segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar será homenageado na Semana de Porto Alegre

A Prefeitura de Porto Alegre une-se às manifestações de pesar pelo falecimento do escritor Moacyr Scliar, solidarizando-se com seus familiares e leitores, admiradores e amigos. O prefeito José Fortunati lamenta com pesar o falecimento do escritor porto-alegrense, ocorrido na madrugada deste domingo, 27, na Capital.

Fortunati afirmou que a cidade tem obrigação de homenageá-lo, e por isso a semana comemorativa aos 239 aniversário da cidade levará o seu nome: Semana de Porto Alegre Moacyr Scliar. A semana, que ocorrerá de 19 e 26 de março, terá sua programação alterada para homenagear o autor, membro da Academia Brasileira de Letras.

Por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), serão organizadas diversas atividades. Já estão confirmadas iniciativas como como debates sobre a obra de Scliar, que publicou romances, contos, crônicas, ensaios e ficção infanto-juvenil, além da publicação de artigos e crônicas em jornais de grande circulação, como Zero Hora. Também haverá leitura pública e exposições.

“É uma homenagem da cidade, do seu aniversário, a um escritor completamente enraizado com a capital de todos os gaúchos. Suas obras sempre fizeram referência à cidade”, destacou o prefeito. Por todo o seu legado pessoal e profissional, Porto Alegre presta homenagem e reconhecimento a esse ilustre porto-alegrense, que muito contribui para o seu desenvolvimento social, cultural e intelectual da cidade. (Felipe Vieira)

Governador decreta luto oficial pela morte de Scliar. Escritor será nome de prêmio de literatura no Estado

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, afirmou que o governo do Estado decretará três dias de luto oficial devido à morte do escritor Moacyr Scliar, ocorrida na madrugada deste domingo. Ele esteve à tarde na Assembleia Legislativa, onde o corpo de Scliar está sendo velado. O governador também anunciou que criará um prêmio literário em homenagem a Moacyr Scliar, voltado alternadamente para poesia e conto.

Scliar morreu por volta da 1h devido à falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde 11 de janeiro, quando foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um pólipo intestinal. Quando recuperava-se do procedimento, sofreu um Acidente Vascular Cerebral, em 17 de janeiro.

A morte de Scliar teve repercussão em diversas esferas da sociedade brasileira. A presidente da República , Dilma Rousseff, afirmou que recebeu com muito pesar a notícia da perda do escritor. Para ela, “Scliar foi um ícone da literatura gaúcha, brasileira e latino-americana”. A Academia Brasileira de Letras, na qual o gaúcho ocupava a cadeira número 31 desde 2003, também decretou luto. O secretário estadual de Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, também lamentou a morte: "Era um escritor completo", definiu. (Correio do Povo)

Biblioteca digital mundial da unesco

NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL, A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL DA UNESCO.

Já está disponível na Internet, através do site www.wdl.org

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobretudo, caráter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes:árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar:

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acede ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:

www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:

América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

Fonte: GEHG

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Educadores debatem a proposta de acabar com a repetição de alunos nos três primeiros anos do Ensino Fundamental

O programa Conversas cruzadas, 16 de fevereiro, na TVCOM/RS reuniu educadores para debaterem a proposta de acabar com a repetição de alunos nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, isto é, 1ª, 2ª e 3ª Séries ou 1º, 2º e 3º Anos do Ensino Fundamental. Não mexe com a 4ª, 5ª, 6ª, 7ªou 8ª Séries ou 5º, 6º, 7, 8º e 9º Ano do Ensino Fundamental.
A Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul está começando com a recomendação que não mais reprove estudantes nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. A SEC orienta aos diretores que mudem, gradualmente, para o novo sistema que cria o ciclo de alfabetização e letramento e não mais séries iniciais, conhecido como CAT.
Para quem não é educador pensa que essa proposta irá retirar a omissão da escola e criar uma legião de analfabeto funcionais. Foi o que se observou quando o repórter foi as ruas perguntar as pessoas, ligadas ou não a educação.
Segundo os educadores, a criança (de seis, sete, oito anos) irá ser avaliado, sistematicamente, durante os três anos ciclo. Estabecelendo que cada estudante tem um perfil. O professor irá acompanhar o estudante e estará sendo avaliado. Inicia o processo e irá ser, permanentemente, avaliado pelo professor referência (nas séries iniciais não tem ainda professores por disciplina). Se apresentar dificuldade de aprendizagem o sistema vai ofertar a ele, no turno inverso, laboratórios de aprendizagem para que possa receber uma orientação mais individualizada e também resgatar aquela dificuldade que apresentou.
Pedagogicamente não existe o bloqueio do estudante de ser aprovado/reprovado. Esse é o diferencial da proposta, destacou Maria de Guadalupe Lima, Divisão de Gestão e Aprendizagem da SEC/RS.
Esta recomendação já existe no Conselho Estadual de Educação há quatro anos, mas do primeiro para o segundo Ano, inclusive, para as escolas particulares. A recomendação, portanto, é que seja ampliado a possibilidade do estudante progredir e não ser descrito como reprovado/aprovado para o terceiro Ano para garantir a alfabetização.
Por fim, os educadores chegaram as considerações finais, embora a enquete do programa não apontou para esta perspectiva, a ampliação do tempo e espaço para aprender concorre para o sucesso desde de que haja um processo de ensino qualificado e coletivo. Aprender é um processo coletivo e ensinar também. Portanto, romper com a ideia seriada interrumpida pela a reprovação também é romper com a ideia de que o estudante este ano é do professor X e o ano que vem é do professor y. Assumir a ideia que o estudante é da escola. Mas fica uma grande questão, lembrado no programa: Temos professores com carga horária humana? com remuneração suficiente? com formação adequada para fazer este trabalho? Tanto o Estado do RS como o Brasil, possui a estrutura e todo aparato para essa proposta e quem sabe o sucesso de qualquer sistema ou método?
(Tyrone Mello)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

“Gestão Educacional na Contemporaneidade”, palestra/profa. Rosa Mosna, doutoranda em políticas e gestão da Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Rosa Maria Pinheiro Mosna
Mestrado
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.


Hoje, 17, a professora ministrou palestra as 30 CREs. Foram abordados os temas: novos paradigmas na gestão da educação, a profissionalização do gestor, diferenças entre gestão democrática da educação e democratização da educação, vertentes do planejamento educacional, assim como seu monitoramento e avaliação. Além disso, enfatizou a importância da socialização das formações e informações para todas as pessoas envolvidas no processo.

Resumo


Resumo Esta dissertação é o resultado de um estudo de caso que abordou as relações entre o financiamento do ensino fundamental e as condições de oferta de educação de qualidade em escolas do município de Porto Alegre, à luz dos princípios do direito à educação e da igualdade de condições de acesso e permanência e equidade, princípios esses amparados na legislação nacional e nos acordos internacionais. No plano conceitual, essa dissertação foi orientada pelos conceitos de igualdade e eqüidade, os quais ofereceram o suporte para as defesas que se buscou fazer ao tratar da necessidade do Poder Público garantir investimentos na escola pública e desenvolver políticas reparadoras às classes sociais desfavorecidas para que o acesso ampliado à escola possa se converter em sucesso escolar. Da mesma forma, defendeu-se a necessidade de que seja (re)introduzido o conceito de igualdade na agenda das políticas do setor educacional, pensado como distribuições desiguais justas, tendo o cuidado de alertar que essa acepção de igualdade não se contrapõe ao respeito à diversidade reivindicada pelos setores que defendem os direitos dessa fatia dos excluídos. Como recurso metodológico foram utilizadas as técnicas da aplicação de questionários semiestruturados, entrevistas, análise documental e observação direta. A pesquisa foi desenvolvida em três escolas de ensino fundamental da cidade de Porto Alegre, sendo uma escola privada que atende alunos de classe média e duas escolas da Rede Municipal de Ensino, situadas na periferia da cidade, que atendem alunos de classe popular.

Para acesso a dissertação de mestrado clique aqui

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Secretaria de Educação do RS intermediará formação de professores com a Capes

Na agenda de Brasília, realizada na terça-feira (15), o secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo também esteve reunido com o diretor de Educação Básica Presencial (DEB) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), João Carlos Teatini, para discutir programas de formação dos professores.

Teatini apresentou os projetos da Capes para área da formação, e se dispôs a vir no Rio Grande do Sul, para ampliar a utilização dos programas de bolsas para professores na área da formação inicial e continuada e de pesquisas vinculadas a realidade escolar.

Azevedo pretende reunir fórum de universidades e trazer o foco da formação para as universidades. A partir de um levantamento das realidades estrutural, pedagógica, organizacional das escolas, ele buscará soluções concretas para melhoria da qualidade da Educação. “A Seduc será a mediadora, buscando ampliar o processo de formação e de pesquisa direcionada, com foco na qualificação de nosso corpo docente”, explicou.

Fonte: SEC/RS

Secretaria de Educação do RS prepara ações contra a discriminação racial

O Grupo de Ações da Diversidade (GAD), da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), está organizando diversas atividades para o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo escolheu o dia como marco inicial de mobilização, apresentação e sensibilização da comunidade educativa sobre a importância de se trabalhar no currículo, as políticas públicas da área e seus diálogos com as demais esferas sócias.

Segundo a coordenadora da equipe da diversidade do Departamento Pedagógico (DP), Eliane Almeida Souza, a ação vai contribuir para sensibilizar os professores na aplicação da legislação, que determina a inclusão da história do negro, africanos e índios no currículo escolar (lei 10.639/03 e 11.645/08). “Acreditamos no poder das ações porque o novo governo trouxe na plataforma política o diálogo com os movimentos sociais. Queremos que a Seduc seja o órgão fomentador das políticas públicas. Até agora, pouco foi feito, precisamos fazer muito. É no universo da Educação que essas políticas se reproduzem”, enfatizou a coordenadora.

O plano de ação de atividades para o dia prevê apresentações artísticas com música, dança, capoeira, teatro e feira da diversidade afro-indígena com mais de 20 tendas voltadas para o eixo etnosustentabilidade. Além disso, será feita a entrega oficial do Estatuto da Igualdade Racial para o secretário da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo, e o lançamento do link da “Diversidade” no site da Seduc.

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, mais de 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam passar. O resultado deste protesto originou um saldo de 69 mortes e 186 feridos. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville.

fonte: SEC/RS

Livro 'Brasil: Uma cartografia'

Mapas brasileiros

Livro 'Brasil: Uma cartografia', escrito a seis mãos pela historiadora da arte Claudia Ricci, pela arquiteta Maria Pace Chiavari e pelo professor de História Paulo Knauss, será lançado terça-feira.

Será lançado na próxima terça-feira (15), o livro "Brasil: Uma cartografia", escrito a seis mãos pela historiadora da arte Claudia Ricci, pela arquiteta Maria Pace Chiavari e pelo professor de História Paulo Knauss.

A obra acompanha a evolução dos mapas, do período de descobrimento, até os tempos atuais, com informações de satélites disponibilizadas na internet. Como não poderia deixar de ser, contém uma seleção de mapas, que mostra como o país foi enxergado por mais de cinco séculos.

O evento ocorre na Livraria da Travessa, de Ipanema, Zona Sul do Rio, às 19h.


Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

XXVI Simpósio Nacional de História dias 17 a 22 de julho

Gostaríamos de convidar a todos os interessados em discutir as relações entre História & Teatro para se juntarem a nós no XXVI Simpósio Nacional de História, que ocorrerá, de 17 a 22 de julho de 2011, na Universidade de São Paulo/USP, em São Paulo. Lembramos que a iniciativa de propor um simpósio que refletisse sobre História & Teatro começou em Florianópolis/SC, em 2006, no III Simpósio Nacional de História Cultural, e se consolidou em São Leopoldo/RS, em 2007, no XXIV Simpósio Nacional de História, em São Paulo/SP, em 2008, no XIX Encontro Regional de História da ANPUH/ SP, em Fortaleza/CE, em 2009, no XXV Simpósio Nacional de História e em Franca/SP, em 2010, no XX Encontro Regional de História da ANPUH-SP. Ela é retomada agora visando reafirmar o sentido original da nossa proposta e incorporar um maior número de pessoas interessadas em se integrar a essas discussões.
As inscrições para o Simpósio História & Teatro estão abertas desde 01 de janeiro e se encerram em 21 de março. Para maiores detalhes, consultar a página do evento http://www.snh2011.anpuh.org/site/capa ou, se quiser, pelo e-mail akparanhos@uol.com.br
Atenciosamente,

Kátia Rodrigues Paranhos (Universidade Federal de Uberlândia/UFU/MG) e Vera Collaço (Universidade do Estado de Santa Catarina/Udesc/SC) - Coordenadoras do Simpósio Temático, n. 54 História & Teatro (http://www.snh2011.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=521)

A história do salário mínimo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre o Programa Mais Educação

Nesta terça-feira (15), ocorreu a 19ª Videoconferência do Programa Mais Educação. O evento realizou-se de forma simultânea em diversos estados do país. No Rio Grande do Sul, a coordenadora da Divisão de Programas e Projetos Especiais, Rozane Maria Dalsasso, representou a Secretaria Estadual da Educação.

O encontro tem por objetivo esclarecer dúvidas sobre a implementação e operacionalização do Programa Mais Educação. Entre os palestrantes estiveram a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, que abordou os temas da Educação Integral 2011 no Brasil.

Também palestraram a diretora de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania do MEC, Jaqueline Moll e o coordenador Geral de Ações Educacionais Complementares do MEC Leandro Fialho, que trataram dos assuntos relacionados ao Programa.

Mais Educação
O programa aumenta a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica.

Fonte: SEC/RS

Entrevista com Jose Clovis de Azevedo, Secretário de Educação do RS

O Secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo, propõe uma educação continuada e de inclusão. Diversas são as prioridades da secretaria, que inicia o ano com projetos de inclusão digital, contratos temporários, resgate de bibliotecas e a possibilidade de oferecer aos estudantes e educadores melhor qualidade estrutural e de ensino. Confira a entrevista:

- Quando ocorre a volta as aulas da rede estadual?

José Clóvis: Depende de cada região, porque há um acordo entre estado e município, para que cada localidade, conforme suas características e necessidades defina dentro do período de 21 a 28 de fevereiro, que é o oficial de inicio das aulas.

- Qual a situação do quadro de professores nas escolas? Faltarão professores para este inicio de ano letivo? Quais são as disciplinas com mais evasão de professores?

José Clóvis: Em principio nós temos professores para atender as cidades da rede, tivemos a renovação dos contratos emergenciais que já existiam, e ainda temos uma possibilidade de mais quatro mil contratos para necessidades novas. Poderemos ter problemas em algumas áreas onde há falta de profissionais habilitados, no caso de matemática, química, física, biologia e talvez geografia.

- Uma das prioridades da Secretaria é a política de formação para todos os educadores. De que forma isso vai acontecer?

José Clóvis: Estamos elaborando uma política pra todo estado, uma política de formação permanente do professor, e nós vamos efetivar essa política com as universidades, as públicas e as comunitárias, será uma política que deve atingir todos os professores, pelo menos serão abertas oportunidades a todos para que se mantenham estudando, atualizados, com cursos de curta duração, especialização, inclusive mestrado profissional e também licenciaturas para aqueles que têm bacharelado nessas áreas de falta de professores que queiram fazer a formação pedagógica.

- Em relação aos contratos temporários, quanto tempo eles duram e onde os profissionais podem se informar sobre as vagas oferecidas?

José Clóvis: As vagas estão dimensionadas nas coordenadorias regionais, que poderão dar todas as informações. São contratos feitos por um ano e dependendo da necessidade, poderão ser renovados para o ano seguinte. Já estamos pensando em concurso público para este ano, para que no próximo ano possamos nomear novos professores e diminuir o número de contratados. O contrato é uma relação de precariedade do estado e do profissional de educação, não é uma situação confortável para nenhum dos dois.

- O que significa o resgate das bibliotecas?

José Clóvis: Nós temos uma precariedade muito grande nas nossas bibliotecas. Estamos desatualizados, com um acervo muito modesto, sem pessoal, inclusive muitas delas com condições físicas precárias, infiltração de umidade em locais inadequados, sem estímulo à consulta, à leitura. Assim, essas bibliotecas acabam não cumprindo a sua função, de ser uma fonte de cultura, formação e informação para alunos e professores. Nós queremos transformar as bibliotecas num ambiente adequado ao estudo, a formação, ao desenvolvimento intelectual dos nossos alunos e professores.

- Quais são as prioridades da secretaria de educação na atual gestão?

José Clóvis: Nós temos um objetivo que é a educação de qualidade social, uma educação que tenha qualidade e dialogue com a cidadania, com a formação de um sujeito com consciência social, identidade aos conceitos da democracia e com competência técnica, para se colocar no mercado de trabalho e buscar a sua sobrevivência. A partir deste objetivo, temos três eixos, que é a valorização profissional dos educadores, com a busca gradativa da melhoria salarial, a realização de concurso público e a normalização da situação funcional dos professores que tem promoções e mudanças de níveis atrasados. O segundo ponto é a recuperação física das escolas e a modernização tecnológica. E o terceiro eixo é a formação permanente de professores, que vamos fazer em cooperação com as Universidades.

- O governador recentemente conheceu um projeto de inclusão digital, em que cada aluno possui um computador, isso está sendo estudado para o estado?

José Clóvis: Sim, estamos na expectativa de uma conversa que já está marcada para que possamos ajustar o que pensa o governador, com as nossas possibilidades, e verificar as fontes de financiamento que teremos para programar esta política, que é o nosso desejo e está no eixo da inclusão tecnológica. A nossa expectativa é que possamos avançar neste projeto de inclusão digital com um computador por aluno começando por algumas regiões. Como há a possibilidade de um convênio com os países vizinhos, principalmente o Uruguai, nós poderíamos começar, segundo o próprio governador, pela região de fronteira, e pelas regiões do Pronaf e quem sabe a região metropolitana. A partir daí, a cada ano, iremos ampliando este projeto, que pode ser um incremento do projeto Um Computador por Aluno (UCA) do Governo Federal, que ainda é um projeto modesto, experimental, que tem em apenas 22 escolas do Rio Grande do Sul. Nós podemos fazer uma transversalidade com esse programa Federal e colocar o RS na ponta da inclusão digital, tendo a escola como centro neste processo de inclusão.

- De que forma avalia a situação da educação no Rio Grande do Sul?

José Clóvis: A educação do Estado tem muitas coisas boas, nós temos escolas, mesmo em situação de precariedade, com a produção pedagógica excelente, com inovação e dedicação dos professores. Mas também dentro deste contexto, onde nós encontramos muitos pontos positivos, temos muitos problemas. Vários professores dedicados e animados, mas também temos professores com a autoestima muito rebaixada, desanimados, sem atualização e que em função disso não conseguem ter uma produção que dialogue com a necessidade da qualidade de ensino. E por que os professores estão assim? Por um quadro que se agrava nas últimas décadas, que é a degradação física nas escolas, a falta e precariedade dos insumos pedagógicos e a questão salarial quem tem colocado muitas dificuldades na própria sobrevivência dos professores. Precisamos recuperar a saúde do ambiente escolar, que passa pela recuperação física, melhoria material e recuperação psicológica dos nossos educadores, para que melhore sua autoestima, para que eles se envolvam de forma motivada com o nosso projeto educacional.

Fonte: SEC

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Organizaciones de los DDHH aseguran que hay vientos de cambios a favor de la paz en Colombia

El director de la Consultoría para los Derechos Humanos y el Desplazamiento Forzoso (Codhes), Marcos Romero, aseguró este sábado que las liberaciones unilaterales anunciadas por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), “son importantes porque se ve un cambio de voluntad tanto en el Gobierno como en la guerrilla”.

Los operativos humanitarios, encabezados por la defensora de los derechos humanos, Piedad Córdoba, son “muy importante porque aunque no hay un acuerdo formal, entre Gobierno e insurgencia, se ve un cambio de voluntad tanto en el Gobierno como en la guerrilla”, declaró en entrevista exclusiva para teleSUR.

“Se está gestando un cambio, de ambiente político, en Colombia en relación con el conflicto armado”, aseguró Romero, después de que se conociera la entrega, por parte del grupo insurgente, del uniformado Carlos Alberto Ocampo, este domingo.

Recordó que el presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ha planteado la distribución de las tierras a desplazados, mientras que las FARC, propone que si se avanza en la entrega de tierras “podría ser un camino a la reconciliación”, es decir, que el Gobierno podría refundar el camino a la paz, acotó.

Pese a que la opinión pública colombiana es crítica a los diálogos de paz, “creemos que se puede habilitar un camino más adelante y que el el éxito de estas liberaciones (...) es fundamental para asegurar que se pueda avanzar hacia ese nuevo camino”, sostuvo.

Consideró de gran importancia que la sociedad avance hacia la construcción de un escenario de paz, porque “el conflicto armado no está resuelto, el conflicto armado continúa”, después de casi 40 años.

Romero, puso como ejemplo de la lucha armada las “Pantas criminales que son los herederos de los viejos paramilitares y se saben que son varios miles de personas, que hacen parte de esas bandas, con lo cual queda claro que de ese lado el conflicto armado sigue vigente”.

No es fácil alcanzar la paz en Colombia, pues la salida de paz “no está a la vuelta de la esquina”, pero a su juicio, el buen término de los procesos de liberaciones podrían configurar un camino a la pacificación.

Al ser interrogado sobre las declaraciones del presidente Santos, quien consideró que las entregas de las FARC forman parte de un “show mediático”, Romero indicó que cualquiera de las reacciones serán “secundarios y lo que reflejan es una reacción del gobierno a las críticas de las últimas semanas”.

El presidente de la Codhes, en este sentido, señaló que el fuerte discurso del mandatario colombiano se debe a las críticas que han realizado los allegados del ex presidente Álvaro Uribe, al asegurar que se ha terminado la política de seguridad.

Por ello, Santos, “va a mantener una señal muy clara de que la política de seguridad continúa”, pues “ha creado condiciones” para los operativos humanitarios.

Romero, aseguró que durante la administración del presidente Uribe las entregas de los retenidos por parte de las FARC, “tenían miles de dificultades”, por lo que considera que la gestión de Santos “ha sido más seria”.

Señaló que las encuestas reflejan que la “opinión apoya los acuerdos humanitarios y que la opinión apoya este tipo de liberaciones”.

Reiteró que los procesos, que encabeza Piedad Córdoba, el Comité Internacional de la Cruz Roja y el voluntariado brasileño, “van a ayudar a crear un ambiente distinto”, pese a que no será de manera inmediata.

Fonte: Página pessoal da senadora Piedad Córdoba

A crise política no Egito




O povo egípcio agitou sapatos e gritou: “Fora! Fora!”, em fúria.


A crise política no Egito gerou a maior comoção na opinião pública global. O país árabe controla o canal de Suez, uma via artificial de navegação por onde percorrem boa parte da produção petrolera e comércio marítimo, principalmente, a Europa e Estados Unidos.
Depois de dezoito dias de intensos protestos, mihões de egípcios se concentraram na Meydan Tahrir (Praça da Libertação), no Cairo tentando o principal objetivo, a renúncia do presidente Hosni Mubarak. O vice-presidente anunciou a celebração pública de milhões de egípcios concentrados na praça do Cairo ao redor do país. Da união, perseverância e esforço de um povo, historicamente, oprimido continuaram lutando pelo fim da hegemonia política.
A formação militar de Hosni Mubarak começou nos anos 1950. Militando no Partido Nacional Democrático (PND) que foi resignado presidente do país. Desde 1981 ocupa a presidência com o assassinato Sadat e desde então foi eleito quatro vezes.
Externamente, o governo do presidente de 82 anos foi marcado por progressos nas relações com os países árabes e pelo arrefecimento das relações com Israel, especialmente após a invasão israelense do Líbano, em 1982. Também reafirmou o tratado de paz com Israel em 1979, ao abrigo dos Acordos de Camp David, e cultivou boas relações com os Estados Unidos. Durante a guerra do Golfo, posicionou-se ao lado dos EUA, contra as intenções expansionistas do Iraque de Sadan. Desempenhou também um papel importante na mediação do acordo entre Israel e a OLP (1993). Recentemente havia encontrado uma situação pacífica entre Israel e Palestina. Enquanto, internamente, o Egito enfrenta uma alta concentração da riqueza e dos privilégios, um empobrecimento e uma paralisia da maioria da população.
Não existem líderes nesta revolução. Os protagonistas desse processo, iniciado em 25 de janeiro, querem que se mantenha assim. Porém não é por falta de mobilização, homens, mulheres foram sujeito do processo tomando nas mãos o futuro do país. Este processo político que iniciou em 11 de fevereiro com a queda de Mubarak apenas começou.
A incidência direta do comércio egípcio entre o Ocidente o o sul da Ásia levantou diversas instâncias políticas internacionais Líderes ocidentais levantam rapidamente e se pronunciaram para providenciar a paz neste país e evitar alto de preços nos alimentos, água e gás e outras perdas de recursos energéticos.
O mundo árabe está em constante movimento e convulsão por muitas razões internas, regionais e internacional.
Apenas as pessoas engajadas e os líderes mundiais devem ocupar-se da situação da região particularmente do Egito senão devem continuarem a violência nas ruas. Esta situação serve para as autoridades observem a oportunidade de atender e organizar as inquitudes e os interesses da população.
Os protestos de violência, mortes e feridos provocaram, imediatamente, em diferentes países uma manifestação em represária a opressão ao povo egípcio.
A América Latina se sobressaiu. Na Argentina, organizações sociais exigem do governo argentino a ruptura imediata de relações com o governo de Mubarak. Igualmente foi no Uruguai, militantes da esquerda se reuniram na praça de liberdade de Montevidéu em protesto de abuso de poder cometido pelo Egito. Na Europa, centenas de alemães se somaram a força de protesto contra o regime de Mubarak e pediram respaldo massivo na luta pela liberdade no país árabe. No norte da áfrica, o povo marroquino expressou seu apoio na jornada de protesto na frente da embaixada do Egito. Na Índia, manifestou em Nova Delhi rejeição ao governante egípcio. Repetiu-se a mesma situação na Filipinas onde mais de cinquenta ativistas exigiram a saída do presidente e repudiaram o apoio dos Estados Unidos na administração do governo de transição.
Nos Estados Unidos também teve reações, desde vários anos, os norte-americanos vinham tentando convencer Mubarak que fizesse reformas democráticas para evitar o que sucedeu hoje, uma rebelião vitoriosa e histórica.
Os Estados Unidos conta com dois aliados no Orinte Médio: o Egito e Israel. No primeiro a Casa Branca deu respaldo a Mubarak por trinta anos.
Desde o início dos protestos, pessoas se negavam abandonar as ruas apesar da repressões diárias por parte das forças policiais. O oitavo dias foi a maior mobilização de todas: um milhão de manifestantes nas ruas. Cristãos e muçulmanos de todas as tendências, trabalhadores e empresários, ricos e pobres, jovens, mulheres, filhos em voz unidas gritavam basta.
Na realidade o que importa para os Estados Unidos é um governante à frente no Egito, pode ser Mubarak ou qualquer outro, desde que apoia a política norte-americana. Isto o povo egípcio sabem e querem que os Estados Unidos deixem o país agora. As dedisões devem vir de dentro e não de fora, mas a Europa e os Estados Unidos vão querer decidir sobre a situação política do Egito, pois é um país-chave; é a maior nação árabe do mundo; e tem uma uma localização tática no Mar Mediterrâneo e mantém relações diplomáticas bastante próximas com Israel.
Omar Suleiman é um velho favorito do Ocidente não por acaso é vice-presidente, endossado pela União Europeia, para supervisionar uma "transição ordeira".
Cabe lembrar, os membros do Conselho Superior das Forças Armadas que assumiu transitoriamente o poder foram todos nomeados por Mubarak e a maioria mantém estreitas relações com a Casa Branca. Ainda, o presidente Obama mantem desde o inicio da rebelião uma atitude de grande ambiguidade. Não hesitou mesmo em manifestar a esperança de que Souleiman dirigisse “transição ordeira”.
Por fim, a onda que resultou na queda de Mubarak viveu dias e noites de tensão no Cairo, porém o Egito não é o único país em conflito. Na Tunísia, na Argélia, na Líbia, na Síria, na Jordânia, no Marrocos, no Sudão, no Líbano e no Iêmen também ocorreram revoltas populares e todas tiveram como ressonância a crise política da nação africana da Costa do Marfim. Todos os povos são vítimas de ambição de poder e de oligarquia dos países imperialistas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

É o talagaço no ônibus diz Diário Gaúcho

A principal manchete do Diário Gaúcho "É o talagaço no ônibus" que dizer R$ 0,25 a mais  por viagem. Mais ainda: Nas lotações, a passagem vai de R$ 3,65 para R$ 4 (reajuste de 9,59%).
O prefeito José Fortunati (PDT) sancionou (confimou) ontem, 8,  o reajuste nos valores das passagens do transporte urbano da cidade disse o Diário Gaúcho.
No entanto, a partir de 1º de julho, usuários do cartão TRI não pagarão pela segunda passagem. Quem utiliza dois ônibus para chegar ao trabalho, pagará apenas pela primeira viagem.


Carregando uma faixa com a frase "mais aumento, não aguento", dois jovens percorreram  o Arroio Dilúvio destacou o Diário Gaúcho em sua edição.

A informação alternativa a serviço das mobilizações políticas e sociais

quarta-feira 9 de fevereiro de 2011, por Terezinha Vicente 


Por iniciativa da Ritimo, uma organização francesa voltada para a comunicação, a serviço da solidariedade internacional e do desenvolvimento sustentável, da Ciranda e do Intervozes, organizações brasileiras, realizou-se seminário reunindo mídias alternativas de vários países, durante este primeiro dia de atividades autogestionadas no FSM Dacar. Na busca da construção “de um mundo menos desigual, que dê a palavra aos excluídos”, disse Myriam Merlant, da Ritimo, “estas organizações são essenciais para o contraponto com a grande mídia”. O objetivo do seminário, que constou de três momentos, foi a troca de experiências e a proposição de ações conjuntas, que levem à organização de um novo Fórum Mundial de Mídias Livres.
Um panorama das novas mídias nos continentes foi desenvolvido no primeiro momento, reunindo experiências diversas realizadas na África, América Latina, Ásia e Europa. Na França, onde há boas leis para a garantia da liberdade de expressão, “a realidade mostra que a liberdade de imprensa já não é tão grande assim, como diz David, do Repórter Cidadão. A classificação desse quesito, medido anualmente naquele país europeu, mostra uma queda do 31º lugar para o 44º, segundo o jornalista. “Metade dos franceses dizem hoje que as coisas não acontecem como a mídia diz, 66% acham que a grande imprensa está sob domínio dos políticos, e principalmente as classes populares acreditam cada vez menos na grande mídia”.
A concentração dos meios também é algo que vem acontecendo na França nos últimos anos, inclusive com novos decretos de Sarkozy, um dos quais determina a nomeação da direção da televisão pública pelo governo. “Nos últimos trinta anos, os pequenos veículos de mídia deixaram de existir”, conta David, e a informação vem se concentrando nos grandes meios, cujos donos são, por exemplo, dois grandes industriais que fabricam armas e aviões; outro investidor da mídia é um negociante de mineração na África. “Estamos cada vez mais dependentes dos grandes meios, mas este não é o único problema”, continua o repórter cidadão. “Antes, os movimentos sociais gostavam quando a mídia aparecia, hoje os movimentos querem a mídia longe, e as pessoas perguntam porque as coberturas são todas iguais”.
Sabemos bem como é essa história no Brasil, e as semelhanças não param por aí. “Tenta-se produzir informação da forma mais barata possível, não há mais reportagem; os jornalistas tem o mesmo perfil social, a maioria vem das classes altas, estudam nas mesmas escolas”. Além disso, segundo David, há o “mito do indivíduo”, onde se valoriza as personalidades por isso e aquilo. “O indivíduo constrói a sociedade, não é a sociedade que constrói o indivíduo, para a mídia; privilegia-se os eventos e não o contexto histórico e difunde-se um pensamento utilitarista. O leitor é consumidor, não cidadão”.
America Latina, África, tudo igual
Na América Latina o modelo de comunicação é o das mídias privadas americanas, não o das mídias públicas da Europa, falou Sally .. , da ALAI – Agencia Latinoamericana de Información. “As mídias comunitárias procuram preencher o espaço da mídia pública, mas são ainda marginais e pequenas, são principalmente rádios”. Neste lado sul do planeta, “falamos mais do direito à comunicação do que à informação”, nestes últimos quinze anos, quando fortalece-se um movimento de luta por esse direito essencial. Grandes empresas, mais que os governos, concentram a comunicação e o debate aumentou com os novos governos mais à esquerda. Sally citou os exemplos da Argentina e da Venezuela, onde grandes mobilizações influíram nesta pauta, e onde o tema vem alcançando os movimentos sociais, que percebem a necessidade de criar suas próprias mídias.
Como participante da comissão de comunicação do FSM, a coordenadora da Ciranda, Rita Freire, salientou a importância de que o Fórum Social Mundial seja portador da mensagem pela democracia nos meios de comunicação. Apresentando os contrastes existentes no Brasil, Rita destacou a criminalização da pobreza e a mercantilização feita pela mídia, distorcendo a realidade, a imagem da mulher, escondendo a maioria afrodescendente, agredindo os direitos da infância. “No Brasil, iniciou-se um movimento para que essa situação seja modificada, que nasceu dos ativistas da comunicação, dos meios alternativos, dos jornalistas ligados aos movimentos sociais, e se transformou num chamamento para que a sociedade brasileira compreenda que essa estrutura de comunicação não é natural, não é democrática e precisa ser modificada”.
Essa movimentação conseguiu que o governo brasileiro convocasse uma conferência nacional de comunicação, e isso aconteceu no último FSM, em Belém, como lembra Rita. “Essa conferência mostrou o quanto estamos cercados e controlados pelos grandes meios no Brasil, que passaram um ano fazendo esforços para que o encontro não acontecesse”. A jornalista lembrou ainda que no último período houve o fechamento de 3 mil rádios comunitárias no Brasil e que os grandes meios atuam para criminalizar as mídias populares, pois existe hoje concretamente um processo de articulação das pequenas mídias, que são agentes de defesa de novas políticas de comunicação em nosso país”.
Informação alternativa no continente africano
Para Alymana Bathily, da Amarc – Sénégal, “hoje, o cenário midiático na África tem pluralismo de informação; mas isso vem da metade dos anos 90, e foi conseguido graças a luta dos movimentos sociais e por conta das revoluções, algumas violentas, como a do Mali, ou a conquista do fim do apartheid na África do Sul. Vimos nascer mídias plurais, temos mídias estatais, que antes eram as únicas, nada privado havia. Aqui no Senegal temos quinze jornais diários; em 1995 haviam dez rádios comunitárias em toda a Africa Ocidental, hoje temos 200”. As televisões privadas desenvolvem-se em toda a África, só no Senegal existem meia dúzia de canais, o que Alymana considera muito para um país pequeno (12 milhões de habitantes). Há muita diversidade, segundo o ativista, há jornais pró governo, contra, de opinião, religiosos, etc.
Outra novidade, segundo ele, é a internet, embora tenha pouca penetração na África subsariana (5 ou 6% da população), em comparação com a África do norte. “A internet desenvolve-se lentamente, mas é bem utilizada pelas rádios comunitárias (62% acesso) e pelos movimentos sociais. Outra coisa é o celular, metade da população africana tem acesso, e isso fez diferença enorme, mesmo que não possam ser usados de modo muito criativo. Até pouco tempo era difícil jornalistas saírem e passarem informação para a redação”. Exemplo disso foram as ultimas eleições, quando os jornalistas puderam cobrir em todos os locais e isso permitiu que a oposição ganhasse. Por outro lado, existe um arsenal de leis sobre difamação e calúnia contra os chefes de estado, o que faz com que os jornalistas pratiquem autocensura; também a formação de jornalistas é outro problema, assim como a falta de equipamentos, principalmente para as rádios comunitárias.
Mohammed Legtas, atua no E-Joussour, do Marrocos, projeto feito pelos movimentos sociais para coordenar ações no norte da África e no Oriente Médio. Nessa região, « o ambiente é hostil aos direitos das mulheres, à liberdade de expressão, as mídias convencionais são totalmente controladas pelo Estado, jornalistas são mandados para a prisão freqüentemente”. O desenvolvimento da mídia alternativa, com a internet, gerou novos militantes, que aprenderam a desenvolver novas plataformas, e filmaram, por exemplo, os soldados recebendo dinheiro da corrupção. Mohammed lembra que nos recentes acontecimentos na Tunísia o celular teve papel primordial, embora o 3G tenha chegado a apenas oito meses por lá. Promover o rádio e a televisão via web é muito importante devido ao analfabetismo.
O E-Joussour não é apenas um site de informação. “Somos muitos ativos na dinamização dos movimentos sociais, trabalhamos muito com tradução,para permitir que o conhecimento chegue para a população árabe e também no uso do vídeo, inclusive com celular. Usamos o software livre, o mais fácil possível, e ensinamos a editar e publicar”. Foi assim que se publicou muito do que ocorreu na Tunisia e Egito. Video-maker no Egito, Mahmoud El-adawy, nos disse que o caminho foi mostrado pelos tunisianos. “Durante muito tempo não imaginamos que uma revolução podia acontecer no Egito, militávamos a partir do Facebook, trocando informações que tínhamos acesso, e isso é até meio irônico, mas descobrimos que isso permitia realizar o sonho de ação juntos”. Sobre o Egito, veja entrevista exclusiva de Mahmoud para Ciranda.
Maris de la Cruz, do Network for transformative social protection, Filipinas, diz que sua rede trabalha pela dignidade e vida das pessoas, mas perceberam a importância de lutar pela comunicação. O trabalho começou em 2009 juntando vários movimentos, envolvendo a Tailândia, Tunísia e Vietnã, além das Filipinas. A idéia é conseguir “garantia dos direitos e fortalecer os movimentos sociais, e ajudando os pobres a conquistarem força coletiva, econômica e política, a partir de benefícios concretos, e transformá-los em em atores do movimento social”. Para ela, o processo de informação tem sido fundamental para a luta por qualquer outro direito. A constituição de 1987 garante o direito das pessoas à informação e declara que é necessário haver transparência completa do Estado, mas até agora o congresso não regulamentou essa legislação. Desde 2000 a sociedade civil luta por isso, “lutam para construir mídia alternativa, mas a influencia das empresas privadas ao governo constitui barreira muito forte, a grande mídia só difunde informações que sejam uteis para eles”.
Assembléia de convergência e novo Fórum de Mídia Livre
Tanta convergência de situações em relação à grande mídia foi mostrando a importância de incrementarmos nossas redes mundiais e a urgência da realização de um novo Forum Mundial de Mídia Livre, com propostas para que seja realizado antes do próximo FSM. Mario Lubetkin, do IPS-Terra Via, de Roma, defendeu que seja realizado no Rio + 20, a realizar-se no próximo ano no Brasil, aproveitando a presença de pessoas do mundo todo.
A proposta também foi defendida por Renato Rovai, da Revista Fórum, do Brasil. Ele acredita que já devíamos ter realizado esse encontro de midialivristas, para que nos sentíssemos mais empoderados. « Precisamos de muitos veículos, inclusive com divergências entre eles, para termos uma visão da diversidade. É fundamental que disputemos a informação, mas não construamos nossos veículos nas mesmas bases da mídia comercial, nossos meios não são verticais, não são comerciais, não utilizam a informação como mercadoria ». O debate veio a propósito de uma colocação de Fazila Farouk, da agência Sacsis, da África do Sul, que defendeu nosso trabalho em conjunto com as mídias já existentes, pois não podemos competir com elas, e « gastamos muito tempo falando uns com os outros ». Participaram das mesas ainda Michel Lambert, do Alternatives, no Canadá, as francesas Agnès Rousseaux, do Basta, e Anne Laurence Mazenq, da RadioForum, e Bia Barbosa, do Intervozes, Brasil. Para o encaminhamento da proposta de novo Fórum mundial de mídia alternativa, Bia propôs a elaboração de um documento conjunto a ser levado na assembléia de convergência dos comunicadores a ser realizada no dia 10, neste FSM. « É preciso envolver o FSM com a luta da comunicação », disse ela, apoiada por vários dos participantes. O documento conjunto está sendo construído, para que se faça um proposição internacional da realização do novo Fórum Mundial de Mídia Livre, provavelmente no ano que vem.

Fonte: Portal WSF-2011

A luta continua no Sahara Ocidental

por Nelson Pombo Jr — última modificação Feb 08, 2011 11:35 PM 
 
Comunidade dos Saharauis, em conflito com o Marrocos fala da situação da ocupação.



Link relacionado:

Saara Ocidental e o imperialismo marroquino



Fonte: Portal WSF-2011

Os debates estão acontecendo pelo Skype



Streaming live video by Ustream


O horário é às 10 horas (Horário do Brasil) 13 hora (Horário de Dakar).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cinco novedades del Foro Social Mundial

Viernes 21 de enero de 2011, por Sergio Ferrari, E-Changer


“Promover la visión del Foro Social Mundial como un bien común de la humanidad. Entrevista con Chico Whitaker."


Junto con otros militantes políticos y sociales de Brasil, Francisco “Chico” Whitaker es uno de los co-fundadores del Foro Social Mundial (FSM) que vio la luz del día en Porto Alegre, en enero del 2001. Desde entonces se ha convertido en uno de los “ideólogos” de este nuevo proceso en marcha. Infatigable actor y pensador, a sus casi 80 años, Whitaker apuesta a ciertas “verdades esenciales” que definen esta nueva forma de hacer política y de construir ciudadanía planetaria. Y se lanza a sistematizar algunos elementos de análisis que sintetizan el proceso de los Foros. Galardonado con el Premio Nobel alternativo en el 2006, Chico Whitaker publicó en el 2008, “El desafío del FSM- Un modo de ver”, obra de referencia para el pensamiento alterundialista.
P: ¿Cómo sintetizaría los aportes conceptuales del Foro Social Mundial desde su nacimiento?
R: Tal vez, a nivel didáctico y para simplificar una riquísima experiencia en construcción, me atrevería a hablar de cinco novedades principales del proceso del FSM. La primera, la creación de estas plazas o espacios a nivel internacional. Antes no existían y cada organización, campaña o movimiento hacían sus propios encuentros, incluso a nivel mundial. Pero no contábamos con espacios comunes a todos, en torno a un objetivo principal que compartimos. La segunda novedad, es la organización de ese espacio de tal forma que facilita el reconocimiento y aprendizaje mutuo, el intercambio de experiencias, la identificación de convergencias y la posibilidad de nuevas alianzas. La tercera, el hecho de comenzar a considerarse como positivo, en la lucha política, la diversidad de acciones y la autonomía de los diferentes actores. El respeto a la diversidad sobresale como uno de los principios básicos de la Carta de Principios del FSM. Si hablo de una cuarta novedad, quiero referirme a la construcción de una nueva cultura política, basada en la horizontalidad de las relaciones, en la corresponsabilidad, en la preocupación de no imponer sino dialogar, en la búsqueda del consenso que nos hace a todos más felices y más fuertes. Una cultura política que se corresponde con el “Otro Mundo Posible”.Y la quinta, que se encuentra todavía en gestación pero que avanza poco a poco: la afirmación del altermundialismo como un movimiento multiforme, multifacético y diverso que amplía la acción política más allá de los partidos y del poder político. Afirmación que se basa en la comprensión que los partidos no pueden pretender mantener el monopolio de la acción política y que la acción que transformará eficazmente el mundo deberá implicar a todos los segmentos sociales y cada uno de los miembros de la sociedad.
Universalizar el Foro Social Mundial
P: ¿En esta perspectiva cuál es la prioridad de este proceso pensando por ejemplo en el FSM de Dakar de febrero próximo?
R: Hay numerosas prioridades para un proceso en marcha. Pero tal vez, una clave, sea la de continuar en esta construcción en la medida en que estamos lejos todavía de desarrollar este pensamiento en el mundo entero y enraizarlo, profundizarlo en todas partes. Si en otros momentos históricos pudimos soñar con construir uno, dos, cien Vietnam, hoy, tal vez, debemos apostar a construir, promover o facilitar uno, dos cien, millones de “espacios de encuentro”, de Foros, en todas sus variantes regionales, temáticas etc.
P: ¿Universalizar el proceso del foro?
R: En efecto. Y tal vez a esta reflexión de universalidad le sumo otro desafío que tendremos por delante. Promover la visión del Foro Social Mundial como un Bien Común de la Humanidad, dado que nació y existe para servir a todos los movimientos y las organizaciones sociales, que, como parte del movimiento altermundialista combaten a favor de la construcción de otro mundo.
P: ¿Se refiere al FSM como un espacio a disposición del movimiento altermundialista?
R: Defiendo la idea que el FSM es un espacio abierto a todos los que consideran que hay que superar el actual sistema económico dominante. Una de las críticas planteadas al FSM es que estos espacios pueden ser útiles, interesantes, incluso simpáticos y constructivos, pero insuficientes si queremos cambiar el mundo. Pienso que es fundamental ampliar la mirada. Y profundizar los conceptos de acción y reflexión. La diferencia de naturaleza entre espacio y movimiento está en relación con esa diferencia entre reflexión y acción. Estoy convencido que las dos son esenciales, absolutamente necesarias desde nuestra perspectiva del cambio de mundo por la que optamos: la reflexión sin visionar la acción sería un ejercicio intelectual descomprometido y la acción sin una previa reflexión, sería irresponsable. En este marco, es claro que el FSM-espacio debe ser comprendido como un instrumento indispensable para el movimiento altermundialista, al servicio de su acción. Espacio para que los participantes puedan revisar y evaluar lo que se hace; para restituir e incluso redefinir los objetivos que buscará la acción en las coyunturas siempre nuevas; para repensar la eficacia de las maneras y medios de acción que son empleados y crear otros medios o valorizar nuevas experiencias. Un movimiento que no abre espacio para esta reflexión, evidentemente se condena a sí mismo a su propio debilitamiento.
Metodología participativa
P: ¿Espacio abierto con una metodología activamente participativa?
R: Es un punto esencial. En tanto el Foro Económico de Davos y otros tantos de este tipo en diversos lugares son verticalistas y piramidales, desde el comienzo el FSM promovió talleres y actividades auto-gestionadas, realizadas por cuanta organización quisiera participar en el espacio. En esa metodología tuvo un impacto la pedagogía de educación popular muy presente en la vida cotidiana de la mayor parte de los movimientos sociales brasileros y de las Comunidades Eclesiales de Base. Según uno de los principios de esta pedagogía, educadores y educandos aprenden todos, los unos de los otros, a partir de los tipos de conocimientos propios que cada uno tenga y aporte. Esta visión estimula la creación de relaciones de horizontalidad entre los participantes de toda acción colectiva. En esta misma perspectiva de horizontalidad, otra característica de los FSM: el rechazo a terminar con declaraciones finales o mociones de conclusión, que podrían tener la pretensión de expresar la toma de posición del conjunto de los participantes. Si hubiéramos adoptado el concepto de un documento final, transformaríamos al FSM en un espacio de disputa para que ese documento- declaración sea aprobada, como pasa en las asambleas o congresos de los partidos políticos. Lo que llevaría a manipulaciones si consideramos el gran número de participantes y la corta duración de cada Foro. Estos dos elementos: la auto-organización de actividades y el rechazo a cualquier documento final único, se convirtieron en verdaderos pilares metodológicos que dieron al FSM un gran poder de atracción.
P: ¿De dónde nacieron todas esas novedades, esas apuestas, esas opciones metodológicas que han permitido el desarrollo del proceso del Foro Social Mundial?
R: Diría, simplemente, que son el resultado de intuiciones, que se fueron acumulando en el camino, en la marcha. El objetivo inicial fue bastante claro: crear una alternativa y contrapunto al Foro Económico de Davos, en las mismas fechas en que éste se realiza. Que no fuera un espacio económico. Que se pasara a una fase propositiva de la lucha. Reforzando la acción de la sociedad civil- nuevo actor político que surgía- , tirando las barreras y fronteras que compartimentaban la acción de sus diferentes componentes. Tuvimos la intuición / certeza que era necesaria una metodología específica de la que ya hablé. Y también vimos luego del primer Foro era necesaria una Carta de Principios que sintetizara los conceptos de ese primer evento. La misma contiene dos conceptos centrales. El primero: que el FSM no debe ser un lugar de lucha por el poder, lo que se hubiera convertido en raíz de división. Y, tan importante como lo anterior, el respeto a la diversidad. Todos los tipos de diversidad, desde los culturales o sociales hasta el ritmo propio de compromiso de cada uno en este proceso en marcha.
*Sergio Ferrari,
Colaboración de prensa de E-CHANGER, ONG suiza de cooperación solidaria y el periódico Le Courrier

Fonte: Portal WSF-2011

Lançamento do livro A Coluna Prestes na XX Feira Internacional do Livro Cuba 2011


Durante a XX Feira Internacional do Livro Cuba 2011, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro,em Havana, e, em seguida, percorrerá todas as províncias do país, a prestigiosa Casa de las Américas lançará cerca de 20 títulos, novos e reedições. Entre eles, "La columna Prestes", de autoria de Anita Prestes, que estará presente ao evento. O livro de Anita foi agraciado com o Prêmio Casa de las Américas 1990. Com 21 anos de atraso, ele agora será lançado por esta renomada instituição.





Mais informações: Cubasí.cu

Fonte: Carta O Berro

Evo Morales fala sobre os inimigos do povo e da nação



Fonte: Portal WSF-2011

Aprovada Carta Mundial dos Migrantes

"As pessoas migrantes, bem como os grupos nacionais, devem ser iguais perante a lei. Ninguém deve ser preso, deportado ou ter restringida a sua liberdade sem que sua causa seja justamente ouvida e defendida."

Carta Mundial de los Migrantes

Las personas migrantes son el blanco de políticas injustas. Estas últimas, en detrimento de los derechos universalmente reconocidos a cada persona humana, generan oposiciones entre los seres humanos utilizando estrategias discriminatorias, basadas en la preferencia nacional, la pertenencia étnica o religiosa.
Esas políticas son impuestas por sistemas conservadores y hegemónicos que buscan mantener sus privilegios explotando la fuerza de trabajo física e intelectual de los migrantes. Para ello, utilizan las prerrogativas exorbitantes permitidas por la potencia arbitraria de los Estados-Nación y del sistema mundial de dominación.
Los migrantes se ven privados en todas partes del pleno ejercicio de su derecho a la libertad de circulación y de instalación sobre nuestro planeta. Se ven privados de sus derechos a la libertad y a la paz, así como también de sus derechos económicos, sociales, políticos y culturales.
Sólo una gran alianza de personas migrantes podrá promover el surgimiento de nuevos derechos para cada persona por su nacimiento, sin distinción de origen, color, sexo o credo. Para ello, la alianza de migrantes deberá articularse en torno a principios éticos que permitan que los migrantes contribuyan a la construcción de nuevas políticas económicas y sociales, a la elaboración de una nueva concepción de la territorialidad y del sistema de gobernanza mundial dominante en la actualidad, así como de su fundamento económico e ideológico.
Es por ello que nosotros, migrantes del mundo entero, a partir de las propuestas que hemos recibido desde 2006, sugerimos una amplia discusión a escala planetaria, con vistas a adoptar la presente Carta Mundial de los Migrantes en nuestro próximo encuentro en febrero de 2011 en la isla de Gorea, en Senegal.
Nuestra ambición es hacer valer, a partir de las situaciones que viven los migrantes en el mundo, el derecho para todos de poder circular e instalarse libremente sobre nuestro planeta y contribuir a la construcción de un mundo sin muros

Propuesta de Carta
Porque pertenecemos al planeta Tierra, todas las personas tenemos que poder circular e instalarnos en cualquier parte del planeta. Toda persona debe poder desplazarse libremente del campo hacia la ciudad, de la ciudad al campo, de una provincia a otra y de un país cualquiera hacia otro país.
Las leyes relativas a las visas, los permisos, las autorizaciones, así como todas las demás leyes que limitan la libertad de circulación e instalación deben ser derogadas.
Los migrantes del mundo entero deben gozar de los mismos derechos que los grupos nacionales y asumir las mismas responsabilidades en todos los ámbitos esenciales de la vida económica, política, cultural y social. Deben tener derecho a votar y a ser elegidos en cualquier órgano legislativo. Los migrantes deben tener derecho a hablar y compartir su lengua materna, a desarrollar y dar a conocer sus culturas y costumbres tradicionales y a practicar sus religiones.
Los migrantes deben gozar del mismo derecho a ejercer un comercio adonde lo deseen, a dedicarse a la industria o adoptar un oficio, manual o no, así como cualquier profesión permitida para los grupos nacionales, de manera tal de permitirles asumir su parte de responsabilidad en la producción de las riquezas necesarias para el desarrollo y la realización de todos.
La tierra debe ser repartida entre quienes la trabajan. Las restricciones a la propiedad de terrenos impuestas por razones de orden étnico y/o nacional deben ser abolidas a favor de una nueva visión de una relación responsable entre los seres humanos y la tierra.
Las personas migrantes, al igual que los grupos nacionales, deben ser iguales ante la ley. Nadie debe ser encarcelado, deportado o ver restringida su libertad sin que su causa haya sido justamente escuchada y defendida.
Toda ley que prevea una distinción basada en el origen nacional, la situación matrimonial y/o jurídica o las convicciones personales debe ser abolida.
Los derechos humanos son inalienables e indivisibles y deben ser los mismos para todos. La ley debe garantizar a todas las personas migrantes el derecho a la libertad de expresión, el derecho a organizarse, el derecho a la libertad de reunión, el derecho a publicar, practicar el culto y dar a sus hijos la educación que elijan.
El trabajo y la seguridad deben ser garantizados a todas las personas migrantes. Todos los trabajadores tienen derecho a unirse y formar sindicatos. Los migrantes deben recibir un salario igual a trabajo igual y tener la posibilidad de transferir el fruto de su trabajo, sin ningún tipo de restricción, contribuyendo al sistema de solidaridad necesario a la sociedad de residencia.
El acceso a la educación y a la instrucción debe garantizarse para las personas migrantes y sus hijos. La instrucción debe ser gratuita, universal e idéntica para todos los niños. Los estudios superiores y la formación técnica deben ser accesibles a todos en una nueva visión de diálogo entre las culturas. En la vida cultural, deportiva y educativa debe abolirse toda distinción que obedezca al origen nacional.
Las personas migrantes deben tener derecho a la vivienda. Toda persona debe tener derecho a habitar el lugar de su elección, vivir en un hábitat decente y mantener a su familia con confort y seguridad, del mismo modo que los grupos nacionales. Las personas migrantes aspiran a tener la oportunidad y la responsabilidad al igual que los grupos nacionales, y a enfrentar juntos los desafíos actuales (vivienda, alimentación, salud, realización...).
El objetivo de los principios enunciados en la Carta Mundial de los Migrantes es el de contribuir a la desaparición de todo sistema segregacionista y al advenimiento de un mundo plural, responsable y solidario.

Fonte: Portal FSM-2011

Artigo 19 aponta limitações do Portal Governo Aberto de São Paulo

07/02/2011
A organização não-governamental Artigo 19, que atua na defesa do direito de acesso à informação pública, publicou na semana passada uma  avaliação sobre o Portal Governo Aberto SP. Lançado durante a Campus Party 2011, o portal pretende oferecer para a sociedade cópias de bases de dados da administração pública estadual. Mas ainda é limitado, conforme mostra a avaliação da Artigo 19 e opinam especialistas ouvidos em matéria da Folha.com.
As principais críticas são em relação à pequena quantidade de bancos de dados disponíveis, a limitações de acesso (o cidadão precisa justificar por quê vai usar os dados), a falta de uma política para que os órgãos públicos se conscientizem da obrigação de compartilhar os dados que detêm. As análises são interessantes porque podem contribuir para que o governo aprimore o portal e para que outros entes públicos usem essas considerações quando forem desenvolver os seus.

Fonte:arlesophia  

Hugo Moldiz: Crisis del capitalismo pondrá a prueba a los procesos revolucionarios latinoamericanos


El analista político boliviano, Hugo Moldiz afirmó este lunes que uno de los puntos que se han discutido en el Foro Social Mundial que se celebra en Senegal son los desafíos que enfrentan los procesos revolucionarios democráticos de Latinoamérica ante la crisis que le han exportado las naciones capitalistas.

En una entrevista para teleSUR, Moldiz explicó que ''tenemos por un lado razones para estar contentos, sobre todo por lo que ha ocurrido en Túnez y lo que está sucediendo en Egipto, pero preocupados por los movimientos sociales que enfrentan la exportación del capitalismo hacia la periferia y que pondrá a prueba los procesos revolucionarios que se están dando en América Latina''.

También comentó que ''no todo va a ser alegría, ésto va a demandar mucha lucha, mucha resistencia, mayor resistencia de la que hemos tenido en los últimos años''.

''Cuanto más se agrave la crisis del capitalismo, es cuanto más problemas se tendrán que enfrentar para el progreso de (...) estos procesos'', agregó.

Moldiz se refiere a las recientes crisis políticas que experimentan países como Túnez y Egipto en donde la ciudadanía se ha revelado para solicitar la culminación de regímenes que han dirigido en estas naciones por más de dos décadas.

Los egipcios protagonizan desde hace varias semanas intensas manifestaciones pidiendo la salida del presidente Hosni Mubarak, asentado en el poder del país por casi 30 años, mientras que los tunecinos viven un clima de inestabilidad luego de que el mandatario, Zine El Abidine Ben Alí, quien gobernó por 26 años, abandonara la nación ante las multitudinarias protestas de la población.

Por su parte, el catedrático ecuatoriano, Marco Romero indicó en la misma entrevista con teleSUR que una de las metas de este Foro Docial es precisamente la de ''buscar mecanismos y para enfrentar ''la crisis actual".

Romero señaló que dada la naturaleza de este foro que ''se ha convertido en una instancia de articulación de las luchas de las organizaciones sociales en el mundo'' se debe dar el paso adelante y organizar y generar estrategias conjuntas'' para poder solucionar estos problemas que afectan a todas la naciones.

Otro de los temas esenciales que se tocó en el foro, acotó Romero, fue el de ''las posibilidades para generar desde el plano nacional al plano regional, y luego al global propuestas para incorporar los Derechos Humanos de los migrantes'' y luego presentar estos temas a ''instancias multilaterales'' como la Organización de las Naciones Unidas (ONU), la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), entre otras.

El Foro Social Mundial (FSM), la contraparte anual del encuentro de dirigentes poderosos en Davos, inició su primera sesión este domingo en Dakar, Senegal.

En su undécima edición, el evento se define como un espacio abierto donde "aquellos opuestos al neoliberalismo y a un mundo dominado por el capital o por cualquier forma de imperialismo se reúnen para avanzar en su pensamiento".

El foro tiene entre sus participantes al presidente boliviano, Evo Morales, el mandatario de Guinea, Alpha Condé, y el ex jefe de Estado brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva además de 45 mil delegados de 12 países.

El evento centra su atención en las luchas de los pueblos de África, según han revelado sus organizadores.

Fonte: TeleSUR

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

WSFDakar 2011: Samir Amin

Samir Amin President of World Forum of alternatives speaks to wsftv about the situation in Egypt and he makes an analisys about the frican Social Movements and the world Social Forum.


Samir Amin diretor do Fórum Mundial das Alternativas fala para WFSTV sobre a situação no Egito e ele faz uma análise sobre o movimento africano no Fórum Social Mundial.




Fonte: WSF-2011

Música que anima a revolução da Tunísia






Fonte: Portal WFS-2011

Saara Ocidental e o imperialismo marroquino

segunda-feira 7 de fevereiro de 2011, por Paulo Gomes


É 6 de fevereiro, abertura do Fórum Social Mundial em Dacar. A informação que eu tinha é que a marcha de abertura do Fórum, pelas ruas da cidade, começaria às 13h na frente da RTS - Radio Television Senegalaise, que fica bem próxima à Grand Mosqueé de Dakar, uma mesquita enorme.

Cheguei lá por volta do meio-dia e pude notar diversos grupos diferentes de participantes a postos com faixas defendendo suas reivindicações e gritando palavras de ordem. Eram cercados por cordões de policiais que impediam a dispersão. Vi refugiados mauritanos no Senegal; famílias marroquinas clamando justiça por terem sido expulsas da Argélia; mulheres francesas contra estupros por soldados em zonas de conflito africanas; senegaleses contra a exploração dos camponeses; e a Via Campesina contra estupros na área rural do Senegal. Todos os grupos, de certa forma, pregavam algum conceito entre igualdade, paz, justiça, união e democracia. O que mais me chamou atenção, no entanto, era o que pedia pela liberdade do Saara Ocidental. Cantavam em espanhol “Marruecos asesino/ Fuera de Sahara”.


Fui dar uma volta nas cercanias e quando voltei vi que a poucos metros dos saaráuis, algumas pessoas faziam discursos inflamados em cima de um caminhão. O primeiro, um senhor grisalho com jeito de europeu, vociferava em inglês sobre união e igualdade para a África. Na sequência, outro homem começou a gritar em espanhol sobre união. O discurso não fazia muito sentido, parecia uma tradução do anterior. Insistia muito em unidade, igualdade, união. Quando terminou pude entender seu propósito, pois finalizou com um surpreendente “Sahara es de Marruecos”.

Sabe quando você ouve algo tão inesperado que até toma um susto? Pois é. Pensei “esse cara falou isso mesmo?” e comecei a procurar pelo grupo saaráui que tinha visto cerca de uma hora antes.

O país
O Saara Ocidental é um dos poucos territórios no mundo que ainda tem o status de colônia. É o maior destes e o único que fisicamente está em um continente, já que os outros são ilhas. Fica na costa atlântica norte da África e foi colonizado pela Espanha de 1884 a 1975, sob o nome de Saara Espanhol. Quando a Espanha deixou o lugar, em 1975, o território foi dividido entre a Mauritânia (ao sul) e o Marrocos (ao norte). Surgiu então a Frente Polisário, movimento nacionalista que defende a autonomia do Saara Ocidental. Apoiada pela Argélia (fronteira ao nordeste), conseguiu que a Mauritânia liberasse o território. Mas o Marrocos não. O Marrocos ainda explora os recursos naturais da região, rica em fosfato e em pesca, e por isso não tem interesse na independência da nação que hoje é reconhecida pela União Africana e mais 58 países.

Pois bem. O Fórum Social Mundial visa promover diferentes causas sociais, mas fiquei surpreso com a presença de representantes de movimentos tão opostos ali. Um jornalista belga com quem conversei, Julien Vassenbroek, alertou: “Os marroquinos apenas enviaram uma delegação para ofuscar os saaráuis, eles não tem uma causa”. Parece razoável. A delegação marroquina não anda por aí com faixas, bandeiras ou cantando músicas. Apenas estão com as bandeirinhas do país, não parecem indignados com algo, não exigem nada.

Abordo um deles, Abdel Hak Laaki, e pergunto sobre a exploração. “Não é verdade”, diz ele. Complementa dizendo que está ali contra a pobreza, desigualdade e guerras e que quer a união. “Somos contra a divisão! É um território dentro do Marrocos!”, fala, exaltado. “O Tribunal de Haia já reconheceu isso”, acrescenta, para tentar me convencer. Refere-se a uma decisão de 1975, na época da divisão.

A versão saaúri
Converso então com os saaúris. “Estão nos ocupando há quase meio século”, diz Fatimety Zrug. Já Mahub Oulad-Cheikh conta que é irmão de um desaparecido e ele mesmo foi prisioneiro político. “Fiquei preso por três anos no Marrocos”. Mahub foi detido em 1989 na fronteira com a Argélia, por ser um ativista da libertação e afirma ter sido torturado.

Outra, Yamila Sid Ahmed, vendo que eu era da imprensa, vem contar que há violência sim. Segundo Yamila, a polícia marroquina matou seu irmão, Said, de 26 anos, no último dia 22 de novembro, quando ele saiou de um cyber café à noite. “Abordaram-no pedindo pelo cartão da internet [um carnê], mas não estava com ele, então deram um tiro na cabeça e outro no peito”, fala Yamila, indignada e com os olhos marejados de raiva. Said virou um mártir do movimento desde então, e os marroquinos “recusaram-se a fazer autópsia para dizer a causa do morte”. Segundo ela, não foi lhe dada nem a dignidade de um enterro, pois o corpo é mantido até hoje em um hospital militar marroquino.


A ONU procura uma solução, mas como a maioria das suas propostas, o processo é moroso. Enquanto isso, os saaúris seguem explorados e seu povo continua morrendo.

Fonte: Portal WSF-2011

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A luta continua no Sahara Ocidental 

 

Communication na avenida

segunda-feira 7 de fevereiro de 2011, por Vanessa Silva
A missão foi fazer uma faixa, algo que identificasse a equipe de comunicação, conseguimos um belo lençol em nosso hotel de “pleba”, Nelson trouxe de BH tinta, rolo e estêncil - êta rapaz preparado.

O serviço começou no centro de mídia na universidade Cheik Anta Diop, mas deveríamos nos apreçar, pois a saída da caminha já estava próxima, seguimos até o local de concentração e lá mesmo no chão começamos a fabricação de uma identidade visual, varias pessoas se juntaram para ver o que três malucos faziam ali no meio da rua...a curiosidade foi tanta que tivemos ajuda de vários voluntários, que no final seguiram no bloco ate o final da caminhada.

Nosso pequeno bloco foi destaque na avenida, em meio tanta diversidade. O enredo desse samba “Libertem a comunicação”, “Comunicação e Direito”.

Fonte: Portal WSF-2011




















Canal de filmes LavTV

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filmes 24 horas

Charge

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Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui