas.
E na solidão da sala de aula sentimos o peso da perda, nossa e dos nossos alunos. E a quem recorrer?
Quem é que nos formou para enfrentar a dura realidade das escolas da periferia das nossas cidades, e das milhares de crianças excluídas que só nas escolas podem encontrar o acesso ao conhecimento e a cultura que a sociedade lhes nega? E além de nós, educadores, quem mais se importa efetivamente com elas?
E quem é que olha para nós, professores e professoras, e reconhece em cada um o profissional que suporta a dura realidade de ser o depositário das esperanças e frustrações de crianças e seus familiares? E quem é que enxerga a dor que se esconde por trás de não ter individualmente condições de responder a toda essa responsabilidade?
Luta
Individualmente, pouco a pouco vamos nos rendendo e tendo que lidar com a dor do que o professor Wanderley Codo chamou de “bornout” ou a perda da paixão pelo magistério. E vamos adoecendo, e na mais dolorosa das doenças que é a subjetiva, que nenhuma pílula ou cirurgia resolve.
Se não queremos mais trilhar esse caminho sem fim, precisamos compreender que se a exclusão dos nossos alunos é produzida socialmente, a nossa também o é. Nós todos sabemos onde nasce à exclusão e a quem interessa que ela se perpetue, e o nosso silêncio ou omissão diante dos mecanismos sociais que a mantêm produz a perpetuação da roda de exclusão social da qual são vítimas os nossos alunos, é mais do que hora de enxergarmos que somos vítimas desse mesmo processo.
Estamos diante de um desafio posto à categoria profissional, mas que depende de cada um de nós darmos o primeiro passo para dizer que essa é uma luta que já deveria ter se iniciado. Faz muito tempo.
 


 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Entre Saberes - Documentário sobre a Educação Pública no Brasil

Como é importante  ter "consciência do lugar, ter consciência do trabalho que faz tanto do ponto de vista prático, social quanto do ponto de vista espiritual" os alunos "respeitam como uma figura carismática".

Os dois "mensalões": o petista e o tucano



 Reproduzo este artigo de autoria de Wálter Fanganiello Maierovitch jurista e escreve na revista Carta Capital. Aliás esse artigo foi publicado na revista dia 9 de outubro de 2013; 1 mês e 1 semana  depois o presidente do STF  manda prender os três principais personagens do mensalão petista.
Também esse artigo está disponível em http://www.cartacapital.com.br/revista/769/dois-pesos-duas-medidas-8410.html e aliás vale dá uma olhadinha nos comentários.

Dois pesos, duas medidas

Preocupa o tratamento diverso dado aos dois “mensalões”. Não precisa ser operador do Direito para perceber as diferenças, sem entrar no mérito de condenações e absolvições. Na Ação Penal 536, os tucanos procuraram reduzir danos e difundiram a expressão mensalão mineiro. Como os partidos políticos, pela Constituição, têm “caráter nacional” e são unos, não cabe adjetivar de mineiro. Portanto, mensalão tucano.
O mensalão tucano voltou-se à reeleição do então governador mineiro Eduardo Azeredo em 1998. No “mensalão petista” houve contrafação delinquencial, pois, no quesito originalidade, a primazia ficou com o mensalão tucano. O operador dos dois esquemas era o mesmo, o empresário Marcos Valério. Agora, no quesito compra de consciências, os tucanos caíram na recidiva. Antes da recaída houve compra de votos de parlamentares que propiciaram alteração constitucional para permitir a reeleição presidencial de Fernando Henrique Cardoso.

Essa compra de votos não deu em nada e triunfou, com o prêmio da impunidade, o pactum sceleris de quadrilheiros que propiciou a candidatura de FHC, o qual, nas urnas e em eleições livres, conquistou o segundo mandato. Esse quadro de compra de voto parlamentar não sensibilizou o então procurador-geral da República da época, Geraldo Brindeiro. Nem se cogitou da teoria do domínio do fato, que, no Brasil, está recepcionada com o título de codelinquência e se apoia em regra expressa do Código Penal: “Quem concorre para o crime incide nas penas a ele cominadas”. No particular, havia indícios com lastro na suficiência a autorizar uma opinio delicti por parte do Ministério Público.
Com efeito, e em termos de tramitação processual, a Ação Penal 536 no STF move-se, com se diz no popular e com ironia, em ritmo de “lesma reumática”. Dos dois lados desses graves e semelhantes sistemas delinquenciais com hierarquias, instituições bancárias coniventes, dinheiro público, lavagem de capitais e ofensa à ordem democrática, financeira e tributária, são apontados como protagonistas o atual deputado Eduardo Azevedo e o ex-ministro, já condenado, José Dirceu.
Azeredo goza de foro privilegiado junto ao Supremo Tribunal Federal e os copartícipes do mensalão tucano, sem prerrogativa de função, respondem em grau inferior de jurisdição. No “mensalão petista”, ao contrário, o STF decidiu pelo processo único em face de conexão probatória, algo, por evidente, também presente no mensalão tucano. Assim, José Dirceu e a raia miúda que não gozaria de foro privilegiado como regra restaram, pela vis atrativa,  julgados pelo próprio STF.
No desmembrado processo do mensalão tucano, pela primeira instância da Justiça Federal e foro de Belo Horizonte, acabou de ser condenado, por crimes gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira, Nélio Brant Magalhães, ex-diretor do Banco Rural. Sem a polêmica havida no “mensalão petista” e levantada pelo ex-procurador Roberto Gurgel, o réu Nélio vai, consoante remansosa e suprema jurisprudência, apelar ao Tribunal Regional Federal em liberdade.
O réu também poderá, posteriormente, bater às portas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do STF. Terá, assim, garantido o duplo grau de jurisdição. Algo impossível aos condenados na Ação Penal 470. No STF e na Ação Penal 470 só teremos reexame e a alcançar as imputações onde foram lançados quatro ou mais votos absolutórios: embargos infringentes.

Não bastasse, surgiu uma novidade absoluta. O ministro Luiz Fux, relator sorteado, sustenta, como informado pelos jornais, que pretende limitar os embargos infringentes à discussão de teses e não à reavaliação das provas. Tudo como se estivessem os ministros em sede de edição de súmulas vinculantes ou numa academia de letras jurídicas. E os embargos infringentes, desde a sua origem nas ordenações do reino, têm natureza de reconsideração da condenação, com reexame amplo da prova e da adequação penal tipificada em lei.
Por outro lado, o ministro Joaquim Barbosa não cumpriu a promessa de colocar em pauta de julgamento a Ação Penal 536. Depois de eleito presidente, declinou da relatoria com apoio no Regimento Interno e passou os autos ao ministro Roberto Barroso.
Como se percebe, a raia miúda do mensalão tucano foi julgada, em primeira instância, mais rapidamente que o detentor de foro privilegiado Eduardo Azevedo, que nega a autoria e se esforça para manter a velha imagem de Catão das Alterosas.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Os 50 Melhores Filmes da Esquerda

Neste site está disponível "um catálogo a 50, alargado pelas críticas e sugestões de largas dezenas de leitores" filmes  de Esquerda.
A visão de esquerda, ser de esquerda  é muito importante, claro, respeitando as divergências de opiniões de cada pessoa.
O autor do artigo "Direita e Esquerda: razões e confusões" Antonio Lassance diz
O que diferencia a esquerda da direita sempre foi e continua sendo sua posição frente ao “status quo”, “ao que aí está”. A esquerda questiona e fustiga o “status quo” - alguns de modo mais radical, até revolucionário; outros, de forma mais moderada, reformista. Desde que incomodem o “status quo”, são esquerda.Todos os que partem do princípio de que “um outro mundo é possível”, como se diz no Fórum Social Mundial, são esquerda. Ou, como lembrou o Flávio Aguiar, “esquerdas”. Para fazer jus ao nome, as esquerdas precisam dar consequência ao seu pensamento irrequieto e ao inconformismo em relação ao que está aí semeando e fazendo brotar um outro Estado, uma outra forma de vida material e imaterial (cultural) e novas relações sociais. É algo completamente diferente de destruir caixas eletrônicos de bancos, amassar carros em concessionárias de veículos e espancar coronéis da Polícia Militar.1
Os 50 Melhores Filmes da Esquerda

Nota
 1.LASSANCE, Antonio. Direita e Esquerda: razões e confusões. Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/-Direita-e-Esquerda-razoes-e-confusoes-1-/29380

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Comentário sobre Política Estadual

Fiquei tímido em escrever mas escreverei  o que acompanhei nesses três anos de governo Tarso. Leciono na rede pública há 11 anos. É importante isso e mais ainda quando pesquisamos sobre de que forma os Estados, que pagam o  Piso Salarial Profissional Nacional,  Lei nº 11.738, de 16/7/2008 estão fazendo para cumprir a tal lei. O objetivo é trocar ideias sobre o tema.
Bem, aqui no RS se saiu de um básico de  R$ 700 em 2011 para  chegarmos num básico de R$ 1.290 (esse valor é do início do ano letivo de 2013) no mínimo. Isso não é o Piso porque  a Lei do Piso é valor básico, carreira e hora atividade. Nacionalmente esse debate é interessante na dificuldade que enfrentam os Estados. No site da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) encontraremos os Estados que pagam o Piso. Três exemplos interessantes de Estados que pagam o Piso que tenho conhecimento. Acre e o Ceará. Como é que eles fizeram?  Eles dividiram a carreira dos professores em dois grupos. Os professores do nível médio, eles ganham R$ 1.567. Esse R$ 1.567 repercute nas suas vantagens de carreira que é diferente de um Estado para o outro. Os outros professores graduados em diante é uma negociação separada. Eles estão na lista que pagam o Piso do nível médio.
Pernambuco que o  governador está em todas as mídias atualmente. Secretária adjunta da secretaria de educação do RS, Maria Eulália, estava presente na Comissão  da Educação da Câmara de Deputados. Lá estava presente entre outros o secretário de administração de Pernambuco. ele disse "nós conjugamos a discussão entre nossos colegas pagar R$ 1.567 para o nível médio, 5% a mais para os graduados na horizontal, na habilitação, 10% para os mestres, e 15% para os doutores". Então quando o debate do índice, ouse já INPC que está judiciarizado desde 2008 o Projeto de Lei um dia antes da sanção da Lei do Piso já estava encaminhado. Tramita na Câmara ainda. Enquanto esse debate acontece na definição do índice, a opção do governo do RS  foi "não vamos fazer achatamento porque pode dar com a mão e tirar com a outra". O governo entende que uma carreira que sai de 1 para  15 em 30 anos de serviço de habilitação é uma carreira menos atrativa que a nossa onde  a diferença do médio para o graduado é 85 e do graduado para pós-graduado é  15. Então esse ponto de partida com básico pequeno, nem com 100% ainda que nós merecemos e precisamos,  mas esse processo está em curso. Pode não ser o ideal ainda mas não houve e nenhuma ação de diminuição de desvalorização profissional ou de retirada de direitos. Temos limitações, temos contradições e temos oposição mas sacanagem acredito que não tem na área da educação aqui no RS, algo pensado para ou privatizar, ou aprofundar privatização. Está  em curso, sim, é a construção dos conceitos básicos da Educação Básica. Também a concepção de avaliação. Umas das principais mudanças é a troca de notas por  conceito descritivos   que registram o desenvolvimento individual do aluno como satisfatório, parcial e restrito ou seja insatisfeito. As disciplinas  tradicionais foram reunidas em quatro grandes áreas do conhecimento ou seja linguagens, matemática, ciência da natureza e ciências humanas. Os professores desses grupos precisam chegar a um consenso  no momento de definir o conceito do aluno. A orientação é que se ofereçam  oportunidades permanentes para que o aluno possa a ser desafiado a aprender. Mas quem decide é o professor.
Essa mudança do Ensino Médio com projeto interdisciplinar e com seminários integrados é resumidamente para  discutir uma possibilidade de conhecimento na vida de cada aluno.

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

charge

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui