sábado, 30 de janeiro de 2010

Mundo contemporâneo

Interessante o programa Roda Viva da TV Cultura às 22:00 nesta segunda-feira (1º de fevereiro) Entrevista com Robert Castel, sociólogo francês e falará sobre o desembrego estrutural no mundo de hoje.



Num mundo regido pelas leis de mercado, como é possível proteger as pessoas do desemprego e da exclusão social?

Os desempregados do mundo contemporâneo sofrem não só com a perda de seus salários, mas também com a perda de relacionamentos sociais e até de vínculos familiares, especialmente diante da demora ou da falta de perspectiva de se conseguir um novo trabalho.

Robert Castel é um observador acurado das mudanças que o mundo globalizado vem provocando nos últimos 30 anos. Estudioso das questões sociais, ele coloca em discussão os efeitos da globalização na vida das pessoas. Seus textos, hoje, compõem uma ampla análise sobre as alterações que ocorreram principalmente nas relações trabalhistas e nos efeitos que a nova realidade do mercado de trabalho provocou nas relações sociais.

Na observação de Castel, a instabilidade econômica no mundo e o medo do desemprego se tornaram grandes preocupações e elas afetam fundamentalmente as relações entre indivíduos.

Participam como convidados entrevistadores:
Gilson Schwartz, professor da Escola de Comunicaão e artes da USP; Norma Couri, correspondente da revista portuguesa Visão; Ricardo Antunes, professor da Sociologia do Trabalho da Unicamp e Ivan Marsiglia, editor do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo.

Twitters no estúdio: Marcelo Rafael, jornalista; Bárbara Vidal Aguiar, estudante de jornalismo da PUC/SP e Amadeu Porto Neto, administrador de empresas.

Apresentação: Paulo Markun

O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FSM2010 - página na internet


Assista ao video FSM2010 ou acompanhe todas as atividades que ocorrerão por aqui na Grande Porto Alegre.

FSM-2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

FSM 2010 - coletiva de imprensa

Hoje no final da manhã a Assembleia Legislativa estava cheia de jornalistas de vários cantos do país e do mundo. Era a entrevista coletiva com membros do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial 10 Anos – Grande Porto Alegre.

Contou com a presença de Ivar Pavan (PT/RS), Presidente da Assembleia Legislativa/RS, Oded Grajew, da Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania, (Cives); Francisco Whitaker, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, (CBPJ); Celso Woyciechowski, da Central Única dos Trabalhadores, (CUT) pela organização estadual; e Lelio Falcão, da Força Sindical e do comitê Porto Alegre : da direita para a esquerda na foto abaixo.
A seguir texto da repórter Luana Lourenço da Agência Brasil presente no local sobre o evento que acontece manhã até 29 de janeiro!!
OBS. créditos da imagem e texto a seguir no final desta postagem.


Dez anos depois, “outro mundo ainda é possível”, diz criador do Fórum Social Mundial

Brasília - Dez anos depois da primeira edição do Fórum Social Mundial, em 2001, a proposta de “um outro mundo possível”, criada em contraposição ao avanço do neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico de Davos ainda é atual. A análise é do empresário Oded Grajew, considerado “pai” do FSM.

“Mais do que nunca um outro mundo é possível. Há dez anos o modelo neoliberal estava no auge, o Meném [Carlos Menén, ex-presidente da Argentina] era recebido como modelo a ser seguido. Hoje o quadro político mudou, principalmente na América Latina. Vários frequentadores do fórum estão hoje nos governos”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Em dez anos, na avaliação de Grajew, o fórum conseguiu emplacar ideias que se transformaram em políticas públicas e chegou a apresentar as fórmulas para que países saíssem da crise financeira internacional. “Vários países que se salvaram da crise seguiram propostas e recomendações do fórum, como o controle do sistemas financeiro e o fortalecimento da economia no mercado interno”, citou.

O legado do maior encontro de movimentos sociais do planeta também inclui a criação de “uma sociedade civil global”, que fez o FSM “se espalhar pelo mundo”, segundo Grajew, e garante a atuação da sociedade civil em espaços de decisão como as reuniões do G-8 e a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Uma década depois da primeira edição, Grajew reconhece que o fórum é visto com menos preconceito pela sociedade, que considerava o encontro esvaziado de propostas concretas. “Quando começou não era levado a sério, era visto com um lugar de gente que só sabe protestar. Hoje é muito mais levado a sério. Não significa que ficou menos revolucionário, as propostas são muito avançadas.”

Com o enfraquecimento das políticas neoliberais, o fórum tende a concentrar as críticas e reflexões em novos temas, principalmente a sustentabilidade.

“O outro mundo possível se torna cada vez mais urgente. A questão ambiental é uma ameaça. Temos que ter outro modelo de produção, de consumo e outra relação com a natureza”, lista.

Segundo Oded Grajew, entre os desafios do FSM para os próximos anos também está a necessidade de mudanças nos sistemas de financiamentos de governos.

O FSM 10 anos começa na próxima segunda-feira (25) e vai até o dia 29, com cerca de 500 atividades em Porto Alegre e em municípios da região metropolitana da capital gaúcha. A expectativa é que 30 mil pessoas passem pelo megaevento durante a semana.


Edição: Lílian Beraldo

Fonte: Agência Brasil
Fonte iconográfica: Guerreiro / Agência da Assembleia Legislativa/RS

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Haiti II

A tragédia dos haitianos

*Beatriz Fagundes

O reino do desespero, da violência, da fome e da morte parecia já ser o inferno na Terra, situado sobre uma falha geológica.



O terror será maior para o povo haitiano a partir do momento que sua dantesca tragédia se tornar banal no noticiário e a atenção internacional for deslocada para outro acontecimento novinho em folha! Afinal, eles são pobres e principalmente negros. O Haiti foi a primeira república negra das Américas, a segunda no continente, depois dos Estados Unidos, pois há 226 anos, após um levante dos escravos, motivados pela Revolução Francesa, foi abolida a escravidão. O herói da independência, Toussaint L'Overture, foi preso pelas tropas de Napoleão e enviado à França, onde morreu. Os colonizadores brancos, os franceses, incendiaram as plantações da ilha durante a rebelião, condenando o novo país independente a miséria.

O racismo que imperou e, convenhamos, ainda impera, impediu as relações internacionais nos séculos 19 e 20. Estamos diante de uma tragédia continuada e implacável. Dizem até que o Haiti é vitima de maldição. No século 20 os pobres haitianos conviveram com o terrorismo de Estado, produzido pelo sanguinário e corrupto, François Duvalier, o Papa Doc, que chegou ao poder em 1957, declarou-se presidente perpétuo, permanecendo ditador até sua morte, em 1971, com apoio da sua polícia assassina, os tontons macoutes (bichos-papões). Após a sua morte foi sucedido por seu filho, Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que manteve a ditadura com corrupção e violência: decretou lei marcial, censurou a imprensa, fechou universidades. Corrupto e assassino como o pai. Ele caiu em 1986. O sonho de um novo tempo, comandado por Bertrand Aristide, acabou em 2004, quando ele foi retirado do poder por tropas americanas e francesas, pois a fome e a violência estavam desintegrando o país. Noventa por cento da população não tem emprego e renda. As forças de paz da ONU, integrada pelas tropas brasileiras, nunca conseguiram eliminar as gangues que mantêm cerca de nove milhões de cidadãos sob o jugo do narcotráfico, já que o país é rota para enviar drogas para os norte-americanos e Europa. O mundo se espantou no ano passado ao tomar conhecimento do ?Té?, um biscoito feito por mulheres desesperadas que coletam restos de construção e misturam com água e manteiga em tinas de plástico e metal velhas e sujas. Na falta da manteiga, resta apenas o barro e água. Raras vezes põem sal, produto de luxo de barro, água e manteiga. Crianças comem o biscoito de barro ao longo do dia para ?espantar a fome?. No país, a mortalidade infantil chega a atingir 60% das crianças menores de cinco anos. O reino do desespero, da violência, da fome e da morte parecia já ser o inferno na Terra. Situado sobre uma falha geológica entre duas placas tectônicas, entre as quais vinha se acumulando energia há pelo menos 250 anos, era apenas uma questão de tempo, segundo especialistas. Nos ocorre lembrar trechos do poema O Navio Negreiro ? Castro Alves: ?Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo as tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães... A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece...Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!..Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?!?

*Beatriz Fagundes é jornalista, comanda um programa diário da rádio Pampa AM aqui em Porto Alegre e uma coluna no jornal O SUL.
OBS. Este texto foi publicado no O SUl dia 15/01/2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Haiti




A necessária solidariedade brasileira no Haiti

 
Como sabemos, uma tragédia se abateu sobre o Haiti. Além das décadas de ditadura e de conflitos, teve de enfrentar um rigoroso terremoto, que vitimou dezenas de milhares de pessoas e arruinou o país. Uma tragédia que, sem uma ação rápida forte, tem todos os ingredientes para se transformar em uma catástrofe humana.
O Brasil, já engajado no processo de paz no Haiti, respondeu imediatamente com envio de ajuda humanitária, e será um dos líderes do processo de reconstrução do país. Entretanto, o que é uma mostra da vitalidade e solidariedade do governo e do povo brasileiro, tem ensejado leituras distorcidas a respeito da ajuda internacional.
Infelizmente, setores da imprensa ensaiaram um argumento, acerca das respostas dadas pelo governo federal às tragédias que se abateram em vários pontos do Brasil em razão das enchentes provocadas pelas chuvas. Sobretudo os representantes da imprensa gaúcha em Brasília costumam utilizar signos e códigos farroupilhas que ainda estão flutuando no imaginário regional acerca das relações com o governo Federal. Tal como no Império, estamos a pedir mais recursos, que não vem na contrapartida do nosso trabalho e contribuição da nação. Assim, os nossos flagelados teriam sua ajuda desviada para um país distante.
Entretanto, o argumento de que a ajuda internacional desvia necessários recursos internos de um país pobre é descabido. O Brasil não é um país pobre. O problema é a injustiça social e a desigualdade de renda, que se reflete na nossa cultura, nas nossas instituições e na nossa formação econômica.
O Brasil vem crescendo diplomaticamente nos últimos anos, e o país está se constituindo um interlocutor cada vez mais requisitado nos fóruns internacionais. A ajuda brasileira é condizente com o papel que o Brasil vem tendo no sistema internacional. Todos os países que tem essa força e influencia devem contribuir para com a paz, a segurança, a estabilidade e desenvolvimento, tanto do ponto de vista político, quanto econômico e, inclusive, militar. O Brasil tem uma responsabilidade maior que outros países sobre o Haiti, pois é o responsável pelas tropas que procuram construir a paz num país devastado pelos conflitos. Tem feito isso com dificuldades, mas foi, depois de diversas experiências, a missão da ONU mais bem sucedida no Haiti.
Há um grande risco que a frágil estabilidade alcançada no Haiti se desestruture rapidamente, o que exigiria do Brasil e outros países um rápido aumento da ajuda e de contingentes militares. Os próprios militares que já atuam no Haiti ficariam em uma situação de vulnerabilidade, devido à instabilidade social e ao desvio de suas funções originais.
Assim, a política externa brasileira está em consonância com o poder e a representatividade do Brasil no sistema internacional. E a isso devemos nos acostumar, depois de tanto tempo com uma baixa auto-estima nacional. Cada vez mais a bandeira e a solidariedade do Brasil estará presente em lugares distantes geograficamente, mas muito próximos de nós nos sonhos e nas vicissitudes. Enfim, a mesquinharia comparativa não condiz nem com o próprio imaginário farroupilha, adepto do espírito solidário.

André Luiz Reis da Silva
Professor de Relações Internacionais da UFRGS e professor da Pós-Graduação da FAPA

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mudanças climáticas.

Domingo, no final da noite, o programa "Canal Livre" que é um Talk show , entrevistou o meteorologista e professor de Climatologia e Mudanças Climáticas da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion. Segundo este estudioso no tema, eventos severos de tempo sempre acaonteceram no passado, vão continuar acontecendo e eles vão ser mais catastróficos a medida que a população cresce.
O CO2 não é vilão. O CO2 é o gás da vida. Nós dependemos dele. Os estudos agronômicos mostram que quando dobramos a quantidade de CO2 nos ensaios a produtividade de milho, soja até cana de açúcar cresce em média de 30 a 50%. Portanto, dizer que o CO2 é poluente é falso. E a marcha do clima é controlada por fatores que não são controlada pelo homem.
O CO2 não interfere no clima global. Quer dizer com isso que não devamos conservar o ambiente. A medida que a população cresce, a conservação ambiental é importante. A mudança de hábito de consumo é importante. Nos podemos economizar àgua, energia tudo isso ajuda a ter uma vida mais fácil. Mas independente que se explica ou não a conservação ambiental é importante.

Esse é um testemunho da realidade, mas existe outro explicando que precisamos aceitar o aquecimento glogal. Beatriz Fagundes e jornalista é e tem um programa de opinião entretenimento e informação de segunda a sábado das 9h às 12h na rádio Pampa AM que também pode ser ouvir pela internet através do site

Mudanças climáticas.



O Brasil deve perder R$ 3,6 trilhões nos próximos quarenta anos em função do clima.




Precisamos aceitar a realidade da mudança dramática no clima da Terra. Não se trata de uma questão ideológica, ou de negar que, ao longo da história, o homem sempre conviveu com enchentes. O Vale dos Reis desde sempre dependeu das inundações do rio Nilo ? processo natural que garante a produção de alimentos na terra dos faraós. O World Almanac registra que em todo o século XIX ocorreram três grandes inundações que vitimaram cerca de mil pessoas. No século passado, até agosto de 1996, oitenta e duas grandes inundações foram registradas em diversos continentes, produzindo mais de quatro milhões de mortos. Não temos registros após o ano 2000, porém a memória recente de grandes episódios de enchentes devastadoras, inclusive tsunamis, torna evidente que o número de mortos e os prejuízos econômicos vêm se acumulando em um crescendo incontrolável.

O relatório Economia das Mudanças do Clima no Brasil, realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por cientistas das principais instituições de pesquisa do País (USP, INPE, UFRJ, UFMG, IPEA, CNPq, BNDES, entre outras), alertou que o Brasil deve perder R$ 3,6 trilhões nos próximos quarenta anos em decorrência do clima. Eis aqui o grande dilema humano. Calculamos o prejuízo econômico geral negando as tragédias individuais. Vivemos na mais descarada e descompromissada civilização descartável. Por um momento podemos imaginar o desespero das famílias que estão vendo suas casas demolidas em áreas de risco. Casas muitas vezes construídas com extrema dificuldade e com o apoio dos técnicos das prefeituras.

A única coisa que liga os seres individualistas, iconoclastas e niilistas que abundam por esses dias entre nós é a produção. Para tanto, exploramos de forma vertiginosa a natureza. Já não é segredo a escassez de recursos naturais dos países ricos, portanto é através da produção que eles se apropriam dos bens naturais dos países pobres. São necessários 1.650 litros de água para produzir 1 kg de soja, 1.900 para 1 kg de arroz, 3.500 para 1 kg de aves e 15 mil para 1 kg de carne bovina. O mesmo ocorre com produtos industrializados. São 10 litros de água para 1 de gasolina, 95 para 1 kg de aço, 324 para 1 kg de papel e 600 litros para 1 kg de cana-de-açúcar voltada para a produção de etanol. Fica claro que o dinheiro encontrou uma forma eficiente e limpa de importar a preciosa água, cuja escassez já se anuncia nos meios acadêmicos. O tempo enlouqueceu. Literalmente. Enchentes, ondas de calor intenso, nevascas. A mudança climática pode mudar a distribuição geográfica dos vetores de doenças, incluindo insetos que espalham a malária e a dengue. Todos esses problemas de saúde já ocorrem em larga escala, e estão grandemente concentrados nos países em desenvolvimento e são de controle difícil. Os céticos insistem em negar a realidade, pois ainda não foram diretamente atingidos pelas consequências do desequilíbrio no clima. Perguntem aos produtores da região de Agudo, que perderam em poucas horas a luta de toda uma vida nas plantações ou na criação de gado, porcos, aves, como se sentem diante da fatalidade. Perguntem a cada homem ou mulher vítimas do descontrole climático qual a sensação de assistir impotente o fruto de anos de labuta transformado em pesadelo. Não podemos retroceder ao século dezoito, nem queremos. Precisamos encontrar um meio de convivência com as regras do planeta.

Por último, olhe para a parafernália eletrônica a sua volta e saiba que, conforme a Scientific American Brasil, existem hoje entre 20 e 50 milhões de toneladas de sucata eletrônica, cerca de quatro bilhões de celulares, cuja ?vida? em média é de dezoito meses. Aprenda que o tempo de vida útil de um computador é de três anos, que é necessária 1,8 tonelada de materiais para a construção de um único computador. Em 2007 o número de computadores obsoletos era de quinhentos milhões de aparelhos. Apenas 10% dos computadores são reciclados. Sem contar com os pneus, eletrodomésticos, baterias etc.

Precisamos refletir e temos pouco tempo para isso. É fundamental partir da teoria para a ação. Mas quem acredita? Dizem os especialistas que em 2020 acidente de trânsito será a principal causa de mortes no planeta. Pois é!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Museu Imperial


ARQUIVO HISTÓRICO DO MUSEU IMPERIAL
Freqüentado por estudantes, historiadores e pesquisadores em geral, o Arquivo reúne hoje uma coleção que alcança cerca de 250 mil documentos originais. Ideal para estudiosos que estão produzindo teses acadêmicas, roteiristas de minisséries e novelas para a TV, cineastas, escritores e até cenógrafos de escolas de samba, o forte do Arquivo Histórico do Museu Imperial são os documentos do século 19. Mas, dentro daquele espaço também podem ser encontrados registros históricos que vão desde o século 13 até o início do 20.

Outra valiosa contribuição para a memória do país é o precioso conjunto de fotografias que recupera parte da história visual do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis desde o início da fotografia.

Rua da Imperatriz, 220 Centro – Petrópolis - RJ - CEP 25.610-320
Fonte: Museu Imperial
http://www.museuimperial.gov.br/

NOTÍCIA
Quinta-feira, 07/01/2010

O caso aconteceu há seis anos no museu de Petrópolis, mas a demissão só saiu agora. A coroa pertenceu a Dom Pedro Segundo e tem 639 brilhantes. É a peça mais importante do Museu Imperial.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FSM 2010


No ano em que celebrará 10 anos de seu processo, o Fórum Social Mundial não terá um evento global único e centralizado. Em 2010, o FSM se dará de forma permanente ao longo de todo o ano, através de eventos e atividade em várias partes do mundo. Será um ano em que as atenções do processo do FSM estarão especialmente voltadas para o tema da crise global, compreendida em suas várias dimensões – econômica, ambiental, política, social, cultural, alimentar, civilizatória.

Estão abertas as inscrições para o Fórum Social Mundial 10 anos – Grande Porto Alegre, que ocorre de 25 a 29 de janeiro. As atividades acontecem em Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga e na Capital. A inscrição pode ser feita até 15 de janeiro pelo site. O valor de R$ 20,00 a ser cobrado servirá para custear os materiais que serão entregues no credenciamento.

Kpomassé, Madri, Praga, Salvador e Porto Alegre estão entre as cidades que darão início às celebrações dos 10 anos do processo do Fórum Social Mundial em 2010. O calendário de eventos começará na Grande Porto Alegre, com o I Fórum Social e a I Feira Mundial de Economia Solidária, de 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria. Logo depois, no dia 25, terá início o Fórum Social 10 anos Grande Porto Alegre. Na mesma região acontecerá também, de 26 a 28 de janeiro, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação em São Leopoldo. Ainda no Brasil, Salvador receberá de 29 a 31 o Fórum Social Temático da Bahia.

Na cidade de Kpomassé, no Benin (África), acontecerá, de 28 a 31 de janeiro, o II Fórum Social Local do Atlântico, cujo tema será “os impactos das crises financeira e alimentar mundiais na agricultura africana: respostas e alternativas cidadãs”. Cerca de 1500 participantes são esperados. A primeira edição do evento reuniu 1200 pessoas, em 2008, na cidade de Allada. Dentre os objetivos principais do FSLA está “a defesa das posições e estratégias das diferentes organizações sociais para lutar contra os efeitos das políticas econômicas neoliberais, e a consolidação da articulação entre os movimentos sociais locais e o Fórum Social Africano para responder às expectativas do FSM 2011 em Dacar”.

No continente europeu, dois eventos irão acontecer em janeiro: de 28 a 31 será realizado o Fórum Social Mundial Madri 2010, no E.P.A. Patio Maravillas. Essa será a terceira edição do evento na capital espanhola. Entre os temas que serão discutidos estarão: crise e alternativas globais; meio-ambiente; energia e clima; Europa; América Latina; Ásia e África; economia social e comércio justo; educação; saúde; movimentos sociais; feminismo; migrações; lutas sindicais; Estado e lutas políticas; e memória histórica. Já na República Tcheca, três cidades irão receber o Fórum Social Tcheco, nos dias 29 e 30 de janeiro: Praga, Brno, e Usti nad Labem. A programação do evento inclui seminários, workshops, manifestações e eventos culturais durante a noite.



Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre


Já estão confirmadas as mesas e alguns nomes de palestrantes do Seminário Internacional “10 Anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível”, que acontecerá dentro da programação do Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro. Entre os nomes já confirmados/as estão Boaventura de Souza Santos (Portugal), David Harvey (EUA), Francisco Whitaker (Brasil), João Pedro Stédile (Brasil), Diana Senghor (Senegal), Immanuel Wallerstein (EUA), Samir Amin (Egito), Christophe Aguitton (França) e Virgínia Vargas (Peru).

As atividades do seminário acontecerão sempre pela manhã, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Confira abaixo a programação das mesas de debate:

Dia 25/01, quinta-feira:
“Fórum Social Mundial – Balanço de 10 anos”

Dia 26/01, sexta-feira:
“Conjuntura mundial hoje”

Dia 27/01, sábado:
“Elementos de uma nova agenda I”

Dia 28/01, domingo:
“Elementos de uma nova agenda II”

Dia 29/01, segunda:
“Sistematização das grandes questões e contribuição para o processo Fórum Social Mundial”

Além do seminário, a programação do Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre inclui ainda as atividades auto-gestionadas, que acontecerão sempre à tarde, e a décima edição do Acampamento Internacional da Juventude, que desta vez acontecerá em Novo Hamburgo e cujas inscrições acontecem de 1º a 31/12, através do site http://www.acampamentofsm.org.br. As inscrições das atividades auto-gestionadas serão feitas diretamente com o comitê organizador de cada um dos municípios participantes (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga) em prazo a ser divulgado em breve.

Outros eventos ocorrerão na região no mesmo período. De 22 a 29 de janeiro, será realizado, em Santa Maria e em Canoas, o I Fórum Social e a I Feira Mundial de Economia Solidária e, de 26 a 28, em São Leopoldo, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação. O Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre faz parte do processo do Fórum Social Mundial 2010, que acontecerá de forma descentralizada, com eventos e atividades ao longo de todo ano em várias partes do mundo.




Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre
Quando: 25 a 29 de janeiro
Onde: Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga – RS – Brasil
Contato: fsm2010@yahoo.com.br

Acampamento Internacional da Juventude

Quando: 18 a 28 de janeiro
Onde: Novo Hamburgo – RS – Brasil
Contato: gtmobilizaçãofsm2010@acampamentofsm.org
Site: http://www.acampamentofsm.org.br

I Fórum Social e I Feira Mundial de Economia Solidária
Quando e onde: 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria; e 25 a 29 de janeiro, em Canoas – RS – Brasil.
Site: http://www.fsmecosol.org.br
Contato: ecosol@fsmecosol.org.br

Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Quando: 26 a 28 de janeiro
Onde: São Leopoldo - RS
Contato: permanentsecretariat@wftl.org

Fonte: página do FSM

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

charge

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui