domingo, 28 de dezembro de 2008

O conceito de “escravo”

Kabengele Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo explica o conceito de escravo em entrevista
Ele Kabengele Munanga nasceu na República Democrática do Congo, antigo Zaire, no dia 19 de Novembro de 1942. Foi o primeiro antropólogo do seu país, tendo saído pela primeira vez para fazer mestrado na Bélgica. Chegou ao Brasil por convite de um colega, terminado o seu doutorado, retornou ao Congo. Em 1980 veio para o Brasil, para assumir a cadeira de Antropologia na Universidade do Rio Grande do Norte. Depois de um ano muda-se definitivamente para São Paulo, tomando como sua casa a Universidade de São Paulo. Tem cinco filhos, dois belgas, dois do congo e um brasileiro.

Nos ensina que:
(Qual era o conceito de “escravo” em África antes dos tráficos liderados por europeus e árabes?)

Em primeiro lugar, a existência do chamado “escravo” não é razão para aceitar a escravidão. Em qualquer circunstância, a escravidão é uma instituição desumanizante e deve ser condenada. O homem nasce livre até que alguém o escravize. Portanto, o próprio conceito está errado. O correcto é “escravizado”, não “escravo”. Não há uma categoria de escravo natural. Porém, esse conceito já está enraizado na literatura.
Em segundo lugar, o conceito de “escravo” vem de outra visão do mundo, diferente da africana. Como nas outras sociedades, em África existia a categoria de cativos, que eram prisioneiros de guerra ou pessoas que cometiam algum delito na sociedade e eram levadas por outros grupos étnicos. Os homens trabalhavam como serventes dos reis, príncipes e guerreiros, enquanto as mulheres se tornavam esposas e reprodutoras das famílias reais. Todos os filhos dos cativos eram livres. Nos outros casos, famílias penhoravam algum parente quando havia grandes calamidades. Esses parentes poderiam trabalhar nas outras famílias temporariamente ou para sempre, caso a família original não tivesse condições de adquiri-lo de volta. Em hipótese alguma havia um escravismo como sistema de produção, pois não era uma sociedade de acumulação de capital, mas de subsistência.
Essa categoria de cativo africano foi traduzida como escravo. Mas não o é, pois o sistema escravista pressupõe que os escravizados sejam bem mais numerosos que os senhores. No Brasil, até século XVII, os negros eram cerca de 70% da população. Em compensação, algumas sociedades africanas não queriam nem guardar o cativo, achavam que ele não servia para nada. Por isso alguns eram enterrados vivos com reis, para servi-lo no outro mundo. Muitos reis e príncipes colaboraram com o tráfico negreiro para outros continentes, capturando negros de outros grupos étnicos para vendê-los como escravizados. Mas este facto também não justifica a escravidão.

sábado, 27 de dezembro de 2008

As 15 maravilhas do mundo

Muitos lugares estão fardado a desaparecer por motivos diversos, do descaso das mudanças climáticas, excesso de visitantes... Um guia turístico lista 500 Lugares para Conhecer Antes que Desapareçam, de Arthur Frommmer e Holly Hugles. Vejamos 15 deles:
Amazônia (Brasil e outros países)


Maior floresta tropical do mundo e abrigo de inúmeras espécies animais e vegetais, a Amazônia está ameaçada pelo desmatamento, que atinge milhares de quilômetros quadrados por ano. Somente entre agosto de 2007 e julho de 2008, foram destruídos quase 12 mil quilômetros quadrados de floresta no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), devido principalmente à ação das madeireiras e ao avanço da pecuária e do cultivo de soja na região.
Além disso, o aquecimento global e a escassez de água poderão transformar a Amazônia em savana até metade do século, conforme o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas.

Estação Ecológica Anavilhanas (Brasil)


Situada no Rio Negro, perto do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, é um dos maiores arquipélogos fluviais do mundo, com cerca de 400 ilhas. Apesar de a estação ecológica ser protegida pelo governo brasileiro, a caça e a poluição dos barcos que atravessam o rio continuam sendo riscos para o ecossistema local.

Reserva Natural Mamirauá (Brasil)


Localizada no médio Solimões, no Amazonas, transborda natureza em seus 1,124 mil hectares, a maior área de várzea protegida no Brasil. A reserva tem grande biodiversidade e muitas espécies raras. Mas suas maravilhas naturais estão em risco devido ao desmatamento e à caça.

Pantanal (Brasil)


A pesca recreativa e a caça crescentes transformaram a fauna local. Resíduos tóxicos da agricultura e a exploração de reservas de ouro também prejudicaram o magnífico ecossistema desse complexo natural situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, que também engloba o norte do Paraguai e o leste da Bolívia.

Coliseu (Itália)


Um dos símbolos do Império Romano, o Coliseu foi danificado por terremotos e por ladrões que retiravam pedras do local. Atualmente, sofre com os efeitos da poluição e balança com o tráfego pesado do centro passando ao seu redor e as linhas de metrô cortando seu subsolo.

A Árvore de Anne Frank (Holanda)


Citada no famoso diário de Anne Frank, a árvore de 150 anos e 31 toneladas, localizada em frente à casa da judia vítima do Holocausto, está morrendo devido a uma grave doença causada por fungos. Mais de 40% de seu tronco já apodreceu. Botânicos acreditam que a árvore ainda possa ficar de pé por 15 anos.

Machu Picchu (Peru)


O desenvolvimento no departamento de Cuzco e o turismo na região de Machu Picchu colocam em perigo a lendária cidade do Império Inca. Os cerca de 50 mil turistas que visitam o local odos os anos também ajudam a ameaçar esse Patrimônio Cultural da Humanidade, cujo solo está se enfraquecendo, elevando o risco de desmoronamento de terra.

Mar Morto (Oriente Médio)


Maravilha geológica, com a maior concentração de sal do mundo, o Mar Morto está secando. Situado 412 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, ele pode morrer de fato até 2050. O problema é causado pelo consumo de água: o Rio Jordão, que alimenta o Mar Morto, está sendo desviado pelo homem por motivos agrícolas, hidrelétricos ou para abastecer cidades.

Cidade Proibida (China)



Localizado no centro da capital chinesa, Pequim, esse complexo de palácios com 600 anos está correndo o risco de desmanchar em decorrência da poluição e dos efeitos da grande quantidade de visitantes que passam pelo local todos os dias. Os pavimentos antigos e as construções da Cidade Proibida estão cedendo a uma velocidade preocupante.

Galápagos (Equador)


A multidão de turistas que visitam Galápagos todos os anos ajudou a ferir o ecossistema das ilhas, que contam com uma incrível biodiversidadde. O turismo descontrolado, o crescimento populacional, a caça e a pesca indiscriminadas ameaçam a fauna local. Desde a visita de Charles Darwin, o arquipélogo se tornou o principal laboratório vivo de biologia do mundo.

Taj Mahal (Índia)


Erguido pelo imperador Shah Jahan em homenagem à mulher morta, o secular Taj Mahal está ameaçado epla poluição. As emissões de poluentes pelas fábricas nos arredores se misturam à umidade e produzem ácido sulfúrico, corrói as paredes do mausoléu construído há mais de 350 anos!
Outro problema é a multidão de visitantes que toma o local, entre 3 e 4 milhões de pessoas todos os anos. Mesmo o aumento nos preços dos ingressos não ajudou a diminuir o número. Por isso, autoridades estão considerando fechá-lo para visitas ao público. Considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Taj Mahal é incrustado com pedras semipreciosas.

Veneza (Itália)


Construída e uma laguna junto ao Mar Adriático, Veneza é única. A belíssima cidade itaiana, porém, está afundando mais de seis centímetros por décadas. Ela sempre conviveu com inundações, mas a poluição da laguna e o aumento do nível do mar acentuaram o perigo de tirar todo o incalculável patrimônio histórico de Veneza do mapa.

Ruínas da Babilônia (Iraque)



Localizadas a cercade 80 quilómetros de Bagdá, as ruínas da cidade histórica da Babilônia estão ameaçadas pela guerra e pelo desenvolvimento. Em 2003, as tropas estadunidenses chegaram a construir um heliponto no local onde um dia resplandeceram os famosos Jardins Suspensos. Os planos pós-guerra dos próprios iraquianos colocam em risco essa maravilha.

Acrópole (Grécia)



Há centenas de anos os templos de Acrópole, símbolos da Grécia Antiga, sofreram com incêndios, bombardeios e terremotos. Hoje em dia, o maior problema é a poluição. No topo de um morro no centro da capital grega, Atenas, os templos estão com uma crosta negra composta de fumaça expelida pelos carros e por poluentes liberados pelas indústrias.

Pirâmides de Gizé (Egito)




O desenvolvimento sem restrições e a expansão da zona urbana da capital egípcia, Cairo, colocam em perigo as antigas pirâmides, que datam de 3 mil anos antes de Cristo. A poluição atmosférica corrói a superfície das impressionantes estruturas. O esgoto saído dos bairros pobres da cidade também enfraquece o terreno sobre o qual elas estão erguidas.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

As 30 principais músicas da Bossa Nova

Os grandes compositores e intérpretes do Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 continuam essenciais. Vejamos alguns:
-A Felicidade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Maria Creuza, Toquinho e Vinícius de Moraes
-Águas de Março (Tom Jobim), por Elis Regina e Tom Jobim
-Amazonas (João Donato/Lysias Ênio), por João Donato
-Balanço Zona Sul (Tito Madi), por Zimbo Trio
-Batida Diferente (Durval Ferreira/Maurício Einhorn),por Tamba Trio
-Berimbau (Baden Powell/Vinícius de Moraes), por Baden Powell
-Bim Bom (João Gilberto)
-Canto de Ossanha (Vinícius de Moraes/Baden Powell), por Vinícius de Moraes e Quarteto Cy
-Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por João Gilberto
-Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars) (Tom Jobim/Gene Lees/Buddy Kaye), por Tom Jobim e Frank Sinatra
-Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça), por João Gilberto
-Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), por Sylvia Telles
-Ela é Carioca (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Sérgio Mendes e Sexteto Bossa Rio
-Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinícius de Moraes/Norman Gimbel), por João e Astrud Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim
-Influência do Jazz (Carlos Lyra)
-Insensatez (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Tom Jobim
-Lobo Bobo (Carlos Lyra/Ronaldo Bôscoti), por Wilson Simonal
-Manhã de Carnaval (Luís Bonfã/Antônio Maria), por Agostinho dos Santos, Luís Bonfã e Oscar Castro-Neves Quarteto
-Mas que nada (Jorge Ben), por Jorge Ben Jor
-Minha Namorada (Carlos Lyra/Vinícius de Moraes), por Os Cariocas
-Nanã (Moacyr Santos/Mários Telles
-O Barquinho (Roberto Menesca/Ronaldo Bôscoti), por Maysa
-Samba da Bênção (Vinícius de Moraes/Baden Powell), por Odete Lara
-Samba de uma nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça), por Nara Leão
-Samba do Avião ((Tom Jobim), por Eumir Deodato
-Só Tinha de Ser com Você (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), por Os Cariocas
-Sonho de Maria(Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle), por Tamba Trio
-Tarde em Itapuã (Vinícius de Moraes/Toquinho), por Toquinho e Maria Bethânia
-Você (Roberto Menesca/Ronaldo Bôscoti), por Dick Farney e Norma Bengell
-Wave (Tom Jobim)
-Zelão (Sérgio Ricardo)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A música de Chris Montez

 Alice[Mackey] Uploads - 09 - Let's Dance - Chris Montez


Quem conhece Chris Montez? Ele nasceu em Los Angeles em 1943, cresceu em Hawthorne influenciado pela sua cultura hispânica e do rock 'n' roll sucesso de Richie Valens.
Em 1962, Chris gravou o single, "Let's Dance" seu maior sucesso!

Abaixo a letra em português.
O fim de semana está chegando
A lua está abaixo do céu,
Eu sinto que vou sair
Antes das passagens da noite
Eu não me sentarei apenas ao redor,
Quando a vida pode se transformar em arraso!

Eu danço

Eu gosto
(Volta, gira, gira)

Eu gosto de crescimento
(Volta, gira, gira)

Eu preciso de uma guitarra
(Volta, gira, gira)

Eu disso

[Chorus:]
Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados,
Sai para fora, vamos dançar!
Mova seu corpo inteiro, vamos começar a festa!
Me faça ir a loucura,
Eu precisso de alguém para dançar comigo, baby
Dançar!

A música começa
(Volta, gira, gira)

Minha canção favorita
(Volta, gira, gira)

A batida é forte
(Volta, gira, gira)

Nós dançaremos,
Aproximado!

[Chorus:]
Se movendo!

Yeah! Quando a noite dizer "Olá"
Yeah, estou pronta para ir
Girar, girar
Yeah, você não tem nenhum desculpa
Tomando justamente uma possibilidade,
Saia e venha dançar!

Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for,
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados
Saia e vamos dançar!

Yeah, yeah, yeeah
Vamos a festa!
Dance comigo, dance comigo, dance comigo, dace

Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for,
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados
Saia e vamos dançar!
Mova seu corpo inteiro, vamos começar a festa!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O filme Gomorra dirigido por Matteo Garrone

Assisti a película Gomorra do diretor italiano Matteo Garrone e sugiro que assistam, pois mostra a Máfia napolitana.
Na película nos lembra os Assírios. Cruel demais. O cenário é simples e é bem diferente do ideal mafioso forjado no cinema hollywoodiano.
A película é a adaptação do livro homônimo do jornalista e escritor Roberto Saviano e
o título é o mesmo do livro que faz uma referência dupla entre o nome da máfia, Camorra, e o da cidade bíblica dos pecadores, Gomorra. Saviano, que nasceu e cresceu em Nápoles, odeia com todas as forças a máfia e seu poder na cidade.
A película conta cinco histórias sobrepostas de personagens ligados ao crime organizado. Começa com a trajetória de dois jovens amigos que vivem de pequenos crimes e são suficientemente estúpidos para se meterem a besta com uma facção mafiosa; um menino que entra para o crime; um costureiro que comanda confecções ilegais de alta costura; um homem que faz os pagamentos para as famílias de mafiosos presos e um "empresário" que ganha dinheiro para se livrar do lixo tóxico de grandes corporações.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

40 anos do AI-5

O Programa exibido no Painel Globonews, em 13/12/08. William Waack debate a questão com os cientistas políticos Cláudio Couto (PUC/FGV) e Fernando Limongi (USP), e com o historiador Marco Antônio Villa (UFSCar).
O conteúdo requer o Adobe Flash Player 10, que é fácil de instalar.

Parte 1

Parte 2

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Os quatro imperadores romanos loucos

Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. Eles não seriam o primeiro nem o último caso em que os sucessores provaram não ter a mesma força moral que os pais construíram grandes impérios.
TIBÉRIO (14-37)
Tibério Cláudio Nero nasceu em 16 de novembro de 42 a.C., filho de Tibério Nero e Livia Drusilla. De família tradicional e rica, o futuro de Tibério já estava aliado à vida pública.
Por dez anos, Tibério foi braço direito de Augusto. A morte do soberano em 19 de agosto do ano 14 não foi surpresa e a posse de Tibério, apenas uma conseqüência prevista, porque foi a primeira sucessão após a queda da República, ninguém parecia ter muita certeza de como proceder.
Em geral, os primeiros anos do governo de Tibério foram pacíficos. O novo governante seguiu os passos de Augusto, assegurando os poderes de Roma, expandindo o Império e atendendo os desígnos do povo e do Senado.
Tibério deixou claro sua vontade de que o Império fosse regido em conjunto por ser sobrinho Calígula e seu neto Gemello.
CALÍGULA (37-41)
Nascido em 31 de agosto de 12, Gaio Julio César Germânico ou Calígula, representou o ápice do desleixo com o Império Romano.
A falta de habilidade para governar ficou evidente já nos primeiros anos de Calígula como regente. Ainda garoto, era chamado de “botinhas” pelos legionários acampados na Gemânia, que o tinha como mascote. O apelido vinha de seu costume de andar fantasiado de legionário desde criança. Calígula, em latim, significa “pequenas botas do soldado”.
Os curtos quatro anos de calígula no poder foram documentados e mostram, principalmente, caprichos e sandices que o fizeram conhecido como completo déspota. Cruel e indigno de confiança, colocou Roma em um período de promiscuidade e desmando, mantendo casos amorosos com suas próprias irmãs e deixando as legiões romanas em maus lençóis.
Calígula morreu aos 28 anos, assassinado por Cássio Cherea, uma antigo oficial que servia Germânico. Há muitas dúvidas de que Cláudio, o sucessor, tenha desempenhado algum papel na morte do sobrinho.
CLÁUDIO (41-54)
Nascido Tibério Cláudio Druso Nero Germânico, Cláudio mudou seu nome para Tibério Cláudio Nero César Druso quando assumiu o posto de quarto imperador de Roma.
Cláudio foi o primeiro imperador romano a receber o título de Cesar . Como o título “imperador” é uma invenção prática de tempos mais contemporâneos, até a ocasião o soberano de Roma era chamado pelo nome ou por um de seus títulos. César transformou-se em um título pelo qual os mais altos comandantes da nação romana passaram a ser chamados desde então. Cláudio morreu naturalmente aos 64 anos.
NERO (54-69)
Lucio Domitio Ahenobarbo nasceu em 15 de dezembro de 37, filho de Agrippina, irmã de Calígula, e Gneos Domitio Ahenobarbo. Agrippina casaria-se depois com seu tio Cláudio.
Adotando o nome de Nero Cláudio César Augusto Germânico e mais conhecido como Nero, foi o último membro da dinastia Júlio e claudiana. Sua subida ao poder foi uma sucessão de desencontros e mortes prematuras.
Aos 17 anos, com a morte de Cláudio, Nero tornou-se o mais jovem imperador de Roma. Os primeiros anos de regência foram expressivos, com o rapaz tendo ao seu lado a mãe e os dois tutores, Sêneca e Burrus. Mas problemas pessoais acabaram por influenciar nos negócios de Estado. Sexo, violência e conspirações seguiam-se. Britanico foi envenenado, Agrippina foi assassinada, Poppea tornou-se uma amante influente e Tigellino voltou do exílio para ser o braço direito de Nero.
Sem herdeiros, Nero teve de armar uma fraude para divorciar-se de Otávia e assumir o filho de Poppea. Em julho de 64, com sua reputação em frangalhos, Nero foi acusado pelo incêndio que consumiu Roma em uma semana.
A cada ano, a situação de Nero tornava-se complicada até que revoltas e motins em territórios, como o Egito, levaram o Senado a depor Nero, que cometeu suicídio em 9 de junho de 68.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Uma década de Chávez

Em 1998, 6 de fevereiro, Hugo Rafael Chávez Frías apoiado por uma coligação de esquerda e centro-esquerda foi eleito com 56% dos votos pondo fim com o domínio de quatro décadas dos partidos tradicionais, Acción Democrática (AD) e Comité de Organización Electorial Independiente (COPEI).
A "revolução bolivariana" na Venezuela tem gerado enormes expectativas no mundo todo. As opiniões sobre essa experiência sui generis são antagônicas. Num extremo, os representantes do capital financeiro internacional acusam o governo de praticar um "populismo radical" e um "nacionalismo tacanho" entre outras; já no outro extremo, a intelectualidade progressista e as esquerdas políticas e sociais do mundo inteiro recentemente reforçam a sua solidariedade à causa bolivariana. Após um período de certa confusão, decorrente da própria originalidade desse processo, ainda em curso. Atualmente encaram a Venezuela como a experiência mais avançada de resistência à ofensiva neoliberal e de enfrentamento ao agressivo imperialismo estadunidense na América.
Dez anos se passaram e Chávez tem plena consciência de sua importância. Segundo o instituto de pesquisas chileno Latino Barómetro, 80% dos venezuelanos acreditam que o voto é o meio mais eficaz de mudar as coisas (no nosso país, por exemplo, somente 58% acreditam nisso). É uma prova que a população ainda crêem nos instrumentos da democracia formal e no próprio governo e nos seus programas sociais, embora têm um efeito eleitoreiro evidente, mas têm de tudo um efeito de inclusão das populações marginalizadas. Em dez anos a taxa de probreza caiu de 44% para 28% da população!
Linha do tempo
1998 (6 de dez)apoiado por uma coligação de esquerda e centro-esquerda organizada por meio do MVR Chávez foi eleito com 56% dos votos.
1999 (2 de fev) Chávez toma posse e decreta a realização de um referendo sobre a convocação de uma nova Assembléia Constituinte.
2000 (nov)a Assembléia Constituinte aprova a Ley Habilitante.
2001 (10 de dez) Fedecámaras (que agrupa os setores empresariais do país)e a CVT convocaram uma greve de 12 horas em protesto pelas medidas governamentais.
2002 (11 de abril) Pedro Carmona junto com um grupo de generais e empresários, além de setores da alta hierarquia da Igreja Católica orquestram um golpe fascista contra o presidente Chávez.
(13 de abril) a reação da população que ocupou as ruas e a entrada do Palácio Miraflores, permitiu um contra-golpe de militares legalistas que resultou fim da revolução e na libertação de Chávez.
2003 deu início no quarto trimestre a efetiva nacionalização do petróleo.
2004 (final de nov de 2003) A Coordenadora Democrática, uma coligação de partidos de direita e de esquerda, liderados pela Súmula, ONG contra Chávez, organizou uma recolha de assinaturas cujo propósito era convocar uma consulta popular na qual os venezuelanos se pronunciariam sobre a permanência ou não de Hugo Chávez no poder.
2005 a renda do extrato "E" da população (58% da população) continuou aumentando mais rapidamente que a dos extratos mais altos.
2006 (3 de dez) Chávez foi reeleito com 62,9% dos votos derrotando Manuel Rosales, que teve 36,9%.
2007 (2 de dez) a reforma à Constituição proposta por Chávez foi submetida ao verecdito do povo, num plebiscito que foi acompanhado por observadores de 39 países.
2008 o governo convive com uma nova elite econômica, batizada de "boli-burgueses", os burgueses bolivarianos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Crianças e adolescente na rede

A entrevista do Roda Viva, dia 1º, estava extraordinária. Valdemar Setzer, Professor universitário e livre-docência em Ciência da Computação na USP, colocou suas refleções e opiniões sobre o acesso ilimitado dos nossos jovens na rede.
Historicamente as crianças brincavam de boneca e carrinho, o que elas eram mais saudáveis diga de passagem... Depois passaram a pensarem em televisão. Atualmente elas querem é navegar pela web, papear nos chats ou nos programas de comunicação instantânea, fazer downloads, brincar com joguinhos, e até usar e abusar da internet  dessa nova fonte de informações  para se salvar nas pesquisas escolares.
Ele é critico a esta revolução tecnológica cultural mas não proibe seu uso desde que usado de forma adequada.
Outra coisa importante na discussão foi a relação professor-aluno. Nossos jovens são inquietos não pela indisciplina em si mas sim a interação excessiva com a tela (lê-se televisão, computador...).
O que fazer com um aluno que faz muitas coisas ao mesmo tempo na tela quando, então, está de frente ao quadro-verde e o professor? Certamente não terá a concentração na aula, pois o mundo que ele vive não é aquele mais. Isso é uma influência dos meios eletrônicos.
Infelizmente fica complicado se livrar desta erva daninha.
Uma coisa interessante no debate foi a indisciplina do aluno em sala de aula que não é culpa do professor (o que tentam provar que é...) mas ela vem da família, que não orienta, isto é, dar limites.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Documentos digitalizados do período de 1709 a 1956

Li na revista HistóriaViva, é uma pérola, documentos digitalizados do período de 1709 a 1956. O projeto de digitalização de documentos e imagens históricas da primeira cidade de Minas Gerais, Mariana, foi finalmente concluído.
Segundo a revista podemos encontrar 74,5 mil imagens digitalizadas de 1.160 documentos retirados dos 1º e 2º cartórios da cidade e que estavam no Arquivo Histórico da Casa Setecentista de Mariana, sede do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na cidade. São testamentos, cartas de alforria, inventários e pedidos de cobrança dos períodos colonial, imperial e republicano.
O projeto foi resultado de uma parceria entre o Iphan e a UFV (Universidade Federal de Viçosa), com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Acesse: Acervos Históricos de Minas Gerais

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

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Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui