quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1822

Laurentino Gomes escritor e jornalista nascido no Paraná, estudou nos EUA e na Inglaterra, e chegou a se formar em Administração de Empresas até que sua paixão pelo jornalismo o fez mergulhar de cabeça em assuntos da época do Brasil colonial. Ele é o entrevistado da edição do mês de setembro da Revista Playboy.
Interessante a entrevista. Vale a pena conferir.

ENTREVISTA COM LAURENTINO GOMES

Entrevista a Laurentino Gomes

Laurentino Gomes
é um jornalista e escritor brasileiro, que, depois do livro “1808”, publica agora “1822”. A obra mostra como o Brasil venceu, apesar de ter tudo para não dar certo.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista José Manuel Rosendo, Laurentino Gomes explica que o Brasil era no início do século XIX um país complexo. Criado na base do latifúndio e da escravidão, o Brasil era constituído por províncias rivais e isoladas, o que causava um risco de fragmentação territorial.

Porém, a elite brasileira preferiu congregar-se à volta do herdeiro português da coroa para poder manter os seus privilégios, daí que o Brasil se tenha tornado independente e se tenha transformado numa monarquia constitucional sob a liderança de D. Pedro.
2010-09-28


Fonte: Entrevistas Antena 1

"A Independência do Brasil não se resume ao Grito do Ipiranga. Muita gente morreu lutando por ela", conta Laurentino nesta entrevista feita com exclusividade pelo Magazine.

Você acha que o sucesso de livros como "1808" e "1822" guardam alguma relação com a vontade de o brasileiro saber sua história? Acho que as pessoas estão lendo e estudando história em busca de explicações para o Brasil de hoje. E a história serve para isso mesmo. Uma sociedade que não estuda história não consegue compreender a si própria nem está habilitada a construir o seu futuro. Minha modesta contribuição ao estudo da história do Brasil é de linguagem. Meu objetivo é facilitar a vida dos leitores escrevendo numa linguagem simples e acessível. Ninguém precisa sofrer para estudar história.

Lembro-me que uma vez você disse que Oliveira Lima tinha sido um autor importante para você escrever o "1808". E agora? Quais foram os livros que você usou para escrever "1822"? O autor mais fundamental na pesquisa de "1822" foi Octávio Tarquinio de Sousa. É o maior biógrafo de dom Pedro I, autor também de outros livros fundamentais para a compreensão do período, como as biografias de José Bonifácio de Andrada e Silva e de Diogo Antônio Feijó, além de um livro de curiosidades chamado "Fatos e Personagens em Torno de um Regime". Há outras contribuições importantes, como a biografia que Carlos Oberhacker fez da imperatriz Leopoldina e as "Cartas de dom Pedro à Marquesa de Santos", de Alberto Rangel. No total, foram cerca de 170 livros e fontes pesquisadas.

Muitos jornalistas, nas últimas décadas, passaram a escrever livros sobre história. Sinceramente, você acha que os acadêmicos brasileiros escrevem mal? Acho que o problema não é escrever mal ou bem. É uma questão de foco. Na maioria das vezes, os historiadores acadêmicos não estão preocupados com os leitores comuns. Suas obras são, geralmente, resultado de teses de mestrado ou doutorado, que, depois de submetidas às bancas examinadoras, acabam transformadas em livros. A linguagem e o foco são, portanto, acadêmicos, repletos de jargões de domínio de um grupo restrito de especialistas e, por vezes, inacessíveis ao leitor mais leigo.

Geralmente, a linguagem é mais técnica. Exato. Não sou contra isso, não: é uma linguagem que a academia usa para se entender. São especialistas falando com especialistas. Já o jornalista se vale de uma linguagem mais acessível, mais didática, porque ele está se comunicando com um público muito mais amplo do que o público acadêmico. Isso gera alguns mal-entendidos. Tem gente que diz que jornalistas não deveriam escrever sobre história e reclama que os livros de história não vendem. Às vezes, não vendem porque a linguagem não é adequada. Você não pode pegar uma tese de doutorado, publicá-la em forma de livro e esperar que seja um best-seller.

Ao escrever "1822", qual foi a maior surpresa que você teve? Até estudar mais detidamente, o que mudou na sua visão do período? Há episódios importantes na história da Independência que são completamente desconhecidos pela imensa maioria dos brasileiros. Um exemplo é a Batalha do Jenipapo, no Piauí. Foi travada no dia 13 de março de 1823 na localidade de Campo Maior, a 80 km de Teresina (que, naquela época, ainda não existia) entre cerca de 2.000 brasileiros e 1.600 soldados portugueses. E foi um massacre. Morreram entre 300 a 400 brasileiros, contra apenas oito vítimas do lado português. Fiquei impressionado com esse lugar. Ele é a prova de que a Independência do Brasil não se resume ao Grito do Ipiranga. Muita gente morreu lutando por ela. Só na Bahia cerca de 16.000 lutaram na guerra contra os portugueses. Minha estimativa é que o total de mortos na Guerra da Independência chegou a 5.000 pessoas.



PARA SABER MAIS...
Acessem o site oficial de Leurentino: http://www.laurentinogomes.com.br/

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Debate com os presidenciáveis na Rede Record

Obs. Hoje na Record News reapresenta o debate às 22h15!!

O debate ontem à noite estava interessante em relação aos dois outros primeiros debates. Primeiro na Band, os candidatos presidenciáveis apostaram nas provocações na estreia na frente das câmaras de TV, antes mesmo do início do horário eleitoral gratuito (17/8).Apesar da vitória de 2 a 1 do são Paulo. Partida que a Globo transferiu, coincidentemente, para o mesmo dia do debate.
O segundo, na Rede TV!, os candidatos apostaram nos escândalos e discursos moralistas. Mas o debate com os presidenciáveis de ontem estava interessante quando jornalistas perguntaram para candidato e outro comentava. Foi quando perguntaram ao candidato Plínio Arruda do PSOL como ele via a atuação da mídia nativa neste pleito eleitoral. Adivinha. Plínio com seu humor e simpatia respondeu a parcialidade da mídia. Explicando
como funciona a manipulação da máquina eleitoral brasileira, que cerceia os candidatos de esquerda para esconder as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira.
Dos três debates com os presidenciáveis, PSOL se destacou, a meu ver representou os partidos de esquerda (PSTU, PCB e PCO). Pois informou a população, pelo menos, que além de existir uma quarta via (e não a terceira como de praxe nos pleitos eleitorais anteriores) existe outras propostas com diferenças ideológicas opostas aos três principais candidatos.
A falta de descrédito junto à opinião pública veio depois da ditadura militar. Com o fim dos governos militares pensava-se que, finalmente, os ares da democracia e da cidadania iriam pairar no cenário político-social nacional. Porém, a democracia "poliárquica"segundo o cientista político Robert Dahl, (eleições livres, partidos políticos consolidados, Congresso Nacional autônomo), não garantiram avanços significativos e a democracia social (igualdade étnica, emprego, saúde, lazer, moradia...) ainda é utopia para milhões. Prevalece apenas uma democracia eleitoral sobre a democracia social Por isso, as instituições políticas e os políticos têm passado por um alto descrédito junto à opinião pública do país. Da mesma forma, a cidadania é incipiente num país onde predominam a exclusão social e econômica, a desigualdade social e a violência.


sábado, 25 de setembro de 2010

A quem interessa tornar o Brasil Econômico invisível?







Brasil Econômico

http://www.brasileconomico.com.br/

Pedaços de memória

Documentos do Século 19 que revelam um importante período da história do RS estarão ao alcance da população. Parceria entre a Caixa Econômica Federal e o Centro Histórico-Cultural recupera registro de óbitos de escravos na Santa Casa


O Centro Histórico-Cultural Santa Casa, previsto para ser inaugurado em outubro de 2008, terá em seu acervo uma importante documentação restaurada que revela algumas faces de um marcante período da história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul no século19: a escravidão. Trata-se de documentos manuscritos que registram sete mil óbitos de escravos sepultados no Cemitério da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, o mais antigo da cidade em ininterrupto funcionamento. Situado em local distante da área urbana, na colina da Azenha, os escravos eram sepultados fora dos seus muros. Afinal, eles não eram considerados “gente”.

O restauro da coleção de registros de óbitos, composta de 13 livros, integra o projeto Escravos na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre: memória e sociedade. Ele está sendo patrocinado pela Caixa Econômica Federal, através do Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais, que vem beneficiando diversos projetos culturais em todo o País . Graças a um convênio estabelecido entre as duas instituições em 2006 , a Caixa vai repassar R$ 30 mil para a conservação e restauração desses livros.

Eles estão em avançado estado de deterioração devido à corrosão causada pela ação da tinta ferrogálica, utilizada na escrita da época. O trabalho de recuperação será realizado em um ano e contará com técnicos altamente qualificados para a minuciosa atividade.

Na avaliação da historiadora do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, Véra Barroso, esse material histórico é de extrema importância para a instituição e para a sociedade, porque é um patrimônio que evidencia claramente as relações entre negros e brancos no Estado naquela época. Ela explica que o óbito de escravos era registrado em livros separados dos destinados às pessoas livres. “Após o restauro e a documentação exposta aos pesquisadores e à população, se poderá ter uma idéia nítida de como foi esse período sombrio da história no Rio Grande do Sul.

Esses documentos são uma prova da herança de racismo e preconceito frente ao afro-descendente em nosso meio”, enfatiza a historiadora. Véra está certa de que os documentos recuperados serão de grande valia para estudantes, sociólogos, antropólogos, historiadores e médicos interessados em pesquisar sobre o assunto.

Cada registro de óbito é um verbete, no qual constam todas as informações do escravo morto: seu pré-nome (ele não tem sobrenome), sua nacionalidade, idade, cor da pele, causa da morte, o nome do proprietário, entre outros detalhes que traçavam como eram as suas condições de vida. Todos esses dados eram retirados dos bilhetes escritos pelo proprietário que eram colocados junto aos corpos levados, até o Cemitério da Santa Casa, de carroça ou à mão por outros escravos. Em certas ocasiões, os escravos eram recolhidos na rua e encaminhados à Santa Casa para que fosse feito o seu sepultamento.

Os dados registrados nesses documentos também permitiam avaliar o tempo médio de vida dos escravos adultos, que variava entre 30 e 40 anos. A constatação mais alarmante, no entanto, é o grande número de óbitos infantis. Milhares de crianças morriam de doenças ocasionadas pelas péssimas condições de alimentação e moradia, quando não eram mortas pelas próprias mães. “Essas mulheres desesperadas viam nesse ato a única forma de livrar seus filhos da escravidão e dos maus tratos de seus donos”, explica Véra, acrescentando que entre os escravos adultos também havia um alto índice de suicídio. Observa-se nesses dois gestos a resistência dos negros à escravidão, à vida difícil e infeliz que levavam”, completa.

Afinidade antiga

A Santa Casa de Porto Alegre e a Caixa Econômica Federal nasceram com a própria formação histórica do Estado. As duas instituições têm em comum a atitude de benevolência aos gaúchos necessitados, desde o século 19, em especial à população negra. De um lado estava a Santa Casa que, desde 1826, abria suas portas para milhares de escravos, mortos ou vivos, dando a eles a assistência necessária. Do outro, estava a Caixa, fundada 60 anos depois, como a primeira instituição financeira a guardar a economia dos negros que juntavam dinheiro para comprar sua liberdade. Segundo o superintendente em exercício da Caixa, Ruben Danilo Pickrodt, os primeiros clientes da instituição foram os escravos.

“Assim como a Santa Casa, a Caixa também foi idealizada para atender a população carente. Essa é uma situação que aproxima as duas instituições. E até hoje a Caixa é um banco que oferece produtos e serviços para a população carente, no Rio Grande do Sul e no País todo”, diz o superintendente. Por essas afinidades é que Pickrodt reconhece a satisfação da Caixa Econômica Federal em ver a Santa Casa contemplada dentro da sua diretriz de cultura. “Essa é uma instituição com credibilidade e prestígio, exemplar pela forma como atende a comunidade carente, pelo esforço que faz para se modernizar e tratar a todos da melhor forma possível”, destaca.

Por meio do Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais a entidade vem investindo fortemente em ações de promoção e preservação de patrimônios históricos do País. Só no ano passado, 31 estabelecimentos culturais em 11 estados brasileiros foram assistidos, totalizando um investimento de R$ 5 milhões. No Estado, além do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, a Caixa também apoiou uma série de espetáculos de teatro e de dança nos últimos anos.

A Instituição ainda possui centros culturais em cinco importantes capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Desde o ano passado, Porto Alegre passou fazer parte desse circuito e será contemplada com um conjunto cultural que funcionará no antigo cinema Guarani, na Rua dos Andradas, no Centro da Capital. Em parceria com a Prefeitura Municipal, o prédio será recuperado para as instalações do projeto. O local terá um cine-teatro com 800 lugares, além de três andares onde serão montados espaços para multimídia e oficinas. A conclusão da obra está prevista para o final de 2008 e terá um custo total de aproximadamente R$ 18 milhões. “Será um conjunto cultural bem completo, que oferecerá uma ampla diversidade cultural à cidade”, conclui Pickrodt.

Fonte: Clarissa Lima. Históriaem restauro. Disponível em: http://www.santacasa.org.br/revista/vermateria.asp?rev=17&mat=232&p=1

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vinte de Setembro

O tema desta edição é “Farroupilhas: idéias, cidadania e revolução”. Esse tema é bastante instigante para uma conjuntura eleitoral. Três palavras que enche de orgulho o gaúcho.
Vinte de Setembro é a data ícone da história da maior revolução que os gaúchos já fizeram. Na verdade, a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos foi uma das tantas rebeliões que ocorreram durante o período regencial buscando por autonomia em relação ao governo imperial.
Num clima de queixas do que consideravam uma atitude de desrespeito para com o sul, muitas das ideias filosóficas do liberalismo vigente no século 19 foram apropriadas pelos líderes farrapos para embasar a sua conspiração. O elitismo das teorias de Locke os inspirava para a construção de um governo na qual o poder repousaria nas mãos destes senhores de terra e gado. Se o império era injusto com eles, as ideias de Rousseau, quanto às mudanças das instituições eram bem-vindas, principalmente se elas embasavam em critérios de justiça e igualdade. De Montesquieu tomavam o modelo de um governo constitucional e da divisão dos poderes. O exemplo dos Estados Unidos também inspirava os líderes, mais pela ideia do federalismo do que pela democrática participação cidadão no governo. Tais ideais circulavam por meio da maçonaria ou da imprensa pelo jornal O Continentino.
E, por último, a cidadania que é um ponto nevrálgico da nossa história. A cidadania ainda é um desafio para todos os gaúchos (brasileiros). A cidadania passou por diferentes e possíveis “invenções” em períodos e espaços determinados da história e da geografia do ocidente. As revoluções liberais dos séculos 17 e 18, quando o homem moderno passa a ver garantida, nas suas respectivas Constituições, a defesa dos direitos individuais (vida, liberdade e propriedade). Tem-se aí a consolidação da cidadania e do liberalismo defendida por Locke e Rousseau. No Brasil, a conquista dos direitos não seguiu a lógica nem o calendário das sociedades desenvolvidas. Aqui, tardiamente, nasceram os direitos individuais e políticos (em 1824), por fim, os direitos sociais são conquistados nas décadas de 1930 e 1960, exatamente quando os direitos civis e políticos foram negados (Vargas instaurava uma ditadura apoiado pelo aval dos militares instituindo o Estado Novo; o Congresso foi fechado, passando o presidente, general Costa e Siva, a governar ditatorialmente).
O RS vai dar certo, tornar-se um Estado desenvolvido, educado. Lá na frente. O exercício da democracia é um aprendizado. É uma coisa longa de muitas gerações. O que vai sobrar não é a ideia de que o RS é um Estado que não vale nada, é corrupto, analfabeto mesmo, ignorante. A expectativa será mais calibrada.
Atualmente temos o poder do voto que podemos mudar o hoje e o amanhã o melhor.
Historiador
Tyrone

domingo, 19 de setembro de 2010

Número de brancos no ensino superior ainda é o dobro dos negros

Mais negros (pretos e pardos) têm entrado nas universidades, na última década, mas o número de brancos no ensino superior (62,6%) ainda é o dobro dos percentuais de pretos (28,2%) e de pardos (31,8%).

O levantamento é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 1999, entre os estudantes de 18 a 24 anos de idade que cursavam universidade, 33,4% eram brancos, 7,5% pretos e 8% pardos. Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2009 divulgada hoje (17).

Em relação à população com ensino superior concluído, o número de brancos é três vezes maior (15%), apesar de o número de pretos e pardos graduados ter crescido entre 1999 e 2009, passando de 2,3% (tanto para pretos quanto para pardos) para 4,7% e 5,3%, respectivamente.

No geral, os brancos têm mais acesso à educação em todos os níveis. As desigualdades se apresentam desde o analfabetismo, cuja a taxa nacional era de 13,3% em 1999 e passou para 9,7% em 2009.

Apesar dos avanços registrados na última década, os pretos e pardos ainda apresentam o dobro da incidência de analfabetismo verificado na população branca: 13,3% dos pretos e 13,4% dos pardos são analfabetos, contra 5,9% dos brancos.

Por fim, os brancos, em média, estudam 8,4 anos, enquanto os negros, 6,7 anos. Embora o indicador tenha melhorado entre pretos e pardos, em 2009, ainda está abaixo da escolaridade dos brancos em 1999, que era de 7 anos.

Na última década, a pesquisa também registrou que a diferença de rendimentos entre os negros e os brancos é de pelo menos 20%. No segmento mais rico da população, a síntese chama atenção para o fato de a proporção de pretos e pardos ser de 1,8% e de 14,2%, respectivamente.

"Trata-se de uma cifra ainda bastante distante da representatividade da população. Pretos e pardos são 6,9% e 44,2% das pessoas no Brasil em 2009, o que corresponde a uma maioria de 51,1% da população", avalia a pesquisa.

O documento também alerta que a vulnerabilidade das pessoas negras diante dos indicadores requer "atenção para as políticas públicas", pois, famílias de cor preta e parda são maioria entre aquelas com filhos de até 14 anos.
Fonte: Brasil Econômico (17/09/10 12:16)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Artigo: A quem interessa tornar a Carta Capital invisível?; por Leandro Fortes – Brasília, eu vi

Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal). Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.

Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício , por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha. Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notíci as repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.

Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer p rovidência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.

Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não fazer nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.

Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.
Fonte: Felipe Vieira jornalismo on-line (16/09/2010)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Redefinindo o socialismo

Fidel Castro volta a surpreender. Atente-se, porém, para o que realmente disse, informou a Revista Carta Capital.
De volta à ativa, o líder da Revolução Cubana fez autocrítica quanto à crise dos mísseis em 1962 e na perseguição aos homossexuais nos anos 70. Condenou a devastação do meio ambiente pelo capitalismo e o risco de o assédio dos Estados Unidos ao Irã deflagrar uma guerra nuclear mundial, ao mesmo tempo que criticou Mahmoud Ahmadinejad por negar o holocausto.
Ao jornalista dos Estados Unidos, que durante um jantar, lhe perguntou se pretende exportar o modelo cubano, foi franco: "Não funciona mais nem para nós". Não é condenar o socialismo, bem entendido, mas sua organização em Cuba, criada para outra época e geopolítica. Enquanto busca ser um articulador internacional, Fidel apoia as reformas do irmão Raúl, que caminha para convergir com os modelos de economia mista hoje propostos pela esquerda na América do Sul.

domingo, 12 de setembro de 2010

Debate com os presidenciáveis na Rede TV!

Mais outro debate (após o primeiro na Band) e outra vez sem a participação dos partidos de esquerda. Quais são os partidos de esquerda? A população brasileira sabe? Quais são as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira? Por que só o Psol foi convidado para alguns debates na televisão?
É preciso demonstrar para população brasileira como funciona a manipulação da máquina eleitoral brasileira, que cerceia os candidatos de esquerda para esconder as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira, o debate não será para que os candidatos da esquerda enfrentem-se um contra o outro, mas para que todos possam apresentar suas idéias.
O TSE e o Legislativo reduziram a campanha eleitoral ao rídiculo prazo de dois meses, nos quais candidatos sem os milhões dos candidatos da ordem teriam que tornar conhecido o seu programa a 190 milhões de habitantes, espalhados por mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Para isso, os partidos da esquerda dispõem de um total de 18 minutos no horário de propaganda gratuita.
Ao longo da história brasileira, desde a época colonial, todos os insurgentes (origem humilde) morreram pacificamente oferecendo seu pescoço ao carrasco, atitude de passividade, que, para todos os republicanos, devia guiar as ações do povo brasileiro.
Seria democrático estas eleições limitando ao jogo eleitoral apenas aos candidatos da ordem? Para escolherem as organizações e personalidades confiáveis ao capital, que podem desempenhar o papel de "esquerda", através de sua promoção, corrupção e cooptação?
E as redes de televisões?
As redes de televisão são concedido pelo poder público e, como tais, não poderiam dispor do tempo de televisão como querem. É uma legislação repressiva e antidemocrática? E, portanto, uma aberta violação da Constituição Nacional?
Esperamos os próximos debates....

"Uma gota de sangue - história do pensamento racial"




sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro se chama Allende

No dia 11 de setembro de 1973, o presidente do Chile, Salvador Allende, foi
assassinado na sede do governo, durante o golpe de Estado liderado pelo
general Augusto Pinochet, com apoio declarado do governo dos Estados Unidos.
Em seu discurso derradeiro, Allende pede ao povo chileno que aproveite a
lição: “o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o
clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição”.

“Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a
vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas
palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral
para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe
titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o
senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua
fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor
geral dos carabineros.

Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores: Não vou renunciar!
Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao
povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à
consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada
definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém
os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a
fazem os povos.

Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre
tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete
de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a
Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês,
quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos
à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição,
que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya,
vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres,
reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa
que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.
Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que
continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações
profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma
sociedade capitalista. Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram
sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual,
àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há
tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando
as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio
daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia
os julgará.

Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz
não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre
estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno
que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O
povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode
humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino. Superarão
outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende
impor-se. Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes
alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade
melhor.

Viva o Chile! Viva o povo! Viva os trabalhadores! Estas são minhas últimas
palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a
certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a
covardia e a traição.”

FONTE:http://rsurgente.opsblog.org/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Grito dos Excluídos

Sete de Setembro

Quando chega o 7 de Setembro lembramos a independência do Brasil feita por d. Pedro, príncipe regente, quando da partida de seu pai, o rei d. João VI, 1821, de volta à Portugal. O rei havia raspado os cofres nacionais. O novo país nascia falido. Faltavam dinheiro, soldados, navios, armas e munição para sustentar a guerra contra os portugueses, que se prenunciavam longa e sangrenta. Por outro lado, a vida social era e é um enorme fosso entre a elite e os pobres. A população era pobre e carente de tudo, que vivia à margem de qualquer oportunidade em uma economia agrária e rudimentar, dominada pelo latifúndio e pelo tráfico negreiro. O medo de uma rebelião dos cativos assombrava a elite rural.
As perspectiva de fracasso, portanto, pareciam bem maiores do que as de sucesso. O Brasil conseguiu manter a integridade de seu território e se firmar como nação independente por uma notável combinação de sorte, acaso, improvisação, e também de sabedoria de algumas lideranças incumbidas de conduzir os destinos do nosso país naquela época de instabilidade.
Hoje, após 188 anos, vemos uma redução da pobreza e da concentração de renda diminuir em razão de políticas sociais que não foram implementadas nestes oitos anos mas antes e também devido as circunstâncias do cenário internacional. Com isso fez com que o Brasil não fosse atingido pela crise financeira e mantesse a estabilidade.
Os donos do trono brasileiro desde os tempos da colônia da rainha Maria I ao herdeiro dom Luiz de Orleans e Bragança depois de implantado o sistema republicano por meio de um golpe militar foi bem diferente do que fizeram os bolcheviques quando derrubaram o império czarista em 1917. A família imperial brasileira atualmente tem dois ramos: o de Vassouras e o de Petrópolis. O de Vassouras é chefiado por d. Luiz de Orleans e Bragança (tatara neto de d.Pedro I), 70 anos, e herdeiro direto da coroa se for restaurada a monarquia, pois é o titular da Casa Imperial Brasileira. O ramo de Petrópolis tem como titular o príncipe Dom Pedro Carlos de Orleans e Bragança, 63 anos. Nos anos 40 do século XX houve uma divisão de bens e a taxa cobrada paga ao Brasil ficou com o ramo de Petrópolis, nada sobrando para o ramo de Vassouras. Dom Luiz nega esse acordo e diz que se trata de uma questão complicada que foi instituído pela coroa portuguesa quando as terras coloniais do Brasil pertenciam a Portugal.
Tyrone
Historiador

08:45-DESFILE DE 7 DE SETEMBRO
Acesse aqui para assistir: TV BRasil

Casa Imperial Brasileira

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Templo de Salomão

O Xadrez das Cores





Portal GloboRadio e Planeta Voluntários iniciam parceria virtual

A Solidariedade Toca Aqui...

Portal GloboRadio e Planeta Voluntários iniciam parceria virtual

O Portal GloboRadio criou uma rádio exclusiva para o site planeta voluntários com músicas de artistas engajados ou com mensagens por um mundo melhor. Na lista estão U2, Gilberto Gil, Michael Jackson entre outros artistas. O objetivo é criar uma trilha sonora temática para quem navega no site entrar no clima das causas sociais. O banner do Portal também vai ter um destaque especial no planeta voluntários e vice-versa.

O Portal GloboRádio reúne as rádios tradicionais Beat98, CBN, BHfm e Rádio Globo, além de outras 40 emissoras temáticas e as online Multishow FM, Globo FM, Rádio GNT e Rádio Zona de Impacto. Assim, os internautas acessam notícias, especiais musicais , promoções e interagem com as emissoras pelas redes sociais.

O Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009 por iniciativa do empresário Marcio Demari, da empresa Demari & Ferreira, sediada em Londrina, Paraná, no Brasil, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que levará o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda;a missão é a de conectar pessoas, que, através da transformação pessoal e social, destinam-se a construir uma solução justa, pacífica e sustentável para o mundo, refletindo a unidade de toda a humanidade. O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.

PLANETA VOLUNTÁRIOS

Porque ajudar faz bem !

A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil


Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

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Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui