quarta-feira, 31 de julho de 2013

Processos de criação urbana no Brasil Colonial



Fonte: Agência FAPESP – Um documento escrito na capitania de São Paulo no início da década de 1770, época em que a Coroa Portuguesa propunha uma ampla reorganização de todo o território a sudoeste da Colônia, recomendava agir com “método e arte”.
A recomendação, título de obra lançada por Maria Fernanda Derntl, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, remete à tentativa da metrópole de organizar modos de conduzir a expansão urbana, enquanto experiências e circunstâncias locais exigiam constantes arranjos e adaptações.
Em meados do século 18, o processo de demarcação de fronteiras do território brasileiro estava em curso e era preciso mapear, defender e povoar novas áreas. A capitania de São Paulo, objeto de estudo de Derntl durante doutorado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, com Bolsa da FAPESP, também passou por transformações importantes, com uma crescente presença da administração portuguesa na modificação de seus espaços.
O resultado foi um movimento intenso de fundação de vilas e povoações a partir de 1765, processo que desencadeou uma série de problemas analisados pela autora – como a fixação de núcleos urbanos em uma sociedade marcada por deslocamentos constantes e a instalação de vilas estáveis onde antes havia somente aglomerados mais frágeis (pousos ao longo dos caminhos, aldeamentos de índios, sítios rurais e povoados litorâneos).
Com isso, apesar de a metrópole ter renovado as diretrizes geopolíticas de seus territórios, os administradores locais tinham de lidar com práticas sociais, tensões, contradições, negociações, alianças e concessões.
Derntl buscou estabelecer, com base em documentos escritos (cartas régias, atas de fundação e cartas de membros da administração portuguesa) e imagens (mapas, plantas e desenhos), correlações entre determinações e demandas de cada situação, abordando a política urbanizadora como uma “ação desenvolvida num contexto de conflitos mais do que como produto de um projeto predelineado por autoridades metropolitanas ou alheio a realidades do lugar”.
O livro tem três abordagens principais. Na primeira delas, a autora trata do movimento de urbanização no reino e em regiões luso-americanas, de modo a situar a capitania de São Paulo dentro de um movimento mais amplo de urbanização.
Na segunda, Derntl salienta os problemas que condicionaram a expansão urbana na capitania, em especial durante a administração de Morgado de Mateus (1765-1775).
Na terceira abordagem, a ênfase está no processo de implantação de núcleos urbanos na capitania de São Paulo, com o recrutamento de povoadores, a busca de sítios e a definição de traçados.
Método e arte – Urbanização e formação territorial na capitania de São Paulo, 1765-1811 
Autor: Maria Fernanda Derntl 
Lançamento: 2013 
Preço: R$ 54 
Páginas: 276 
Mais informações www.alamedaeditorial.com.br/metodo-e-arte/F


Fonte: Listahistória GEHB acesso em: 31/07/2013.

domingo, 28 de julho de 2013

Acervo histórico ameaçado

A SEGUNDA MORTE DE BRIZOLA

Acervo de Leonel Brizola, um dos mais importantes políticos brasileiros da segunda metade do século 20, está abandonado em guarda-móveis na entrada de uma favela do Rio de Janeiro 


Alessandra Mello

Estado de MInas: 18/04/2013 

O gaúcho Leonel Brizola foi um dos personagens mais destacados da história política brasileira desde o fim do Estado Novo, quando ajudou a fundar o PTB. Foi deputado, governador do Rio Grande do Sul, governador por dois mandatos do Rio de Janeiro, comandou com Tancredo Neves o movimento pelas Diretas Já, fundou o PDT e disputou em duas oportunidades a Presidência da República

Rio de Janeiro – Uma parte da história do Brasil está encaixotada em um subúrbio carioca em situação precária e corre sério risco de se perder. São caixas e mais caixas contendo cartas, documentos, livros, fotografias e objetos pessoais que pertenceram a um dos mais destacados líderes trabalhistas brasileiros, Leonel de Moura Brizola, morto em 2004, aos 82 anos. O acervo que o ex-governador amealhou ao longo de sua vida pessoal e política e que de tão extenso não cabia nas residências que ele mantinha no Rio de Janeiro e em Montevideú (Uruguai) – tanto que parte dele ficava guardada em uma casa alugada no Bairro Santa Teresa, também na capital fluminense – foi levado há cerca de cinco anos para um depósito, localizado na entrada da Favela da Galinha, em Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro, região controlada pelo tráfico.

O prédio que abriga esse material valioso fica dentro do pátio de caminhões de uma transportadora e serve também como guarda-móveis. Algumas janelas da construção estão quebradas e a fachada está mofada, com sinais de infiltração. Para ter acesso à sala do prédio onde estão os documentos do ex-governador é preciso autorização expressa de João Otávio Brizola, 60 anos, único filho vivo de Brizola. João Otávio e os sobrinhos Paulo Cesar e Layla Brizola, filhos de Neuzinha Brizola, única filha de Brizola, falecida em 2011, são os donos de todo esse material. Segundo apurou o Estado de Minas, depois de uma disputa pelo espólio do pai com o irmão José Vicente, falecido ano passado, eles fizeram um acordo e compraram dele os direitos sobre todo o acervo.

No entanto, a briga continua. Amigos de José Vicente dizem que ele não teria recebido o pagamento prometido pelo acervo. Pessoas ligadas a João Otávio negam. A deputada estadual Juliana Brizola (PTD-RS), filha de José Vicente, não quis conversar com o Estado de Minas sobre o assunto. Seus dois irmãos, o vereador fluminense Leonel Brizola (PDT) e o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), não foram localizados ontem para falar do caso. De Londres, João Otávio disse que só poderia dar entrevistas em seu retorno ao Brasil. Ele informou apenas que somente com sua autorização é possível a visitação ou a retirada do acervo do guarda-volumes. Layla Brizola disse que tudo “está bem guardadinho” e que a intenção deles é, futuramente, organizar toda a documentação e quem sabe abrigá-la em uma fundação. “Mas tudo ainda é apenas um plano”, disse por telefone.

Proibido Hoje o guardião dessa preciosidade é um português de 62 anos, seu Manoel de Oliveira Gonçalves, dono da transportadora e do guarda-volumes. Ciente da importância do acervo que mantém em seu prédio e da disputa, ainda travada na surdina pela família em torno desses documentos e objetos, ele não deixa ninguém entrar na sala onde o material está guardado. De vez em quando, algum funcionário da família liga ou vai ao local para conferir se tudo continua no mesmo lugar. Apesar de estar localizado em uma região dominada pelo tráfico e pela criminalidade, seu Manoel garante que não há risco de o material ser furtado. Há nove anos no local, ele afirma que foi assaltado apenas uma vez.

O português admite, no entanto, que as condições  em que tudo está guardado não são das melhores. “Aqui foi feito para guardar móveis”, afirma ele, que foi responsável por fazer todas as mudanças da família desde quando Brizola se elegeu governador do Rio de Janeiro pela primeira vez, em 1983. “Eu fiz mudanças de vários políticos e acabei sendo indicado para trabalhar para o Brizola e sua família”, conta, acrescentando que está no ramo desde 1966. No mesmo local, segundo seu Manoel, estão guardados móveis do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), deixados lá quando ele assumiu o comando do Ministério do Trabalho, em abril do ano passado.

Uma pessoa que já viu a situação do acervo e preferiu não ser identificada disse que tudo está se perdendo. Segundo ela, as caixas estão mofadas, rasgadas e guardadas sem nenhum cuidado. “Está tudo jogado, abandonado, se perdendo. Dá até dó”, relata.

Os segredos do baú

A Fundação Darcy Ribeiro, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, já se ofereceu, sem sucesso, para inventariar todo o acervo pessoal do ex-governador Leonel Brizola, separar documentos pessoais de históricos e catalogar todos os objetos. Também se dispôs a guardar tudo na fundação, onde já funciona o memorial de Darcy Ribeiro, outro importante líder trabalhista, responsável pela criação do PDT com Brizola, seu amigo pessoal.

Entre a papelada depositada precariamente no guarda-volumes, em Inhaúma, no Rio de Janeiro, haveria fotos e correspondências de Leonel Brizola com líderes da esquerda como Fidel Castro e Che Guevara, além de vasta documentação sobre a Rede da Legalidade, movimento organizado por ele em 1961, quando ainda era governador do Rio Grande do Sul, para garantir a posse do vice-presidente João Goulart. A Fundação Getulio Vargas (FGV), que leva o nome do presidente e padrinho de casamento de Brizola, tentou comprar o acervo, mas a disputa judicial pelo espólio do ex-governador impediu a negociação.

Em 2005, um ano depois da morte de Brizola, toda a documentação quase foi parar no Rio Grande do Sul. A família de Brizola chegou a acertar com o governo gaúcho a transferência do acervo. Um grupo de historiadores viajou ao Rio de Janeiro para uma classificação inicial do material, na época guardado no apartamento que Brizola mantinha na Avenida Atlântica, em Copacabana.

Também nessa época, a família se comprometeu a fazer a triagem dos documentos que foram catalogados pelo governo gaúcho e mandar o que achasse relevante para o Arquivo Público do Rio Grande do Sul. A intenção era construir um memorial no estado natal de Brizola e manter parte dos documentos no Rio de Janeiro, estado adotado por Brizola e governado por ele por dois mandatos. No entanto, uma divergência entre os irmãos impediu mais uma vez que todo esse “baú”, como o próprio se referia ao seu acervo, se tornasse público. 
 Fonte: listahistória - GEHB, 27 Jul 2013.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Livro Mulheres negras

Disponível  online o livro "Mulheres negras: histórias de resistência, de coragem, de superação e sua difícil trajetória de vida na sociedade brasileira" de Adeildo Vila Nova e Edjan Alves dos Santos, publicado pela Espaço Científico Livre Projetos Editoriais em http://www.espacocientificolivre.blogspot.com.br



Programa Nação sobre a História da África e Afro-brasileira

PROGRAMA NAÇÃO 06/05/2013
https://www.youtube.com/watch?v=k0W6F6adurQ

PROGRAMA NAÇÃO 13/05/2013
https://www.youtube.com/watch?v=h38ht3YroZg

PROGRAMA NAÇÃO 20/05/2013
https://www.youtube.com/watch?v=1QANvEBAgeo


Série de documentários sobre a I Guerra

Série de documentários da TV Inglesa BBC sobre o Primeiro Grande Conflito Mundial que ocorreu entre os anos de 1914-1918.
http://www.youtube.com/watch?v=lKM0TD6AALg ( 1ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=6CsOZBcKoSM ( 2ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=Dzr7vzDwojY (3ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=gtU46MoGwyc (4ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=x8zBeLT8vUs (5ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=kU6RVCTSZkg (6ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=gteiBwtx9iw (7ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=Z81n__VmPbk (8ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=7QfmF6a8EUs (9ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=GAzjjAWJ9NI (10ª parte)

Democracia Bandeirante

Lançamento, na ANPUH do livro  Democracia Bandeirante: Distritos Eleitorais e Eleições do Império à Primeira República

de Wlaumir Doniseti de Souza



Democracia Bandeirante: Distritos Eleitorais e Eleições do Império à Primeira República - Wlaumir Doniseti de Souza






http://loja.livrariadapaco.com.br/lancamentos/democracia.html

Fonte: GEHB-Yahoo

quarta-feira, 24 de julho de 2013

História da África


A África é destacada como berço da humanidade e de contribuição fundamental para a cultura e a produção do conhecimento científico. A coleção completa pode ser baixada nas páginas da Unesco e do Ministério da Educação, na internet.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

Download gratuito (somente na versão em português):
Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 Mb)
ISBN: 978-85-7652-123-5
http://goo.gl/ZZJbw
Volume II: África Antiga – (Antigo Egito) (PDF, 11.5 Mb)
ISBN: 978-85-7652-124-2
http://goo.gl/PfRsm
Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 Mb)
ISBN: 978-85-7652-125-9
http://goo.gl/kzaJj
Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 Mb)
ISBN: 978-85-7652-126-6
http://goo.gl/rj7e5
Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 Mb)
ISBN: 978-85-7652-127-3
http://goo.gl/W5sdpv
Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 Mb)
ISBN: 978-85-7652-128-0
http://goo.gl/92TMR
Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (9.6 Mb)
ISBN: 978-85-7652-129-7
http://goo.gl/oJYlO
Volume VIII: África desde 1935 (9.9 Mb)
ISBN: 978-85-7652-130-3
http://goo.gl/ADBRy
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

video "Darwin e Kropotkin: competição ou solidariedade?"

A Biblioteca Terra Livre acaba de publicar em sua página do Youtube o video "Darwin e Kropotkin: competição ou solidariedade?"
http://www.youtube.com/watch?v=my833rPjbPA
 
O curta apresenta uma conversa fictícia entre Darwin e Kropotkin sobre a evolução dos animais. Kropotkin, profundo admirador de Darwin, apresenta suas teses criticando a influência de Malthus na teoria de Darwin e exemplifica como o apoio mútuo, foi em muitos casos, um dos principais fatores de sobrevivência e evolução de algumas espécies.
 
O video é o ponto de partida para os debates preparatórios do Colóquio Internacional Ciência e Anarquismo que ocorrerá em novembro de 2013 em
São Paulo.
 
Em breve mais informações estarão disponíveis no site:
http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/

Revista História & Ensino

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sábado, 20 de julho de 2013

José Murilo de Carvalho: povo brasileiro despertou da letargia

Entrevista ao blog da revista "História, Ciências, Saúde - Manguinhos" sobre os protestos no Brasil

Para o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, o povo brasileiro despertou de uma letargia que durava desde o impeachment de Collor e, sobretudo, desde o início do governo do PT. Diante do levante, políticos e governo estão perplexos.

Ele deu entrevista ao blog da revista História, Ciências, Saúde - Manguinhos sobre as manifestações que estão ocorrendo pelo Brasil.

Quais as principais diferenças entre os protestos de agora e os de décadas atrás?
Em relação às diretas e impeachment, imprevisibilidade e multiplicidade de motivos.

Um "movimento" difuso, descentralizado, caracterizado por múltiplas causas e com diferentes formas de manifestação (pacífica X violenta) pode ser considerado um movimento ou está mais perto de uma catarse social?
Se quisermos precisão conceitual, seria uma manifestação popular, ou da classe média imprensada entre os grandes favorecidos da políticas econômica e social, os MUITO ricos e os MUITOS pobres.

Como o senhor avalia as reações dos governantes e das lideranças partidárias à emergência inesperada deste movimento, especialmente aqueles ligados ao PT que foi, no passado, vanguarda de muitas manifestações populares de rua?
Todos perplexos, como o resto do país. Governo e petistas constrangidos e desorientados, como seus acólitos, CUT, UNE etc. Presidente, orientada pelo marqueteiro, oportunista. Prefeitos e governadores acuados. Políticos em geral, com orelhas quentes, esperando a onda passar. Oposição em silêncio prudente e medroso.

É possível dimensionar a importância deste momento/movimento para a história do Brasil? O que deve mudar daqui para frente?
Pergunta para profeta. Qualquer avaliação agora será temerária.

O senhor acredita que o povo brasileiro esteja despertando para a cidadania?
Despertou de uma letargia que durava desde o impeachment de Collor e, sobretudo, desde o início do governo do PT.

O que espera dos protestos?
Resultados imediatos, só a revogação dos aumentos das passagens, mas já com ameaça de cortes não sabe onde (certamente não nas gorduras, isto é, mordomias, publicidade, excesso de cargos comissionados, altos salários), e talvez a derrota da PEC 37, a tal da impunidade. A queda de prestigio da presidente pode levá-la, com olho na eleição, a rever sua política econômica para maior controle da inflação. O desprestígio de partidos e políticos em geral (e agora também de organizações operárias e estudantis) continuará a ser combustível para próximas explosões.

(Revista "História, Ciências, Saúde - Manguinhos)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Etiópia: uma nação africana singular



http://www.mw.pro.br/mw/RI_Etiopia_2013.pdf


Com 7.169 caracteres e um mapa ilustrativo,
o novo material é um texto de divulgação voltado para público amplo, 
com informações
 gerais sobre a Etiópia, notável nação africana 
que a partir de 1º de Julho, dispõe de ligação aérea 
direta com o Brasil. 

A Ethiopian Airlines, a companhia aérea que mais cresce
na África, está encabeçando a iniciativa. Fundada pelo imperador
Hailé Selassié, a Ethiopian Airlines certamente contribuirá para estreitar
 os laços entre o Brasil e o continente africano. 

E que assim seja!
Na sequencia, os que desejarem informação sobre a Etiópia,
segue o link:


ETIÓPIA: UMA SINGULAR NAÇÃO AFRICANA
http://www.mw.pro.br/mw/RI_Etiopia_2013.pdf



Ademais, o momento suscitaria adendos 
de informação sobre a África. 

Seguem deste modo links de 17 materiais de minha autoria publicados ou 
divulgados eletrônicamente ao longo dos últimos 17 meses com foco em 
ÁFRICA-AFRICANIDADES. Vamos lá: 


O MAPA DE ÁFRICA EM SALA DE AULA:
A PERSISTÊNCIA DO IMAGINÁRIO DA DESQUALIFICAÇÃO 
NA CARTOGRAFIA ESCOLAR DE ÁFRICA.
Paper XVIII Curso Difusão Cultural - Centro de Estudos Africanos da USP:
http://www.mw.pro.br/mw/geog_CEA-mapa_africa_saladeaula.pdf


MAPA REGIONAL DE ÁFRICA:
SUBSÍDIO INDISPENSÁVEL PARA A COMPREENSÃO DO CONTINENTE
Site da Cortez Editora, Abril de 2013
http://www.cortezeditora.com.br/Mapa_Regional_Africa.pdf


BLOCOS REGIONAIS AFRICANOS: 
COMPILAÇÃO ESTATÍSTICA ESSENCIAL ANO-BASE 201O
Paper Centro de Estudos Africanos da USP, Maio de 2013
http://www.mw.pro.br/mw/RI_RECscompilation2013.pdf


LIXO: DESAFIO AFRICANO E TAMBÉM ANGOLANO
Revista Brasil Angola Magazine, nº 3, p. 23, Fevereiro de 2012.
 http://www.mw.pro.br/mw/mw_brasil_angola_magazine.pdf


SAMBA, SUOR E ECOLOGIA! 
Revista Sampa - Carnaval e Turismo, nº 11, Fevereiro de 2012.
http://www.mw.pro.br/mw/antrop_samba_suor_ecologia.pdf


BIODIVERSIDADE ANGOLANA: LEGADO A SER PRESERVADO
Revista Brasil Angola Magazine, nº 4, p. 29-29, Maio de 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/mw_biodiversidade_angolana.pdf


A HISTÓRIA DE ZERAI DERES:
HEROÍSMO AFRICANO & MEMÓRIA DE ÁFRICA
Artigo eletrônico disponibilizado no site da Cortez Editora.
Maio de 2012 
http://www.mw.pro.br/mw/hist_zerai_deres.pdf


RIO+20: ÁFRICA PRESENTE, ÁFRICA EM MOVIMENTO!
Artigo publicado por Bureau Polcomune - Notícias sobre Política 
e Comunidade Negra, Junho de 2012 e na revista Brasil Angola Magazine, 
nº 5, p. 11-12, Julho de 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/mw_Rio20_africa_presente.pdf


NOVOS RUMOS DA ECONOMIA AFRICANA
Revista Brasil Angola Magazine, nº 5, p. 22-23, Julho 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/novos_rumos_economia_africana.pdf


CABO VERDE: LAÇOS PERMANENTES DE PARCERIA
Revista Brasil Angola Magazine, nº 5, p. 22-23, Julho 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/novos_rumos_economia_africana.pdf


O QUE FOI A CONFERÊNCIA DE BERLIM?
Revista Nova Escola - Consultoria Informacional e Cartográfica para a Seção 
Na Dúvida?, relativa à Partilha da África, publiicada no nº 254, página 24. Agosto de 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/na_duvida.pdf


ONDE FICA O IMPÉRIO ALMORÁVIDA? 
LEITURAS DIVERGENTES NA REPRESENTAÇÃO 
ESPACIAL DO PASSADO AFRICANO PELA CARTOGRAFIA ESCOLAR
Artigo publicado pela Revista Élisée, Universidade Estadual de Goiás.
 volume 1, pp. 45-60, Setembro de 2012
http://www.mw.pro.br/mw/imperio_dos_almoravidas.pdf


O BAOBÁ NA PAISAGEM AFRICANA: 
SINGULARIDADES DE UMA CONJUGAÇÃO ENTRE NATURAL E ARTIFICIAL
REVISTA ÁFRICA, nº 20/2, 2012, edição especial, Kabengele Munanga (org.)
Setembro de 2012
http://www.mw.pro.br/mw/geog_baoba_2011.pdf


ANGOLA: A ECOLOGIA POLÍTICA DAS ÁGUAS DOCES
Revista Brasil Angola Magazine, nº 6, p. 13-14, Setembro de 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/2012_angola_ecologia_politica.pdf


HAVEMOS DE VOLTAR
Revista Brasil Angola Magazine, nº 6, p. 18-19, Setembro 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/2012_havemos_de_voltar.pdf


ÁGUAS DE ANGOLA: VITAIS E ESTRATÉGICAS. 
Artigo publicado na revista Dikamba, publicação bimestral da Câmara de Comércio 
Angola+Brasil, p. 40, Outubro de 2012. 
http://www.mw.pro.br/mw/aguas_de_angola.pdf



REVISITANDO O UIDÁ: NOVOS PROJETOS PARA O BRASIL E A ÁFRICA 
Artigo eletrônico disponibilizado no Site da Cortez Editora.
Novembro de 2012.
http://www.mw.pro.br/mw/2012_Artigo_Cortez_Uida_Site.pdf


Complementando, seria meritória a menção à

MEMÓRIA D'ÁFRICA: A TEMÁTICA AFRICANA EM SALA DE AULA
Obra em co-autoria, tem recebido elogios sucessivos da crítica especializada.
Saiba Mais: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_memoria_d_africa&c=a 
 
Fonte: Listageografia - 4 de julho. 

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

charge

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui