sábado, 25 de abril de 2009

Eric Hobsbawm

Muito interessante...

Socialismo fracassou, capitalismo quebrou: o que vem a seguir?

Seja qual for o logotipo ideológico que adotemos, o deslocamento do mercado livre para a ação pública deve ser maior do que os políticos imaginam. O século XX já ficou para trás, mas ainda não aprendemos a viver no século XXI, ou ao menos pensá-lo de um modo apropriado. Não deveria ser tão difícil como parece, dado que a idéia básica que dominou a economia e a política no século passado desapareceu, claramente, pelo sumidouro da história. O que tínhamos era um modo de pensar as modernas economias industriais – em realidade todas as economias -, em termos de dois opostos mutuamente excludentes: capitalismo ou socialismo.

Conhecemos duas tentativas práticas de realizar ambos sistemas em sua forma pura: por um lado, as economias de planificação estatal, centralizadas, de tipo soviético; por outro, a economia capitalista de livre mercado isenta de qualquer restrição e controle. As primeiras vieram abaixo na década de 1980, e com elas os sistemas políticos comunistas europeus; a segunda está se decompondo diante de nossos olhos na maior crise do capitalismo global desde a década de 1930. Em alguns aspectos, é uma crise de maior envergadura do que aquela, na medida em que a globalização da economia não estava então tão desenvolvida como hoje e a economia planificada da União Soviética não foi afetada. Não conhecemos a gravidade e a duração da atual crise, mas sem dúvida ela vai marcar o final do tipo de capitalismo de livre mercado iniciado com Margareth Thatcher e Ronald Reagan.

A impotência, por conseguinte, ameaça tanto os que acreditam em um capitalismo de mercado, puro e desestatizado, uma espécie de anarquismo burguês, quanto os que crêem em um socialismo planificado e descontaminado da busca por lucros. Ambos estão quebrados. O futuro, como o presente e o passado, pertence às economias mistas nas quais o público e o privado estejam mutuamente vinculados de uma ou outra maneira. Mas como? Este é o problema que está colocado diante de nós hoje, em particular para a gente de esquerda.

Ninguém pensa seriamente em regressar aos sistemas socialistas de tipo soviético, não só por suas deficiências políticas, mas também pela crescente indolência e ineficiência de suas economias, ainda que isso não deva nos levar a subestimar seus impressionantes êxitos sociais e educacionais. Por outro lado, até a implosão do mercado livre global no ano passado, inclusive os partidos social-democratas e moderados de esquerda dos países do capitalismo do Norte e da Australásia estavam comprometidos mais e mais com o êxito do capitalismo de livre mercado.

Efetivamente, desde o momento da queda da URSS até hoje não recordo nenhum partido ou líder que denunciasse o capitalismo como algo inaceitável. E nenhum esteve tão ligado a sua sorte como o New Labour, o novo trabalhismo britânico. Em suas políticas econômicas, tanto Tony Blair como Gordon Brown (este até outubro de 2008) podiam ser qualificados sem nenhum exagero como Thatchers com calças. O mesmo se aplica ao Partido Democrata, nos Estados Unidos.

A idéia básica do novo trabalhismo, desde 1950, era que o socialismo era desnecessário e que se podia confiar no sistema capitalista para fazer florescer e gerar mais riqueza do que em qualquer outro sistema. Tudo o que os socialistas tinham que fazer era garantir uma distribuição eqüitativa. Mas, desde 1970, o acelerado crescimento da globalização dificultou e atingiu fatalmente a base tradicional do Partido Trabalhista britânico e, em realidade, as políticas de ajudas e apoios de qualquer partido social democrata. Muitas pessoas, na década de 1980, consideraram que se o barco do trabalhismo não queria ir a pique, o que era uma possibilidade real, tinha que ser objeto de uma atualização.

Mas não foi. Sob o impacto do que considerou a revitalização econômica thatcherista, o New Labour, a partir de 1997, engoliu inteira a ideologia, ou melhor, a teologia, do fundamentalismo do mercado livre global. O Reino Unido desregulamentou seus mercados, vendeu suas indústrias a quem pagou mais, deixou de fabricar produtos para a exportação (ao contrário do que fizeram Alemanha, França e Suíça) e apostou todo seu dinheiro em sua conversão a centro mundial dos serviços financeiros, tornando-se também um paraíso de bilionários lavadores de dinheiro. Assim, o impacto atual da crise mundial sobre a libra e a economia britânica será provavelmente o mais catastrófico de todas as economias ocidentais e o com a recuperação mais difícil também.

É possível afirmar que tudo isso já são águas passadas. Que somos livres para regressar à economia mista e que a velha caixa de ferramentas trabalhista está aí a nossa disposição – inclusive a nacionalização -, de modo que tudo o que precisamos fazer é utilizar de novo essas ferramentas que o New Labour nunca deixou de usar. No entanto, essa idéia sugere que sabemos o que fazer com as ferramentas. Mas não é assim.

Por um lado, não sabemos como superar a crise atual. Não há ninguém, nem os governos, nem os bancos centrais, nem as instituições financeiras mundiais que saiba o que fazer: todos estão como um cego que tenta sair do labirinto tateando as paredes com todo tipo de bastões na esperança de encontrar o caminho da saída.

Por outro lado, subestimamos o persistente grau de dependência dos governos e dos responsáveis pelas políticas às receitas do livre mercado, que tanto prazer lhes proporcionaram durante décadas. Por acaso se livraram do pressuposto básico de que a empresa privada voltada ao lucro é sempre o melhor e mais eficaz meio de fazer as coisas? Ou de que a organização e a contabilidade empresariais deveriam ser os modelos inclusive da função pública, da educação e da pesquisa? Ou de que o crescente abismo entre os bilionários e o resto da população não é tão importante, uma vez que todos os demais – exceto uma minoria de pobres – estejam um pouquinho melhor? Ou de que o que um país necessita, em qualquer caso, é um máximo de crescimento econômico e de competitividade comercial? Não creio que tenham superado tudo isso.

No entanto, uma política progressista requer algo mais que uma ruptura um pouco maior com os pressupostos econômicos e morais dos últimos 30 anos. Requer um regresso à convicção de que o crescimento econômico e a abundância que comporta são um meio, não um fim. Os fins são os efeitos que têm sobre as vidas, as possibilidades vitais e as expectativas das pessoas.

Tomemos o caso de Londres. É evidente que importa a todos nós que a economia de Londres floresça. Mas a prova de fogo da enorme riqueza gerada em algumas partes da capital não é que tenha contribuído com 20 ou 30% do PIB britânico, mas sim como afetou a vida de milhões de pessoas que ali vivem e trabalham. A que tipo de vida têm direito? Podem se permitir a viver ali? Se não podem, não é nenhuma compensação que Londres seja um paraíso dos muito ricos. Podem conseguir empregos remunerados decentemente ou qualquer tipo de emprego? Se não podem, de que serve jactar-se de ter restaurantes de três estrelas Michelin, com alguns chefs convertidos eles mesmos em estrelas. Podem levar seus filhos à escola? A falta de escolas adequadas não é compensada pelo fato de que as universidades de Londres podem montar uma equipe de futebol com seus professores ganhadores de prêmios Nobel.

A prova de uma política progressista não é privada, mas sim pública. Não importa só o aumento do lucro e do consumo dos particulares, mas sim a ampliação das oportunidades e, como diz Amartya Sen, das capacidades de todos por meio da ação coletiva. Mas isso significa – ou deveria significar – iniciativa pública não baseada na busca de lucro, sequer para redistribuir a acumulação privada. Decisões públicas dirigidas a conseguir melhorias sociais coletivas com as quais todos sairiam ganhando. Esta é a base de uma política progressista, não a maximização do crescimento econômico e da riqueza pessoal.

Em nenhum âmbito isso será mais importante do que na luta contra o maior problema com que nos enfrentamos neste século: a crise do meio ambiente. Seja qual for o logotipo ideológico que adotemos, significará um deslocamento de grande alcance, do livre mercado para a ação pública, uma mudança maior do que a proposta pelo governo britânico. E, levando em conta a gravidade da crise econômica, deveria ser um deslocamento rápido. O tempo não está do nosso lado.

Artigo publicado originalmente no jornal The Guardian

Tradução do inglês para o espanhol: S. Segui, integrante dos coletivos Tlaxcala, Rebelión e Cubadebate.

Tradução do espanhol para o português: Katarina Peixoto

Rusga no Supremo

Li e repasso... enquete interessante.


O que você achou da contenda entre os ministros do Supremo Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa?

Para participar clique aqui

“Beyond Citizen Kane”

Este “Documentário Brasileiro - BBC Londres - Brasil, Globo - Muito Além Do Cidadão Kane disponível no YouTube.
Para fazer o download do e-mule:

http://www.emule-project.net/

http://www.baixaki.com.br/download/emule.htm

superdownloads.uol.com.br/download/139/emule/

É um vídeo grande (quase 800 Mb), mas fácil de encontrar e fazer o download.

1ªparte



2ªparte


3ªparte


4ªparte



5ªparte

6ªparte

7ªparte

8ªparte

9ªparte

Cacho de Notícias

Li e repasso...
RS: Fórum Social Mundial ocorrerá em seis cidades gaúchas no ano que vem
SEIS cidades gaúchas vão receber o Fórum Social Mundial no próximo ano: Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Campo Bom, Sapiranga e Novo Hamburgo./ O Fórum de 2010 será realizado simultaneamente em várias cidades de todo o mundo./ No caso da região metropolitana gaúcha, destaca-se o seminário internacional de avaliação do Fórum e debates sobre a crise, habitação, pobreza e economia.///

RS: Seminário lembra 20 anos do Orçamento Participativo
A Câmara de Vereadores de Porto Alegre realiza neste sábado, dia 25, um seminário para lembrar os VINTE anos do Orçamento Participativo./ A atividade inicia às OITO E MEIA da manhã no Plenário Otávio Rocha e prossegue durante todo o dia./ Os painéis abordarão a importância da participação coletiva das organizações não-governamentais e da comunicação no OP./ As inscrições são gratuitas.///

Cuba não fará concessões, diz Fidel
O ex-presidente cubano FIDEL CASTRO afirmou que as declarações de seu irmão e atual presidente RAUL CASTRO foram mal interpretadas pelo governo dos Estados Unidos./ A secretaria de Estado HILLARY CLINTON havia declarado que RAUL e FIDEL possuíam opiniões divergentes e que Cuba estaria disposta a ceder a pressão dos Estados Unidos./ FIDEL declarou que o país não fará concessões e voltou a pedir o fim do embargo econômico dos Estados Unidos à Cuba.///

Obama apóia criação do Estado Palestino
O presidente dos Estados Unidos BARACK OBAMA reafirmou ONTEM que apóia a criação de um Estado palestino./ OBAMA afirmou que a solução para os conflitos no Oriente Médio passam pela coexistência de um Estado israelense e um Estado palestino./ OBAMA já havia manifestado esta posição há DUAS semanas em viagem à Turquia./ A criação de um Estado Palestino enfrenta resistências do novo governo israelense de extrema-direta.///

Kirchner quer trabalhadores no G20
A presidente da Argentina CRISTINA KIRCHNER quer que a Organização Internacional do Trabalho esteja na próxima reunião de cúpula dos VINTE países mais ricos do mundo./ KIRCHNER afirma que os trabalhadores precisam ter voz nos debates sobre a crise./ A presidente afirmou ainda que pedirá ajuda do presidente brasileiro para garantir a presença da OIT na reunião.///

Paraguai: Lugo anuncia reforma ministerial
O presidente paraguaio FERNANDO LUGO anunciou ONTEM a PRIMEIRA reforma ministerial de seu governo./ QUATRO ministérios sofreram alteração: Justiça, Educação, Indústria e Comércio e Agricultura./ As mudanças, porém, não alteram a composição de partidos no governo./ Os novos ministros e seus antecessores pertencem ao Partido Liberal Radical Autêntico.///

terça-feira, 21 de abril de 2009

Reconstrução da História do Brasil II

Encontrei no YouTube.

O Roda Viva entrevistou em 20/4/09 Carlos Guilherme Mota. Neste vídeo com os melhores momentos do programa, o historiador analisa a democracia brasileira, traça a origem da corrupção no país...

Professor: profissão de risco

Início de março o jornal da Record mostrou numa reportagem sobre o Professor. Muito interessante. Assisti à série mas até então não sabia que está no YouTube. Aí aproveito e faço a postagem destas reportagens para discussão.
1ªparte


2ªparte

3ªparte

4ªparte

5ªparte

6ªparte

sábado, 18 de abril de 2009

Reconstrução da História do Brasil

Roda Viva desta segunda estará bem interessante...

Carlos Guilherme Mota
Historiador

O historiador Carlos Guilherme Mota é autor de dezenas de livros, ensaios e artigos, nos quais revisa e interpreta a história do Brasil e apresenta a nova perspectiva do país como nação.

Em um trabalho acadêmico de mais de quatro décadas, Mota apresenta os acontecimentos e personalidades que marcaram os rumos e a construção das idéias brasileiras e revela em seus estudos a movimentação política e social do país, buscando o significado das raízes e a formação do povo.

Carlos Guilherme Mota discute as formas de pensamento e a ambiguidade do povo brasileiro, contrariando a idéia de que o país é manso, de língua única e sem contradições.

Ele analisa quem influenciou o povo brasileiro durante os mais de cinco séculos de história e diz que ainda existe um Brasil a ser descoberto.

Formado em história pela Universidade de São Paulo, onde seguiu carreira acadêmica até se tornar professor titular de história contemporânea, Carlos Guilherme Mota também dá aulas de história da cultura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie.

Participam como convidados entrevistadores:
Oscar Pilagallo, jornalista e autor do livro A Aventura do Dinheiro e da série "A História do Brasil no Século XX", da Publifolha; Claudio Lembo, advogado, ex-governador de São Paulo e secretário de negócios jurídicos da Prefeitura de São Paulo; Robinson Borges, editor do caderno de cultura do jornal Valor Econômico; Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo.
Twitters no estúdio: Lilian Starobinas, historiadora (http://twitter.com/liliansta) ; Robison Silva, estudante de história (http://twitter.com/robson_leandro); Cadu Simões, historiador (http://twitter.com/cadusimoes).
Fotógrafo convidado: Michell Zapa, designer (http://flickr.com/michellzappa)

Apresentação: Heródoto Barbeiro


Transmisão ao vivo, pela Internet, a partir das 17:30.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva

Vietnã a força dos ancestrais II

Uma aluna me informou que a série do Jornal da Record "Vietnã: a força dos ancestrais" encontra-se no YouTube este website extraordinário.

1ªparte


2ªparte


3ªparte


4ªparte


5ªparte


6ªparte

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vietnã a força dos ancestrais

Começa a nova série do Jornal da Record (sem fazer comercial) muito interessante sobre Vietnã: a força dos ancestrais. O repórter enviado Luiz Carlos Azenha revela os aspectos históricos, sociais e econômicos de uma país pequeno e uma população franzina.
Essa grande reportagem vai ao ar muitas vezes quase no final do telejornal.
Abs,

OEA investiga guerrilha do Araguaia

Li e repasso...
O Governo brasileiro será réu em ação da Corte Interamericana de Diretos Humanos sobre o desaparecimento de SETENTA pessoas durante a ditadura militar./ Camponeses e militantes do Partido Comunista do Brasil foram mortos em operação do exército brasileiro na região do Bico do Papagaio, entre Tocantins, Pará e Maranhão em 1974./ Os mortos e desaparecidos preparavam um foco militar de reação à ditadura na região que ficou conhecida como Guerrilha do Araguaia.

domingo, 12 de abril de 2009

Mensagem de Amor Emocionante

Vi e repasso... simplesmente muito bonito.
Mostra a história de um casal que se conhece, e por causa de um descuido da parte do namorado, a namorada acaba ficando cega. Ele se vê como culpado do acidente, e doa seus olhos para sua amada. Mas...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Demo Getschko no Roda Viva desta segunda

Muito interessante o Roda Viva desta segunda (13) às 22h10.

Demo Getschko
Engenheiro e diretor-presidente do NIC.br

A Internet começou no Brasil em 1991, e apenas no meio acadêmico com troca de mensagens e dados entre professores e alunos, mas não demorou pra conquistar novas fronteiras e vários outros usos. A rede ganhou importância na economia globalizada e sua utilidade é indiscutível, mas, atualmente, a Internet vive uma encruzilhada, com o avanço desenfreado e a insegurança que ameaça a navegação.

A partir de 1995, com a criação de browsers e sites, a internet possibilitou a navegação e a sua popularização. Na origem, a internet nasceu em um ambiente livre e cooperativo, com vários recursos grátis. Atualmente, além dela aproximar pessoas, informa e, cada vez mais, recebe informação de todos os internautas, deixando o usuário não mais com uma postura passiva.

No Brasil, ainda existe uma enorme exclusão digital, que impede que camadas sociais e regiões do país participem do que a Internet oferece. Mesmo para quem não usa computadores em casa ou no trabalho, a Internet está presente no cotidiano sem que elas percebam.

Demi Getschko é diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação(NIC.br), do Comitê Gestor da Internet no Brasil, e, até maio, integra a Diretoria da ICANN, entidade internacional responsável pelo controle do sistema de nomes e domínios na rede.

Participam como convidados entrevistadores:
Carlos Eduardo Lins Da Silva, Ombudsman da Folha de S. Paulo; Otávio Dias, editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo; Daniela Braun, editora-executiva do IDGNow!; Silvio Meira, cientista-chefe do Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) e professor-titular do Centro de Informática da UFPE(Universidade Federal De Pernambuco).

Apresentação: Heródoto Barbeiro

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quilombolas são ameaçados por fazendeiro na Bahia

Li e repasso...

Quilombolas da Comunidade Barra do Parateca, em Carinhanha, na Bahia, sofreram ameaças de morte por um fazendeiro da região. / No final de Março, um senhor de SETENTA E QUATRO anos e um adolescente de QUINZE anos foram intimidados por capangas armados do fazendeiro de BETO BAHIA./ DUAS lideranças da comunidade também foram ameaçadas de morte./ Em nota, a Comissão Pastoral da Terra denuncia que as intimidações se tornaram mais recorrentes a partir de 2008, quando os quilombolas reocuparam terras da União próximas ao rio São Francisco para plantar.///

quarta-feira, 1 de abril de 2009

45 anos da Ditadura Militar

Li e repasso. Muito interessante sobre “Festa” pelo golpe de 1964 cria polêmica no Rio de Janeiro.

Clube Militar, Naval e da Aeronáutica do Rio vão celebrar os 45 anos do golpe militar, que na opinião deles foi uma “revolução democrática” para o Brasil. Além disso, 126 pessoas que morreram, segundo eles, vítimas de ataques de militantes de esquerda da época serão homenageadas. Para grupo “Tortura Nunca Mais” ato é “vergonhoso”. Reportagem: André Naddeo. Leia mais sobre os 45 anos do golpe.

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

charge

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui