quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Livro didático de História completo





6º Ano
issuu.com/editora-saraiva/docs/jornadas-hist6-completo?e=5437272/6122157

7º Ano
issuu.com/editora-saraiva/docs/jornadas-hist7-completo?e=5437272/6122114

8º Ano
issuu.com/editora-saraiva/docs/jornadas-hist8-completo?e=5437272/6122128

9º Ano
issuu.com/editora-saraiva/docs/jornadas-hist9-completo?e=5437272/6122142

A construção do conhecimento histórico permeia toda a coleção: está presente nos textos, fotografias, mapas, documentos históricos e citações de historiadores e pesquisadores. A contextualização dos assuntos e a interdisciplinaridade também merecem grande destaque, além do forte trabalho voltado para o desenvolvimento de competências

Sobre a autora

Maria Luí­sa Vaz

Licenciada em História pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em História Social pela USP. Professora de História do Ensino Fundamental, Médio e Superior da rede particular de ensino.

Silvia Panazzo

Licenciada em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Graduanda em Pedagogia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Coordenadora de História para o Ensino Fundamental da rede particular de ensino. Professora de História do Ensino Fundamental e Médio da rede particular de ensino.

o verdadeiro significado do natal

Ontem assisti ao filme 3 dias de Natal (3 days test) com minha família  à tardinha. Esperando os parentes  para mais uma ceia de natal. Não conhecia esse filme, quando sua produção data de 2010. Assistindo não deixei de pensar num monte de coisas, é claro, a sala de aula. 
A família de Martin Taylor segundo o site do Disney Channel resume assim:
Martin perdeu totalmente contato com sua família. Ele não tem idéia de quem os amigos de sua filha adolescente é, por que seu filho só se comunica com um sinal eletrônico fora da porta de seu quarto, ou por que seu filho mais novo só assiste TV . Convencido a família precisa para se reconectar, Martin surpreende a esposa e filhos com um pouco de experiência, ele tranca-los em sua própria casa, sem poder, sem calor, sem água corrente, e absolutamente nenhum contato com o mundo exterior! O staycation férias súbita não é o que os Taylors tinha em mente para o fim de semana, mas eles vão ter que se unir para provar que pode sobreviver missão maluco do meu pai. Com uma mensagem sincera e um pouco de persistência, um pequeno membro da família ajuda a colocar suas prioridades para trás nos bancos, porque eles vão precisar de toda a fé que eles têm que passar por isso!
 Num mundo onde o valor do dinheiro fala mais alto invés de  entender o espírito do Verdadeiro Natal que é o da Caridade, Generosidade, Perdão, Amor ao Próximo. Outra coisa importante que o filme traz é a dependência as tecnologias. Traz a questão quanto tempo somos capazes de ficar plugado no facebook, twitter pra falar nos mais utilizados cotidianamente na nossa vida. Isso nos isola do mundo tornando mais individualistas e, sem percebermos, consumistas. 



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Um balanço de três anos de governo Tarso

Tarso Genro: “em três anos já fizemos o dobro que os governos anteriores”

Tarso Genro está confiante que o Congresso aprovará a proposta de reestruturação que representará, segundo ele, uma nova etapa na vida do Rio Grande do Sul (Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini)
Tarso Genro está confiante que o Congresso aprovará a proposta de reestruturação da dívida, o que representará, segundo ele, uma nova etapa na vida do Rio Grande do Sul (Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini)
Marco Weissheimer
O governador Tarso Genro fez um balanço de três anos de governo em um almoço com a imprensa nesta quinta-feira (19), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. O balanço desse período foi apontado como positivo e veio acompanhado de um desafio proposto pelo chefe do Executivo gaúcho: “o desafio que queremos fazer a vocês (dirigindo-se aos jornalistas e às jornalistas presentes) e também aos nossos adversários é para comparar os números e resultados deste governo com os dos que nos antecederam. Para avaliar um governo é preciso compará-lo com o governo anterior, comparar as suas realizações. Nós pegamos um Estado paralisado financeiramente e o retiramos da letargia do déficit zero”.
No encontro com a imprensa, o Secretário Estadual de Comunicação, João Ferrer apresentou um filme sintetizando as principais ações do governo. “Nós estamos apresentando aqui nossas realizações e potencialidades. Não apresentamos as limitações que enfrentamos, muitas delas independentes de nossa vontade, e tampouco a forma pela qual recebemos o Estado”, disse Tarso Genro após a apresentação do filme produzido pela Comunicação do governo.




Economia gaúcha crescendo acima da média nacional
Ao fazer a defesa das realizações de seu mandato, o governador destacou os números da economia gaúcha que vem apresentando um desempenho superior à média nacional. O Produto Interno Bruto gaúcho deverá fechar 2013 em torno de 6%, mais que o dobro do índice nacional. No segundo trimestre, enquanto a média brasileira apontou um crescimento de 3,3%, a economia gaúcha cresceu mais de 15%. O acumulado no primeiro semestre chegou a 8,9%, de acordo com a Fundação de Economia e Estatística (FEE), índice superior aos 2,6% registrado para o conjunto de regiões do Brasil. O valor exportado do ano alcançou a cifra de US$ 17,5 bilhões, um aumento de 28,6%, o terceiro Estado em exportação. A safra gaúcha bateu recordes este ano e a indústria cresceu 6,1%, o maior crescimento segundo pesquisa do IBGE, enquanto a média brasileira situa-se em 1,6%.
Além disso, acrescentou Tarso, o Rio Grande do Sul saiu de uma situação de isolamento nacional e internacional, retomando o diálogo com o governo federal e  investindo em parcerias com outros países. “O Estado se desparoquializou. Temos hoje o maior volume de investimentos dos últimos anos, sem comparação”. De acordo com os dados do governo, o Rio Grande do Sul é hoje o segundo estado do Brasil com mais investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Entre 2011 e 2014, serão cerca de R$ 40 bilhões investidos em estradas, mobilidade urbana, saneamento e habitação.
Reestruturação da dívida pública do Estado
Outro ponto destacado pelo chefe do Executivo foi a reestruturação da dívida pública do Estado. Tarso Genro está confiante que o Congresso aprovará a proposta de reestruturação que representará, segundo ele, uma nova etapa na vida do Rio Grande do Sul: “vamos sair de uma situação de dívida impagável e indeterminada para um futuro previsível e com uma dívida pagável. Pegamos um Estado sem perspectivas e agora temos a dívida renegociada e reestruturada, com 50% do caminho andado, o que em três anos é muito significativo”.
O governador apresentou o sistema estadual de microcrédito como outro fator que está impulsionando o desenvolvimento do Estado. Criado em 2011, o Programa Gaúcho de Microcrédito, em parceria com o Banrisul, beneficiou 29.714 tomadores de crédito, em 363 municípios. Entre 2011 e 2013, segundo o governo, foram mais de R$ 258 milhões destinados para micro e pequenas empresas. “O Rio Grande do Sul não cresceu só porque tivemos um bom regime de chuvas, como dizem alguns de nossos adversários. Temos uma série de políticas que vêm sendo desenvolvidas pelo governo que vem apresentado um impacto extraordinário na economia”, observou Tarso.
Aumento de 5,6% na arrecadação, sem aumentar impostos
Entre essas políticas, citou também algumas de cunho social como a política de valorização do salário mínimo regional e o Programa RS Mais Igual, que beneficia hoje cerca de 62 mil famílias no Estado. “Há cerca de 100 mil famílias vivendo no limite da situação de miséria no Rio Grande do Sul. Nós já estamos atingindo mais da metade desse número e queremos elevá-lo. Nós tivemos um aumento de arrecadação de 5,6%, sem elevar impostos, pelo contrário, reduzindo tributos em alguns setores. Nosso governo, nestes três anos, fez o dobro do que os dois governos anteriores em todas as áreas importantes. Isso começa a ser percebido pela comunidade. Não é a toa que tivemos agora no fim de ano uma melhora de avaliação expressiva. O conjunto de políticas que estamos implementando nos destaca, com sobras, em relação aos dois últimos governos”, defendeu.
Após citar esses números, Tarso comentou as críticas feitas por lideranças do PP nos últimos dias que já apontam a abertura do período eleitoral. “Essas críticas fazem parte do jogo democrático, mas eles não disseram quais são as propostas que defendem. Disseram que há aumentos salariais excessivos. Estão defendendo o arrocho salarial? Disseram que o governo gasta demais. Estão propondo a volta do déficit zero? Além disso, as críticas feitas não batem com os dados da realidade”.
O governador admitiu, por outro lado, que há um conjunto de impasses a resolver, entre eles, as dificuldades burocráticas para fazer uma obra. “Alguns desses impasses não dependem de nós, como os limites dramáticos para se fazer uma obra resultantes da sobreposição da atuação de órgãos de controle. Essa sobreposição envolve, entre outras instâncias, o Tribunal de Contas, o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e os órgãos de controle do próprio governo”.
Perda da maioria na Assembleia
Indagado sobre as possíveis dificuldades que o governo enfrentará em 2014, com a perda da maioria na Assembleia Legislativa, resultante da saída do PSB e do PDT do governo, Tarso Genro assinalou que foi perdida a maioria automática, mas não a maioria estrutural. “As votações do Orçamento para 2014 e da transferência de recursos para a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) são exemplos disso. Alguns projetos serão mais difíceis de aprovar como ocorreu agora no caso dos projetos do Banrisul. Mas isso não significa que tenha se constituído uma maioria automática contra o governo na Assembleia”, concluiu.

Disponível em: http://www.sul21.com.br/jornal/tarso-genro-em-tres-anos-ja-fizemos-o-dobro-que-os-governos-anteriores/ acesso em: 20/12/2013.

PS. Nesse link onde foi extraído essa matéria tem muitos comentários...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

10 anos da lei 10.639/2003

Hoje a tarde, estava no curso de formação continuada promovido pela Secretaria da Educação aqui do meu Estado. Faz parte de  uma série de formações que iniciou no início do 2º semestre e termina no 1º semestre de 2014. Foram trẽs formações seguido de oficinas pedagógicas. Nos seminários foram grandes temas como. respectivamente, neurociência e a educação, inclusão, e nessa tarde, as relações étnicas raciais.
Norberto da Cunha Garcia dividiu seu trabalho em três reflexões: passou um trecho do programa da NBR "Cenas das Cores" colocaram a situação do negro hoje em dia sobretudo na saúde e comentaram a reportagem "Negros do Brasil: brilho invisibilizado" exibido pela Tv Brasil. Esse programa foi ao ar dia 22.11.2012. Depois falou de textos da literatura sobre negritude e educação e, finalmente, passou o curta "O Xadrez das Cores". 
Estimava-se 600 professores no evento mas durante o seminário foi esvaziando. Lamentável. Passados dez anos da lei e vê que muitos colegas ainda não estão sensibilizados em fazer um debate em mexer na grade curricular, mexer no projeto político pedagógico e construir um curriculo antieurocentrico e aumentar as aulas de História e Geografia para três períodos semanais.
Já Milton Esmério falou da cultura e história indígena, que também é lei 11.645/2008. Fez comentários interessantes além de resgatar a música indígena e trazendo alguns instrumentos muito usados pelos povos autóctones: chocalho e o tambor fazendo uma excelente apresentação.
Depois de tudo isso, abriu-se para as perguntas, o que estimava-se 600 professores que não compareceram, acredito tinha uns 300. Naquela hora havia menos de 100 mas valeu e sai mais motivado dali porque ainda podemos encontrar colegas motivados, quase falei também contribuindo como algumas possibilidades de trabalhos de avaliação que fiz com meus alunos. A timidez não me deixou falar, fica pra próxima.
Segue os links abaixo das publicações do Mec sobre a África e africanidade que foram lembrados no seminário.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Documentário francês sobre a Igreja Universal

Documentário francês sobre a Igreja Universal mostrando como Edir Macedo quer conquistar o poder.
Cada parte tem 10 minutos. A produção original é da KTO que já afirmou que tem interesse na divulgação


http://www.youtube.com/watch?v=9WFhg3zsK7E - parte I
http://www.youtube.com/watch?v=_f_Iv8WW4k4 - parte II
http://www.youtube.com/watch?v=IvTcmkIMI50 - parte III
http://www.youtube.com/watch?v=5NoiZLXv1kA - parte IV
 http://www.youtube.com/watch?v=arnmiXuZGBA -parte V
http://www.youtube.com/watch?v=p01oZGaMoxM - parte final

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dossiê rock in roll

Este material é resultado  de uma pesquisa pessoal sobre o rock. Aqui disponível todo material que pesquisei, estudei nas horas que dava para fazer essa pesquisa.

Documentário






















Podcast

 Nerdcast  114 p Rock n' roll 50, 60, 70
http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-114-rock-n-roll-506070/

 Nerdcast  126 p Rock n' roll 70, 80

http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-126-rock-n-roll-7080/

Site educação 
http://www.brasilescola.com/artes/rock.htm

Bibliografia
Para download
CHACON, Paulo. O que é Rock? Ed. Brasiliense. 3ª ed.Coleção Primeiros Passos Nº 68, 1982.

Publicações neste blog
http://licoesdehistoria2.blogspot.com.br/2013/08/legiao-urbana-e-o-rock-dos-anos-1980.html

http://licoesdehistoria2.blogspot.com.br/2013/06/rocknroll.html









domingo, 10 de novembro de 2013

Revolução Bolivariana




Saiba mais

IOKOI, Zilda Márcia Gricoli. Lutas sociais na América Latina. Porto Alegre. Mercado Aberto, 1989.
Este livro é muito bom mas não fala da Venezuela. Apenas Argentina, Brasil e Chile.

LOPES, Luiz Roberto. História da América Latina. Porto Alegre. Mercado Aberto, 1998.
Este livro é muito bom. Ele trabalha com a conjuntura internacional inserindo os países latinoamericanos. No capítulo 15 traz o quadro político da Venezuela na crise do Estado Oligárquico e no capítulo 20 quadro político atual até 1998, ano que Hugo Chavez chegar ao poder.

BORGES, Altamiro. Venezuela: originalidade e ousadia. Ed. Anita. São Paulo. 2005.
Este último livro que indico é muito bom. Traz entre outras entrevistas ele mesmo, Hugo Chávez Frias.
Sumário
Apresentação
Uma revolução sem retorno?
cap.1
Uma experiência sui generis
cap2
As conquistas sui generis
cap3
A pedagogia dos oprimidos
cap4
O poder do petróleo
cap5
As perspectivas da revolução
Anexos
Relatos de viagem
A energia bolivariana nos bairros pobres de Caracas
Entrevista -  Hugo Chávez Frias
 "A Venezuela mudou para sempre; não há ainda mais"
Entrevista - Maximilien Arlelaiz
"A revolução bolivariana vai avançar ainda mais"
Entrevista - Cláudia Jardim
"A mudança de verdade é a crescente organização popular"
Trabalhadores
O novo sindicalismo e a revolução bolivariana

Documentário: Revolução Mexicana




Saiba mais:

-Camponeses e latifundiários
-A queda de Porfirio díaz
-O governo Madero
-Guerra Civil
-Carranza no poder
-A Constituição de 1917
-O fim da revolução


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Entre Muros da Escola (2008)


François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores. Filme completo.



domingo, 20 de outubro de 2013

Amistad (1997)


O ano é 1839. Uma rebelião de escravos negros  liderados por Cinque da etnia Mende  (Djimon Hounsou) se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad.  E a partir daí começa a luta de  retorno para a África. As cenas do julgamento do assassinato da tripulação, do comércio de escravos, os porões do navio emociona e, ao mesmo tempo, indigna. Numa época que a figura do presidente americano Martin Van Buren (Nigel Hawthorn) sonha ser reeleito e ele  tenta a condenação dos escravos, pois agradaria aos estados sulistas e também fortaleceria os laços com a Espanha, já que a jovem Rainha Isabella II com 13 anos (Anna Paquin) alega que tanto os escravos quanto o navio são seus e devem ser devolvidos. Os abolicionistas vencem, porém o governo apela e a causa chega a Suprema Corte Americana. Este quadro faz o ex-presidente John Quincy Adams (Anthony Hopkins), um abolicionista não-assumido, sair da sua aposentadoria voluntária, para defender os africanos. E a cena desse ex-presidente com Cinque e depois o último julgamento revela a importância da cultura e história da África.
Att
Tyrone



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Band of Brothers



http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=73nn8sw34ai5 - ep 1
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=msx669b3ncki- ep 2
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=zlg0rhwu9baj ep 3
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=e9573cspnvwz - ep 4
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=pqpzp2lxvi1u - ep 5
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=uj91se1lyckk - ep 6
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=4wj4f3cbt90k - ep 7
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=jv7y6giruchq - ep 8
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=qum7lkwwmnq2 - ep 9
http://www.filmesonlinegratis.net/vh/?id=9uparsa41fyb - ep 10

Equador - Episódios (TVI)






https://www.youtube.com/watch?v=_i9bGkHhEKQ parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=wc6ANL5yzp0 parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=0lq4y-ufN3M parte 3
https://www.youtube.com/watch?v=1rfR5eZjfpU parte 4
https://www.youtube.com/watch?v=6AU7_p2r_Wk parte 5
https://www.youtube.com/watch?v=vlvFmweFn6M parte 6
https://www.youtube.com/watch?v=5MOyvmrFw4Q parte 7
https://www.youtube.com/watch?v=vCCU2wH0tgk parte 8
https://www.youtube.com/watch?v=BUeCgH7XRs8 parte 9
https://www.youtube.com/watch?v=ay7jw7NcwVM parte 10
https://www.youtube.com/watch?v=6HArSwA6xKQ parte 11
https://www.youtube.com/watch?v=FQ4e3_F60Mg parte 12
https://www.youtube.com/watch?v=2pFyYIGGPoA parte 13
https://www.youtube.com/watch?v=f884EvYDmmc parte 14
https://www.youtube.com/watch?v=jhVVIm-iQmA parte 15
https://www.youtube.com/watch?v=R73PIT8qyDs parte 16
https://www.youtube.com/watch?v=EFgohcLkUbE parte 17
https://www.youtube.com/watch?v=la91ZCy8qaY parte 18
https://www.youtube.com/watch?v=0zit7uJTKtY parte 19
https://www.youtube.com/watch?v=oHq0OeQSepA parte 20
https://www.youtube.com/watch?v=C38qnjLnckc parte 21
https://www.youtube.com/watch?v=v3XxQ3Nh0r8 parte 22
https://www.youtube.com/watch?v=C-YTbKNMd5o parte 24
https://www.youtube.com/watch?v=GFM42nvqIvA parte 25 desativado
https://www.youtube.com/watch?v=GG7NCZmuK-0 parte 26a
https://www.youtube.com/watch?v=3IsbrWRvHIo parte 26b
https://www.youtube.com/watch?v=TowHEzEcX68 parte 26c
https://www.youtube.com/watch?v=i8v0lKDSGyU parte 27a
https://www.youtube.com/watch?v=1byeXr-SXm4 parte 27b
https://www.youtube.com/watch?v=9womWmiKDCw parte 27c
https://www.youtube.com/watch?v=BXcEFlyAY_c parte 27d
parte 28 desativado
https://www.youtube.com/watch?v=guWNSVlSwf0 parte 29a
https://www.youtube.com/watch?v=co5YWK9E9w4 parte 29b
https://www.youtube.com/watch?v=XcCzEw2qgqc parte 29c
https://www.youtube.com/watch?v=WO8u2Ll6_58 parte 29d
https://www.youtube.com/watch?v=MrJ7TVWNWdI parte 30a
https://www.youtube.com/watch?v=U_HDwr494D4 parte 30b
https://www.youtube.com/watch?v=VyPaps6IEmQ parte 30c
https://www.youtube.com/watch?v=4Acb3GJ1fcs parte 30d
https://www.youtube.com/watch?v=9-W4OXvF5qk parte 30



domingo, 13 de outubro de 2013

História da Educação

A educação formal no nosso país teve  início com a chegada dos jesuítas chefiados pelo Padre Manuel da Nóbrega em 1549. No RS, em 1634 com o Padre Jesuíta Cristovão de Mendonça(ele introduziu o gado aqui no sul). Eles  instituíram  colégios e seminários.
Qual o papel dos jesuítas nesse processo? bem, era de pacificador. Imagine, você de repente  expulsa os jesuítas no século XVIII pois eles ficaram importantes demais para a educação brasileira, importante demais para a economia colonial, pois com as missões, que eles estabeleceram no sul do país. Essas missões abasteciam o mercado interno. Isso para uma região que é  uma colônia portuguesa (e aqui no RS era da Espanha) desagrada a Metrópole. 
Com a chegada no Brasil da família real em 1808, o país passou por mudanças. Imagine, dentro de barcos, escolas com os alunos, com os professores, com as máquinas e botou dentro de um barco. Chegando no Brasil, ele, d. João príncipe regente, vai estimular muito a educação pois o príncipe regente traz também a base cultural de Portugal. Por exemplo. A biblioteca Real que virou Biblioteca Nacional. Temos agora que alfabetizar um povo para  que ele possa obedecer a Coroa e portanto as ordens dela.
Com o fim do império em 1889, surge a Primeira República e com ela uma nova  ideia que é o positivismo. Então na República se constitui uma nova escola. Uma escola chamada positivista que no nosso país veio com o grande Benjamin Constant que foi ministro do interior e cuidava da pasta de educação. O modelo dessa segunda escola (a primeira dos jesuítas) é a frase de Augusto Comte que dizia que o Amor como princípio, a Ordem como meio e o Progresso como fim. Então, imagine, se você fizer do jeito que estou ensinando sem tirar nem no dia da prova a ordem eu ti passarei de ano, o progresso. Então ficou a matriz de uma avaliação no Brasil, uma avaliação classificatória.
Outro momento importante da educação no Brasil se inicia com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, Vargas é o nosso industralizador, urbanizador do Brasil. Então se considera o nosso país antes dele agrário e depois dele de urbano. Temos depois 1930 e no período de Estado Novo uma preocupação em vincular a educação ao desenvolvimento industrial. 
Outra mudança ocorreu em 1971 em plena Ditadura Militar. Foi criada a lei número 5.692 que  trouxe novidades na estrutura de ensino. Se fez uma escola popular nesse sentido mas não democrática, que retirou o currículo clássico, retirou o latim, o grego, acabou com a filosofia, com a  História Geral, coma literatura, com a gramática e agora que os pobres entraram na escola, ela se fez uma escola com os conteúdos mínimos com a aceituação no comportamento moral que era, obviamente, a escola da Ditadura Militar. 
Então quem expandiu  a escola no Btasil foi incrivelmente que pareça a Ditadura Militar mas expandiu uma escola  mínima com a finalidade para o mercado de trabalho e não uma escola clássica. Uma escola como direito, humanísta e acolhedora. 
Por fim, o que vemos no neoliberalismo, uma escola para todos simplesmente  é ter a  inclusão quantitativamente. O que vemos, atualmente,  e que dá esperança pra nós professores e educadores é começa se falar muito em qualidade.

Tyrone Andrade de Mello, professor

Bibliografia:
GAGOTTI, Moacir. Histórias das Ideias Pedagógicas, Editora Ática, 2003.
QUEVEDO, Júlio. História Compacta  do Rio Grande do Sul,  editora Martins Livreiro, 2003.
HAYDT, Regina Cazaux. A avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem, editora ática,  2002.


sábado, 12 de outubro de 2013

A minisérie: Mãe de Santo

A minisérie: Mãe de Santo, exibida pela extinta Rede Manchete.

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=63UmCB9cE-w&feature=related (Exú)
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=bTwdNLOA5oU&feature=related (Ogum)
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=vEw3B06wb94&feature=related (Oxossi)
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=bXe4YXkMljQ&feature=related (Ossain)
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=oYg38kSuIHE&feature=related (Omolú)
Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=0QxrCukHDAY&feature=related (Oxumaré)
Parte 7: http://www.youtube.com/watch?v=KPE51XC24uI&feature=related (Nanã)
Parte 8: http://www.youtube.com/watch?v=cC4PHIKWt8M&feature=related ( Logun Edé)
Parte 9: http://www.youtube.com/watch?v=WyWqJgwas1A&feature=related (Oxum)
Parte 10: http://www.youtube.com/watch?v=DGfZD-dA7tI&feature=related (Iansã)
Parte 11: http://www.youtube.com/watch?v=Ro-2Xr_vsYw&feature=related (Obá)
Parte 12: http://www.youtube.com/watch?v=T3byire9Pk4&feature=related (Ewá)
Parte 13: http://www.youtube.com/watch?v=6mpTwIopNl0&feature=related (Iemanjá)
Parte 14: http://www.youtube.com/watch?v=3vjOvf28TQc&feature=related (Xangô)
Parte 15 (Final): http://www.youtube.com/watch?v=4pFNq3mgjfM&feature=related (Oxalá)

Repaginado o blog

Criado em 2008, este blog era, inicialmente, um portfólio do curso que fiz em Mídia e Educação. Com o tempo foram ocorrendo mudanças no foco das postagem depois que terminei esse curso. Em 2010, a criação de outro blog <http://licoesdehistoria.blogspot.com> que tinham por objetivo ser um diário de classe no ensino de História. Todos meus planejamentos e seus resultados eram e são postados ali. Porém fiquei pensando: se continuo mantendo esses dois blogs, quando tive a ideia da mudança no nome do blog deixando com o mesmo nome do segundo blog criado em 2010. No primeiro a intenção é manter ele como referencial teórico no ensino de História postando textos tanto  para formação profissional quanto textos para uso nos planos de aulas como o recente texto publicado sobre a revolução Mexicana. Isso tudo com o objetivo de compartilhar com outros professores para que a presença em sala de aula não se perca na vivência do cotidiano e seja de fato uma experiência significativa, é necessário reflexão sobre aquilo que se  faz. E refletir não é simplesmente pensar no que se faz no fim  de um dia de trabalho mas requer de forma continuamente  planejamento, registro da prática  e interlocução. No segundo, visa a interlocução com o aluno, uma espécie de sala de aula virtual.

Atenciosamente,
Tyrone

Revolução Mexicana

Fonte: CARDOSO, Oldimar. Leituras da História, 8º Ano, 1ªEdição, São Paulo: Escala Educacional, 2012.

-Camponeses e latifundiários
-A queda de Porfirio díaz
-O governo Madero
-Guerra Civil
-Carranza no poder
-A Constituição de 1917
-O fim da revolução

Reolução Mexicana - Camponeses e latifundiários

Em 1910, o México era um país principalmente agrário. os mexicanos viviam sob a ditadura de Porfírio Díaz, um general que governava o país havia mais de três décadas. Com o apoio das elites, ele se mantinha no cargo por causa de eleições presidenciais repletas de irregularidades, que sempre lhe garantiam vitória.
Durante seu longo mandato, Díaz implementou um processo de concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, os hacendados. Essas terras foram tomadas de camponeses e indígenas sob a justificativa de que eles não possuíam os documentos de propriedade. Em seguida, foram cedidas ou vendidas a grandes latifundiários mexicanos ou a empresas estrangeiras. No início do século XX, cerca de 840 fazendeiros eram donos de quase todo o território mexicano.
Camponeses e indígenas que se  revoltaram contra  esse roubo foram perserguidos pela polícia e pela Igreja católica. Expulsos de suas terras, eles se viram obrigados a trabalhar nas propriedades dos hacendados ou das empresas estrangeiras. Em 1910, dos 15 milhões de pessoas que viviam no México, cerca de 12 milhões dependiam  dos grandes fazendeiros para sobreviver, trabalhando como peões nas fazendas e recebendo salários muito baixos. Alguns eram funcionários de empresas estrangeiras e trabalhavam principalmente nas minas, criações de algodão.

Revolução Mexicana - A queda de Porfirio Díaz

Em 1910, Porfirio Díaz estava às vésperas de completar 80 anos de idade. ainda assim, decidiu mais uma vez sair candidato à Presidência. Dessa vez, porém,  encontrou um adversário que lhe ameaçava o poder: Francisco Madero.
Durante a campanha, Madero defendeu uma série de reformas para o país, como mudanças na política eleitoral e melhoria nas condições de vida de camponeses e índios. Percebendo a força de seu adversário, Porfirio Díaz mandou prender Madero e se reelegeu mais uma vez presidente da república.
Madero conseguiu deixar a prisão e exilou-se nos Estados Unidos, onde escreveu um manifesto conhecido como Plano de San Luis de Potosí. Escrito em outubro de 1910, esse manifesto convocou os mexicanos para uma revolta armada visando derrubar Porfirio Díaz, Os principais aliados de Frabcisco Madero eram ricos comerciantes ou hacendados (como ele próprio), que desejavam apenas o fim das reeleições de Porfirio Díaz e o sufrágio universal.
Além disse apoio, Madero também contou com grupos de camponenses e indígenas. Liderados por Pancho Villa, ao norte, e Emiliano Zapata, ao sul, esses grupos reivindicavam uma reforma agrária que lhes garantisse a posse da terra.
Apesar de não conquistar o poder em todo o país, os grupos de camponeses e indígenas governaram diversas regiões do México durante os dez anos de revolução. Nessas regiões, retiraram o poder dos hacendados e da igreja católica, realziaram a reforma agrária e construíram vários hospitais e escolas.

Revolução Mexicana - O governo de Madero

Ao longo de 1910, irromperam várias revoltas em diferentes regiões do território mexicano, O governo reagiu, mas a população formou guerrilhas que impediam o avanço das tropas federais. Anarquistas também entraram na luta e ocuparam diversas cidades no norte do México.
A permanência de Porfírio Díaz na Presidência tornou-se  insustentável, Em maio de 1911, o ditador renunciou ao poder e embarcou para o exílio na França. Os mexicanos constituíram um governo provisório, que convocou eleições presidenciais. A população escolheu Francisco Madero para ocupar a Presidência do México.
O novo presidente assumiu o poder em novembro de 1911, mas logo despertou a desconfiança de seus eleitores ao nomear cinco ministros ligados ao ex-ditador Porfírio Díaz. Além disso, ao contrário do que esperavam camponeses e indígenas, Madero não promoveu a reforma  agrária prometida durante a campanha.
Com isso, os zapatistas, como eram conhecidos os seguidores de Emiliano Zapata, continuaram a insurgir pelo país. Em novembro de 1911, divulgaram o Plano de Ayala, um manifesto exigindo que o governo fizesse, de fato, a reforma agrária e atendesse às reivindicações dos camponeses e das comundiades indígenas mexicanas.

Revolução Mexicana - Guerra Civil

A queda do governo de Francisco Madero deu início a uma guerra civil no México. O governador de um dos Estados mexicanos, Venustiano Carranza, antigo aliado de Madero, formou o chamado Exército Constitucionalista e conclamou a população a pegar em armas para derrubar Victoriano Huerta. Pancho Villa aderiu ao movimento e levou consigo dez mil soldados; Zapata também aderiu à luta contra Huerta, liderando as tropas no centro-sul do país.
Em 1914, o governo dos Estados Unidos enviou soldados para combater o governo Huerta, que estava estabelecendo relações com outras potências, como a Alemanha e a Inglaterra. O governo norte-americano via nisso uma atitude de rebeldia.
Diante de tantos adversários, Huerta perdeu gradativamente  o poder até que, em agosto de 1914,  as tropas federais foram definitivamente

Revolução Mexicana - O fim da revolução

O mandato de Carranza deveria terminar em 1920, quando estavam previstas novas eleições presidenciais. O general Álvaro Obregón desejava ser lançado como candidato oficial do governo, mas o presidente decidiu apoiar outra pessoa. Rejeitado, o general articulou um golpe para destituir Carranza da Presidência.
Aliados de Obregón assassinaram Carranza em maio de 1920. Posteriormente, Obregón venceu as eleições e assumiu a Presidência para um mandato de quatro anos. Durante seu governo, estimulou a criação de sindicatos e centrais operárias, que lhe deram apoio político.
Sucedeu Álvaro Obregón o general Plutarco Elías Calles, que governou de 1924 a 1928, Calles fundou em 1929 o Partido Nacional Revolucionário, que em 1946 passou a se chamar Partido Revolucionário Institucional (PRI). O PRI se manteve na presidência  da República por mais de setenta anos.

Revolução Mexicana - A constituição de 1917

Apesar das divergências  com os dois principais líderes populares da Revolução Mexicana, o governo de Carranza elaborou em 1917 uma Constituição que trazia grandes  avanços políticos e sociais para a época. A constituição mexicana proibiu que estrangeiros, igrejas e indústrias tivessem posses de terras. Instituiu ainda o ensino obrigatório gratuito e estabeleceu que a exploração dos recursos naturais do país (principalmente o petróleo) ficaria sobre a responsabilidade do Estado.
A Constituição mexicana de 1917 também limitou o poder da Igreja católica: proibiu a realzação de cultos públicos fora das igrejas, rpoibiu que os jornais religiosos tratassem de assuntos políticos, negou aos padres e bispos o direito de votar e de fundar e dirigir escolas.
O México foi o primeiro país  a incluir em sua Constituição antigas  reivindicações  dos operários. A Constituição de 1917 estabeleceu  jornada máxima de oito horas de trabalho diárias, fez restrições ao trabalho feminino e infantil, criou o salário mínimo e reconheceu o direito de greve  dos trabalhadores.

Revolução Mexicana - Carranza no poder

Ao assumir a Presidência em 1914, Carranza procurou assegurar a estabilidade política do país.  Ao mesmo tempo que tentava restringir a influência dos militares na vida pública, precisava atender às reivindicações das camadas populares.
Logo Carraza passou a enfrentar a oposição de antigos aliados, como Pancho Villa e Emiliano Zapata, que discordavam do modo como o presidente  pretendia fazer a reforma agrária. Isso deflagrou uma nova guerra, que se estendeu até 1917. O conflito tinha, de um lado, os exércitos populares de Villa e de Zapata e, de outro, as tropas federais, comandadas pelos generais Álvaro Obregón e Plutarco Elías Calles.
Em 1915, o governo Carranza se aliou aos sindicatos operários para derrotar Pancho Villa, o que ocorreu em abril daquele mesmo ano. Enfraquecido, Villa ainda manteve atividades de guerrilhas até 1920, quando finalmente se rendeu, recebendo em troca uma fazenda e o direito de manter uma escolta armada.
Vitorioso na luta contra Pancho Villa, o governo Carranza dissolveu os batalhões formados pelos operários e se recusou a assumir os compromissos firmados com os sindicatos. Os sindicalistas responderam  com uma  greve duramente reprimida que terminou com a prisão  de todos os seus líderes.
Emiliano Zapata, por sua vez, foi assassinado em 1919. Até hoje seus objetivos são lembrados pela população mexicana, em um movimento conhecido como zapatismo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A série "Presidentes Africanos"

Jornalista Franklin Martins reestreia na TV, hoje, às 18h30, no Discovery Civilization. A série "Presidentes Africanos" é fruto de um trabalho de 18 meses do ex-ministro, que viajou por 13 países africanos.

"Minha expectativa é de que a série contribua para diminuir enorme déficit de informação sobre a África no Brasil. Temos a segunda maior população negra do planeta, atrás apenas da Nigéria, e, no entanto nossos, jornais, revistas e TVs não têm correspondentes no continente africano", pontua em entrevista ao Blog do Lino | http://bit.ly/1h0hh1O


Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=632160570138694&set=a.398773133477440.85693.229151370439618&type=1&theater
 

sábado, 31 de agosto de 2013

Braços Abertos aos Médicos Cubanos!


Mário Maestri 

A insurreição de associações profissionais e de milhares de médicos e estudantes de medicina contra a chegada dos colegas cubanos tem registrado despudoradamente o abismal nível de desumanização produzido pela mercantilização da saúde no Brasil. Os milhões de brasileiros desassistidos surgem como referências imateriais na retórica cínica que defende qualidade do serviço médico que a população brasileira desconhece, seja na área pública e, comumente, igualmente na privada.

No frigir dos ovos, defendem apenas a restrição do número de médicos, em prol da manipulação safada das leis do livre-mercado. Com menos médicos, melhores negócios! E a população que se lixe! Sob a escusa da excelência da formação e das prestações médicas, defendia-se, ontem, a restrição do número de universidades de medicina e, hoje, o monopólio corporativo do ato médico e o embargo à chegada de profissionais do exterior, com destaque para os cubanos, socialistas e, horror dos horrores, não poucos negros!

Que venham aos milhares!

Que venham os médicos cubanos, às dezenas de milhares! Mesmo que cheguem apenas para tapar os buracos da incúria governamental quanto à saúde pública, mais e mais encurralada no balcão de negócios da medicina privada. Mercantilização da saúde popular aplaudida pela indústria hospitalar, de medicamentos e de planos de saúde; por associações de classes; pelos milhares de profissionais privilegiados – ou apenas seduzidos – por profissão transformada em meio de enriquecimento sem limites.

Que dezenas de milhares de médicos cubanos sejam distribuídas pelos ermos perdidos dos extremos sociais e geográficos do nosso país! Que povoem o interior distante do Acre ou a periferia próxima de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre e de Salvador. Ainda que tais colocações penosas devessem ser momento transitório – e profissionalmente enriquecedor – de carreira médica público-estatal. Não é isso que fazem os concursados do Banco do Brasil e os membros da forças militares, sem “choro e ranger de dentes”?

Entre os médicos cubanos chegará algum incompetente, como propõem denúncias literalmente histéricas? Certamente. E quem de nós já não se encontrou com profissionais ineptos, mesmo nos consultórios e hospitais privados de nossas mais adiantadas capitais? Sem que haja meios de afastá-los de uma profissão para a qual não se qualificaram técnica ou moralmente. Ao contrário do que ocorrerá no caso dos médicos visitantes. Qualquer erro que fizerem terminará com enorme destaque na telinha da rede Globo e nas páginas da Folha de São Paulo, Estadão, Zero Hora et caterva.



Meros Paliativos

Acusam-se os médicos cubanos de serem paliativos para situação calamitosa e meios de publicidade política de governo que persegue desesperadamente a avaliação positiva perdida. No que não estão errados. Ao igual que as administrações anteriores, lulistas e pré-petistas, Dilma Rousseff apostou na medicina mercantil, nos planos de saúde, no financiamento privado dos cuidados médicos por população brasileira transferida maciçamente por decreto para a classe média! E teve como resposta a reivindicação por saúde e educação pública e gratuita de multidões enraivecidas que sequer conseguem pagar 3,20 reais por passagem de ônibus urbano! Engrossadas por aqueles que conseguem pagar a passagem mas são depenados pela medicina e pela educação privada!

Entretanto, não é menos certo que os médicos cubanos e estrangeiros salvarão a vida e mitigarão as penas urgentes de milhões de desassistidos, mesmo quando eventualmente não dispuserem das instalações condizentes, como também denunciado. Instalações que certamente serão por eles reivindicadas. Tudo isso enquanto se discute, produtiva ou improdutivamente, com boas intenções ou malevolamente, sobre as soluções estruturais futuras, de longo fôlego.

Os médicos estrangeiros enviados para os cafundós sociais e geográficos do Brasil atenderão brasileiros desconhecedores de serviços médicos mínimos, aos quais têm direito constitucional. Ampliarão a consciência desses brasileiros sobre o valor e a necessária luta por serviço público universal de qualidade. Certamente outros dois motivos da oposição visceral da indústria, de associações e de profissionais da saúde que se locupletam com sua mercantilização.

Por tudo isso e por muito mais, os médicos cubanos – e de outras nacionalidades – devem ser recebidos com festa, com fogos de artifício e braços abertos! Mas atenção. Nosso abraço deve ser o da população agradecida e não o do urso aproveitador!

Em Defesa dos Médicos Cubanos

Os médicos cubanos não são mercenários da medicina, apenas preocupados com a remuneração material. Não são igualmente missionários que se alimentam de princípios morais e políticos – se é que existe tal gente. São trabalhadores especializados que exercerão suas atividades no Brasil. Portanto, encontram-se necessariamente submetidos e protegidos pelas leis trabalhistas nacionais – mesmo que elas sejam pernetas e limitadas.

Os cubanos devem receber a mesma remuneração que os demais estrangeiros. É reivindicação dos trabalhadores, consagrada pela legislação atual, que ao “mesmo trabalho” cabe a “mesma remuneração”. Não importando as diferenças de sexo, raça, idade e nacionalidade. Nenhum casuísmo justifica o desrespeito desse princípio. Pouco importa o que recebem seus companheiros em Cuba, já que eles viverão e trabalharão no Brasil, e não na ilha do Caribe. Aos médicos cubanos cabe a bolsa de dez mil reais, paga diretamente pelo governo brasileiro.

Se aceitarmos o princípio da missão estrangeira, teríamos que concordar com que governos africanos enviassem trabalhadores contratados, recebendo por eles seus salários das autoridades brasileiras, e pagando-os abaixo do estipulado pela legislação nacional. Não impugna a terrível analogia o fato de que ela tenha sido proposta por interessados em sabotar a vinda dos médicos cubanos, e não em defender seus direitos.

Nada de bantustão!

Os médicos cubanos têm o direito inarredável de trazer consigo seus cônjuges e filhos menores, como todo estrangeiro com contrato de trabalho no Brasil. Tal impedimento permite outra lembrança terrível. Para manter o controle político-econômico, o apartheid construiu os bantustões, pseudo-micro-estados negros, de onde os trabalhadores partiam temporariamente para prestarem serviços nas minas da África do Sul, sem poderem levar consigo as famílias. O que dificultava a radicação na África do Sul e facilitava a manutenção da relação semi-servil.

Não podemos também negar o direito de permanecer no Brasil aos médicos cubanos que assim o quiserem, por razões afetivas e, sobretudo, econômicas. Ser radical é ir à raiz da questão, e não transformar sonhos e fantasias em realidade. Com a crescente restauração capitalista em Cuba, os trabalhadores ligados à esfera pública conhecem remunerações miseráveis, enquanto prosperam os que conseguem se incorporar à esfera mercantil que canibaliza a economia nacionalizada. A expatriação interessa também aos médicos cubanos pela remuneração em moeda forte, impossível de ser realizada em Cuba no serviço público. [Maestri, Mário. “Cuba sob o signo da restauração capitalista”. www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5296.

Mas é igualmente indiscutível o direito do Estado cubano de ser remunerado pelos médicos que formou, enquanto trabalham no Brasil, ou caso queiram aqui permanecer. Qualquer coisa diversa seria explorar a esfera pública da sociedade cubana. Essa indenização deve recair totalmente sobre o Estado brasileiro, que se negou a financiar a formação dos trabalhadores da saúde que necessitamos dramaticamente. E não sobre os médicos cubanos.

Em Defesa de Cuba Socialista

É inadmissível o desfrute por qualquer aparato governamental da força de trabalho dos médicos cubanos que devem chegar aos borbotões para ajudarem a suprir as necessidades dramáticas de nossa população.

Apenas o respeito estrito dos direitos civis e trabalhistas mínimos dos médicos cubanos permitirá que essa contribuição inestimável se dê nas melhores condições. E não resulte em todo tipo de constrangimento e aproveitamento por aqueles que se mobilizam para levar tal iniciativa ao fracasso.

O imperialismo estadunidense já tem programa consolidado para fomentar deserção mercenária de médicos e profissionais especializados cubanos no exterior, através de suas embaixadas e consulados. O que constitui uma agressão à economia socialista da ilha, em contínua retração, sob a retórica estadunidense de solidariedade contra a opressão comunista.

Apenas visão progressista tacanha não compreende que também a defesa de Cuba socialista – e do que representou e ainda representa – passa inarredavelmente pela defesa solidária dos direitos de seus médicos no exterior.

Mário Maestri é historiador e professor do PPGH da UPF. Email: maestri@via-rs.net 
Publicação: 28 de Agosto de 2013

Fonte: listahistória

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Legião Urbana e o rock dos anos 1980

Estudo feito na Unesp e publicado em livro analisa a indústria cultural e os agentes envolvidos na consolidação do gênero no país (capa do álbum "Que país é este") 
15/08/2013
Por Noêmia Lopes
Fonte: Agência FAPESP – No campo das Ciências Sociais, o rock nacional não tem o mesmo prestígio de manifestações como a Bossa Nova e a MPB. Enfrenta até mesmo certa resistência por conta de seu estrangeirismo, de seu caráter de produto importado.
Partindo dessa premissa e já inserida em um contexto em que tal cenário começa a se transformar, a cientista social Érica Ribeiro Magi lançou o livro Rock and Roll é o nosso trabalho: A Legião Urbana do underground ao mainstream.
A obra parte do estudo de mestrado da autora, com apoio da FAPESP e defendido na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (FFC/Unesp), campus Marília (SP).
“Meu objetivo era compreender o processo de consolidação do rock brasileiro na década de 1980 – por meio da escalada de sucesso da banda Legião Urbana, do underground, vivido em Brasília e São Paulo, ao mainstream, no Rio de Janeiro –, analisando a forma pela qual essa geração emergiu e construiu o seu espaço de trabalho na indústria cultural”, afirmou Magi à Agência FAPESP.
Segundo ela, até a década de 1970, o rock feito no Brasil não estava nas paradas de sucesso (exceto por Rita Lee e Raul Seixas), nas capas dos cadernos de cultura e em programas de rádio e TV.
O gênero, seus músicos e fãs estavam às margens do que era respeitado pela imprensa e valorizado pelas gravadoras. “Relacionar rock a trabalho e afastar a imagem dos roqueiros dos estigmas de ‘drogados’ e ‘inconsequentes’ foram princípios construídos e defendidos pela geração de bandas da década seguinte”, disse Magi.
A legitimidade comercial e cultural veio da atuação de bandas como a Legião Urbana, de jornalistas e de produtores musicais, bem como da articulação entre esses diferentes atores sociais. Com base em jornais, revistas, programas de rádio e televisão e álbuns do grupo de Renato Russo, o estudo mostra como tais redes de sociabilidade deram origem a critérios de produção e avaliação musical – que, por sua vez, foram essenciais na consolidação do gênero no país.
Ao longo do texto, a autora conclui que tal articulação entre agentes sociais diversos não seria possível da mesma forma nos dias de hoje. “Isso porque se consolidaram formas de produzir, criticar e divulgar o rock no Brasil que independem de relações de amizade ou de proximidade entre os agentes – ao menos quando falamos em mainstream. “Talvez ainda seja possível encontrar uma articulação parecida no ‘cenário independente’”, disse Magi.
A produção e a crítica musical se profissionalizaram, ganharam formas próprias de expressão e até mesmo diplomas específicos. O gênero assumiu contornos de um “trabalho” propriamente dito e tanto o mercado de trabalho quanto o sistema de ensino foram palcos de transformação.
Magi segue pesquisando o percurso do rock brasileiro, agora no doutorado sobre “A indústria cultural e o ROCK brasileiro dos anos de 1980”, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), também com Bolsa da FAPESP.
Rock and Roll é o nosso trabalho: A Legião Urbana do underground ao mainstream 
Autora: Érica Ribeiro Magi 
Lançamento: 2013 
Preço: R$ 40 
Páginas: 231 
Mais informações: www.alamedaeditorial.com.br/rock-and-roll-e-nosso-trabalho 


Fonte: listahistória-GEHB

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entrevista a Mumia Abu-Jamal sobre a música negra




[Mumia conversa com Michael Coard sobre música negra desde os tempos da escravidão até a época do hip hop, passando por sua entrevista com Bob Marley em 1980. É o segundo episódio do Radio Prision Show realizado em 3 de julho em 900AM-WURD, na Filadélfia. Agora este programa se transmite todas as primeiras quartas-feiras de cada mês, às 11 horas da manhã, durante o último segmento do programa Radio Courtroom (Tribunal pela Rádio). Se perdeste o programa, leia a transcrição abaixo.]

Michael Coard > Este é o Radio Prision Show, um segmento do Radio Courtoom Show, aqui em 900AM WURD, apresentando Mumia Abu-Jamal. Vocês se lembrarão de que mês passado Mumia esteve conosco para a estreia do Radio Prision Show. Vamos conversar sobre vários temas, mas para alguns de vocês que talvez não conheçam o nome de Mumia Abu-Jamal, digamos que tem vivido em uma jaula durante as últimas duas décadas, permitam-me lhes dizer quem é: um pai, um esposo, um autor e um inquilino temporário de uma prisão, mas um revolucionário permanente. Sem mais delongas, aqui está conosco Mumia Abu-Jamal. Como está Mumia?

Mumia Abu-Jamal < Mais ou menos bem, Michael. É um bom dia para estar vivo. E um bom dia para estar conversando contigo.

Michael > Bem dito, Mumia. Tenho que te dizer que no mês passado quando fizemos nosso primeiro programa, a sala estava abarrotada, não sobravam assentos, se tal coisa é possível para um show de rádio. As pessoas ficaram assombradas. As convidei a mandar suas perguntas para conversar contigo sobre elas, mas disse que nos primeiros programas queremos escutar sua voz e o que tem a dizer. Agora estamos no mês de julho e você vai estar conosco nas primeiras quartas-feiras de cada mês. Mas uma das coisas que não tivemos a oportunidade de conversar contigo foi a respeito de música. Impressiona-me cada vez que escuto mais sobre você. O que quero dizer é que conheço seu trabalho para os despossuídos, os desamparados, conheço sua luta como revolucionário, mas esta não é a totalidade de Mumia Abu-Jamal. De fato, me interei ao conversar com outras pessoas que você sabe muito mais de música que alguns chamados profissionais da música. Alguém me perguntou por que não havia falado contigo mês passado sobre o mês da Música Negra e o que significa para você, o que significa para nosso povo e o que significa para os revolucionários, porque há aqueles que pensam que se você está ai, na primeira linha lutando pelas pessoas, não pode apreciar a música. Fale-nos sobre tudo isto, começando com a importância da música, se é que é importante, e em particular a música negra.

Mumia < Então, acho que a música negra tem uma importância vital. Quando pensa em nossos antepassados que chegaram principalmente de várias partes da África Ocidental, o que nos ajudou a suportar a noite escura da escravidão foi a música. Por que seria um crime tocar tambores? O que aprenderam os inteligentes observadores da gente africana foi que na África e em outras partes das Américas, era possível enviar mensagens sobre imensos espaços com os tambores. Assim se comunicaram e por isso o fizeram ilegal. O que fizemos é o que sempre fazemos. Usamos o que tínhamos para superar a situação e prevalecer. Os irmãos e irmãs em grilhetas bailaram. Seus pés descalços golpearam a terra. Bailaram. Cantaram. Deixa eu te dar um exemplo.

Michael > Sim, sim.

Mumia < Há vários anos li um livro autobiográfico escrito por uma das pessoas mais importantes das Américas. Chama-se “A Narrativa da Vida de Frederick Douglass”, publicado primeiro em 1845. Te dou uma breve citação.

Michael > Sim, por favor.

Mumia < É sobre o poder das canções que se conhecem como “as espirituais”, para que entenda. Diz: “Quando eu fui escravo não compreendi o significado profundo dessas canções rudes e aparentemente incoerentes, eu mesmo estava dentro do círculo, por isso não via, tampouco escutava o que alguém de fora poderia ver ou escutar. Contaram uma história de infortúnio que ia além de minha pobre compreensão. Os tons eram fortes, longos e profundos. Exaltaram as preces e queixas de almas que ferviam com a angústia mais amarga. Cada tom foi um testemunho contra a escravidão e uma oração a deus para libertá-los de suas correntes. Escutar essas notas selvagens sempre deprimia o meu espírito e me enchia de uma tristeza indescritível. Com frequência eu chorava ao escutá-las. Até agora a repetição dessas canções me aflige. E enquanto escrevo estas linhas uma expressão de sentimento me corre pelo rosto. Essas canções me levaram a minha primeira tênue percepção do caráter desumanizante da escravidão. Nunca posso me desfazer dela. Essas canções me perseguem para afiar meu ódio pela escravidão e avivar minha simpatia com meus irmãos e irmãs em grilhões”.

Este é Frederick Douglass quem nos dá um sentido da força que nossa gente conseguiu comunicar, do profundo sentimento que transmitiram em nossas “espirituais”, as quais eram nossa primeira forma de música nas Américas. Devido ao fato desta ser a nossa única maneira de se expressar, houve uma explosão, geração após geração de gente negra se expressando através da música. Este era o espaço onde dizíamos: somos seres humanos, exigimos liberdade e isto é o que sentimos. Era uma maneira de nos comunicarmos não só entre nós, senão com todo o mundo. E agora, que música negra não é mundial? O rap se escuta em cada canto do planeta. A música pode ser uma ferramenta revolucionária se usada corretamente.

Michael > Bem dito, Mumia, e me agrada que ao princípio de seu comentário deixou claro que estava citando a narrativa de vida de Frederick Douglass escrita em 1845. Se você não tivesse esclarecido, eu poderia ter pensado que se referia a John Coltrane em 1965.

Mumia < (risos) Soa assim, sério?

Michael > Absolutamente. É muito poderoso. Antes que se acabe o tempo Mumia, gostaria de escutar seu ponto de vista sobre o rap, sobre o hip hop. Tenho lido seus escritos sobre muitos artistas. O que diz agora? Eu dou aulas sobre hip hop e me parece que muitas pessoas que tem mais de 40 anos o desaprovam. Dizem que é destrutivo, que é negativo, que não tem nada a ver com os velhos tempos, com a idade dourada do hip hop. Que acha disso tudo?

Mumia < Se me permite, tenho duas respostas. Uma é de memória e outra é uma nota que escrevi em preparação para momentos como este.

Quando Miles, o grande Miles Davis ainda vivia e estava tocando todo tipo de música, algumas pessoas o criticavam por suas mudanças, suas adaptações, suas criações. E Miles, sendo Miles, disse “Só há dois tipos de música – boa e ruim”. Pois bem, existem dois tipos de rap, bom e ruim. A música que te prende obviamente é a boa. A que não te alcança é ruim para você. Mas eu entendo que não se componha para pessoas de sua idade ou para minha idade. Compõe-se para gente mais jovem.

Michael > Sim, sim.

Mumia < Tenho outra citação. Do livro de Jay-Z, “Decoded” (Decifrado). Esta citação me impressionou porque penso que nos diz muito: “Penso que nós, os rappers, os DJs, os produtores fomos capazes de contrabandear algo da magia daquela civilização moribunda em nossa música e usá-la para construir um novo mundo. Éramos meninos sem pais. Por isso encontramos nossos pais na cera, nas ruas e na história. Em certo sentido, isto é um presente. Podemos escolher os antepassados que haviam inspirado o mundo que íamos criar para nós mesmos. Era parte do espírito e valores dos tempos e do lugar e se incorporou na cultura que nós criamos. Já se tinham partido nossos pais. Normalmente, se recuperaram. Mas tomamos seus velhos discos e os usamos para construir algo fresco”.

Isto é poderoso em muitos níveis.

Michael > Sim, é sim. Nunca imaginei que chegaria o dia quando estaria citando Mumia e Jay-Z ao mesmo tempo, mas é exatamente o que vou fazer. Mumia, você mencionou que há bom rap e mal rap. Qual sua posição sobre a chamada vulgaridade, a profanidade que vem até dos chamados rappers conscientes ou progressistas? Vê isso como algo desfavorável, algo negativo?

Mumia < Bem, eu não sou doutrinário sobre isso, por haver estado perto do pessoal do MOVE durante tantos anos, me acostumei a escuta-los usar o que se chama de “profanidade”. Mas eles dizem que não há nada mais profano que uma bomba, uma bomba atômica ou uma bomba de hidrogênio. Há gente que as constrói e as utiliza e isto não é entendido como uma profanidade. Por outro lado, se escuta uma palavra, te tiram uma onda. Eles queriam dizer que as palavras seguramente tem seu poder, mas os governos e estados tem outro tipo de poder e usam sua lei, seus exércitos, seus policiais e tudo para impor um tipo de obscenidade às pessoas diariamente. E suas ações não se entendem como obscenidade. A mim não me molestam as palavras porque todos as usamos. A questão é para quê.

Michael > Falando das palavras, sei que as usa para falar dos grandes músicos que você como jornalista entrevistou, entre eles Bob Marley. Conte-nos sobre isto.

Mumia < Uau! Em que ano foi?  1980, creio. Ele havia chegado a Filadélfia e se encontrava em um hotel na cidade. Falei com seu agente e consegui uma entrevista. Fui ao hotel com uns irmãos e, como te direi? Compartimos o sagrado sacramento.

Michael > (risos) Ah sim, a comunhão, como não.

Mumia < Tremendo. Poderoso. (risos) Bob Marley era uma alma realmente linda. Uma alma amorosa negra. Uma alma amorosa do mundo. Fizemos uma entrevista de mais ou menos vinte minutos.

Michael > Sim, te escutamos.

Mumia < Ele falava de como quisera que o povo negro neste país conhecesse ao movimento rastafári e escutasse ao reggae, que usasse dreadlocs e pensasse na África, coisas assim. Doía-lhe que poucas pessoas negras neste país assistissem a seus shows ou escutassem sua música ou a de outros artistas do reggae. E isto era certo naquele momento. Não acredito que seja agora. Mas sim o doía. Na verdade fizemos uma entrevista maravilhosa, muito bonita. Foi algo do mais memorável na minha vida, conhecer um dos meus heróis musicais, Bob Marley.

Michael > E falando de entrevistas maravilhosas, esta está para terminar. Conte pra gente nos últimos quarenta segundos, quem são alguns dos seus favoritos MCs e artistas de hip hop. Seguramente Public Enemy, Dead Prez, The Coup, Immortal Technique.

Mumia < Eu gosto dos irmãos que dizem muita verdade e colocam muita alma, muito espírito em sua música. KRS é lendário. Existem muitos irmãos talentosos e irmãs também.

Michael > Immortal Technique. Que acha?

Mumia < Immortal Tech. Um monstro.

Tradução > Caróu

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Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui