domingo, 28 de dezembro de 2008

O conceito de “escravo”

Kabengele Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo explica o conceito de escravo em entrevista
Ele Kabengele Munanga nasceu na República Democrática do Congo, antigo Zaire, no dia 19 de Novembro de 1942. Foi o primeiro antropólogo do seu país, tendo saído pela primeira vez para fazer mestrado na Bélgica. Chegou ao Brasil por convite de um colega, terminado o seu doutorado, retornou ao Congo. Em 1980 veio para o Brasil, para assumir a cadeira de Antropologia na Universidade do Rio Grande do Norte. Depois de um ano muda-se definitivamente para São Paulo, tomando como sua casa a Universidade de São Paulo. Tem cinco filhos, dois belgas, dois do congo e um brasileiro.

Nos ensina que:
(Qual era o conceito de “escravo” em África antes dos tráficos liderados por europeus e árabes?)

Em primeiro lugar, a existência do chamado “escravo” não é razão para aceitar a escravidão. Em qualquer circunstância, a escravidão é uma instituição desumanizante e deve ser condenada. O homem nasce livre até que alguém o escravize. Portanto, o próprio conceito está errado. O correcto é “escravizado”, não “escravo”. Não há uma categoria de escravo natural. Porém, esse conceito já está enraizado na literatura.
Em segundo lugar, o conceito de “escravo” vem de outra visão do mundo, diferente da africana. Como nas outras sociedades, em África existia a categoria de cativos, que eram prisioneiros de guerra ou pessoas que cometiam algum delito na sociedade e eram levadas por outros grupos étnicos. Os homens trabalhavam como serventes dos reis, príncipes e guerreiros, enquanto as mulheres se tornavam esposas e reprodutoras das famílias reais. Todos os filhos dos cativos eram livres. Nos outros casos, famílias penhoravam algum parente quando havia grandes calamidades. Esses parentes poderiam trabalhar nas outras famílias temporariamente ou para sempre, caso a família original não tivesse condições de adquiri-lo de volta. Em hipótese alguma havia um escravismo como sistema de produção, pois não era uma sociedade de acumulação de capital, mas de subsistência.
Essa categoria de cativo africano foi traduzida como escravo. Mas não o é, pois o sistema escravista pressupõe que os escravizados sejam bem mais numerosos que os senhores. No Brasil, até século XVII, os negros eram cerca de 70% da população. Em compensação, algumas sociedades africanas não queriam nem guardar o cativo, achavam que ele não servia para nada. Por isso alguns eram enterrados vivos com reis, para servi-lo no outro mundo. Muitos reis e príncipes colaboraram com o tráfico negreiro para outros continentes, capturando negros de outros grupos étnicos para vendê-los como escravizados. Mas este facto também não justifica a escravidão.

sábado, 27 de dezembro de 2008

As 15 maravilhas do mundo

Muitos lugares estão fardado a desaparecer por motivos diversos, do descaso das mudanças climáticas, excesso de visitantes... Um guia turístico lista 500 Lugares para Conhecer Antes que Desapareçam, de Arthur Frommmer e Holly Hugles. Vejamos 15 deles:
Amazônia (Brasil e outros países)


Maior floresta tropical do mundo e abrigo de inúmeras espécies animais e vegetais, a Amazônia está ameaçada pelo desmatamento, que atinge milhares de quilômetros quadrados por ano. Somente entre agosto de 2007 e julho de 2008, foram destruídos quase 12 mil quilômetros quadrados de floresta no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), devido principalmente à ação das madeireiras e ao avanço da pecuária e do cultivo de soja na região.
Além disso, o aquecimento global e a escassez de água poderão transformar a Amazônia em savana até metade do século, conforme o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas.

Estação Ecológica Anavilhanas (Brasil)


Situada no Rio Negro, perto do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, é um dos maiores arquipélogos fluviais do mundo, com cerca de 400 ilhas. Apesar de a estação ecológica ser protegida pelo governo brasileiro, a caça e a poluição dos barcos que atravessam o rio continuam sendo riscos para o ecossistema local.

Reserva Natural Mamirauá (Brasil)


Localizada no médio Solimões, no Amazonas, transborda natureza em seus 1,124 mil hectares, a maior área de várzea protegida no Brasil. A reserva tem grande biodiversidade e muitas espécies raras. Mas suas maravilhas naturais estão em risco devido ao desmatamento e à caça.

Pantanal (Brasil)


A pesca recreativa e a caça crescentes transformaram a fauna local. Resíduos tóxicos da agricultura e a exploração de reservas de ouro também prejudicaram o magnífico ecossistema desse complexo natural situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, que também engloba o norte do Paraguai e o leste da Bolívia.

Coliseu (Itália)


Um dos símbolos do Império Romano, o Coliseu foi danificado por terremotos e por ladrões que retiravam pedras do local. Atualmente, sofre com os efeitos da poluição e balança com o tráfego pesado do centro passando ao seu redor e as linhas de metrô cortando seu subsolo.

A Árvore de Anne Frank (Holanda)


Citada no famoso diário de Anne Frank, a árvore de 150 anos e 31 toneladas, localizada em frente à casa da judia vítima do Holocausto, está morrendo devido a uma grave doença causada por fungos. Mais de 40% de seu tronco já apodreceu. Botânicos acreditam que a árvore ainda possa ficar de pé por 15 anos.

Machu Picchu (Peru)


O desenvolvimento no departamento de Cuzco e o turismo na região de Machu Picchu colocam em perigo a lendária cidade do Império Inca. Os cerca de 50 mil turistas que visitam o local odos os anos também ajudam a ameaçar esse Patrimônio Cultural da Humanidade, cujo solo está se enfraquecendo, elevando o risco de desmoronamento de terra.

Mar Morto (Oriente Médio)


Maravilha geológica, com a maior concentração de sal do mundo, o Mar Morto está secando. Situado 412 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, ele pode morrer de fato até 2050. O problema é causado pelo consumo de água: o Rio Jordão, que alimenta o Mar Morto, está sendo desviado pelo homem por motivos agrícolas, hidrelétricos ou para abastecer cidades.

Cidade Proibida (China)



Localizado no centro da capital chinesa, Pequim, esse complexo de palácios com 600 anos está correndo o risco de desmanchar em decorrência da poluição e dos efeitos da grande quantidade de visitantes que passam pelo local todos os dias. Os pavimentos antigos e as construções da Cidade Proibida estão cedendo a uma velocidade preocupante.

Galápagos (Equador)


A multidão de turistas que visitam Galápagos todos os anos ajudou a ferir o ecossistema das ilhas, que contam com uma incrível biodiversidadde. O turismo descontrolado, o crescimento populacional, a caça e a pesca indiscriminadas ameaçam a fauna local. Desde a visita de Charles Darwin, o arquipélogo se tornou o principal laboratório vivo de biologia do mundo.

Taj Mahal (Índia)


Erguido pelo imperador Shah Jahan em homenagem à mulher morta, o secular Taj Mahal está ameaçado epla poluição. As emissões de poluentes pelas fábricas nos arredores se misturam à umidade e produzem ácido sulfúrico, corrói as paredes do mausoléu construído há mais de 350 anos!
Outro problema é a multidão de visitantes que toma o local, entre 3 e 4 milhões de pessoas todos os anos. Mesmo o aumento nos preços dos ingressos não ajudou a diminuir o número. Por isso, autoridades estão considerando fechá-lo para visitas ao público. Considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Taj Mahal é incrustado com pedras semipreciosas.

Veneza (Itália)


Construída e uma laguna junto ao Mar Adriático, Veneza é única. A belíssima cidade itaiana, porém, está afundando mais de seis centímetros por décadas. Ela sempre conviveu com inundações, mas a poluição da laguna e o aumento do nível do mar acentuaram o perigo de tirar todo o incalculável patrimônio histórico de Veneza do mapa.

Ruínas da Babilônia (Iraque)



Localizadas a cercade 80 quilómetros de Bagdá, as ruínas da cidade histórica da Babilônia estão ameaçadas pela guerra e pelo desenvolvimento. Em 2003, as tropas estadunidenses chegaram a construir um heliponto no local onde um dia resplandeceram os famosos Jardins Suspensos. Os planos pós-guerra dos próprios iraquianos colocam em risco essa maravilha.

Acrópole (Grécia)



Há centenas de anos os templos de Acrópole, símbolos da Grécia Antiga, sofreram com incêndios, bombardeios e terremotos. Hoje em dia, o maior problema é a poluição. No topo de um morro no centro da capital grega, Atenas, os templos estão com uma crosta negra composta de fumaça expelida pelos carros e por poluentes liberados pelas indústrias.

Pirâmides de Gizé (Egito)




O desenvolvimento sem restrições e a expansão da zona urbana da capital egípcia, Cairo, colocam em perigo as antigas pirâmides, que datam de 3 mil anos antes de Cristo. A poluição atmosférica corrói a superfície das impressionantes estruturas. O esgoto saído dos bairros pobres da cidade também enfraquece o terreno sobre o qual elas estão erguidas.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

As 30 principais músicas da Bossa Nova

Os grandes compositores e intérpretes do Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 continuam essenciais. Vejamos alguns:
-A Felicidade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Maria Creuza, Toquinho e Vinícius de Moraes
-Águas de Março (Tom Jobim), por Elis Regina e Tom Jobim
-Amazonas (João Donato/Lysias Ênio), por João Donato
-Balanço Zona Sul (Tito Madi), por Zimbo Trio
-Batida Diferente (Durval Ferreira/Maurício Einhorn),por Tamba Trio
-Berimbau (Baden Powell/Vinícius de Moraes), por Baden Powell
-Bim Bom (João Gilberto)
-Canto de Ossanha (Vinícius de Moraes/Baden Powell), por Vinícius de Moraes e Quarteto Cy
-Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por João Gilberto
-Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars) (Tom Jobim/Gene Lees/Buddy Kaye), por Tom Jobim e Frank Sinatra
-Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça), por João Gilberto
-Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), por Sylvia Telles
-Ela é Carioca (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Sérgio Mendes e Sexteto Bossa Rio
-Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinícius de Moraes/Norman Gimbel), por João e Astrud Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim
-Influência do Jazz (Carlos Lyra)
-Insensatez (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), por Tom Jobim
-Lobo Bobo (Carlos Lyra/Ronaldo Bôscoti), por Wilson Simonal
-Manhã de Carnaval (Luís Bonfã/Antônio Maria), por Agostinho dos Santos, Luís Bonfã e Oscar Castro-Neves Quarteto
-Mas que nada (Jorge Ben), por Jorge Ben Jor
-Minha Namorada (Carlos Lyra/Vinícius de Moraes), por Os Cariocas
-Nanã (Moacyr Santos/Mários Telles
-O Barquinho (Roberto Menesca/Ronaldo Bôscoti), por Maysa
-Samba da Bênção (Vinícius de Moraes/Baden Powell), por Odete Lara
-Samba de uma nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça), por Nara Leão
-Samba do Avião ((Tom Jobim), por Eumir Deodato
-Só Tinha de Ser com Você (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), por Os Cariocas
-Sonho de Maria(Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle), por Tamba Trio
-Tarde em Itapuã (Vinícius de Moraes/Toquinho), por Toquinho e Maria Bethânia
-Você (Roberto Menesca/Ronaldo Bôscoti), por Dick Farney e Norma Bengell
-Wave (Tom Jobim)
-Zelão (Sérgio Ricardo)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A música de Chris Montez

 Alice[Mackey] Uploads - 09 - Let's Dance - Chris Montez


Quem conhece Chris Montez? Ele nasceu em Los Angeles em 1943, cresceu em Hawthorne influenciado pela sua cultura hispânica e do rock 'n' roll sucesso de Richie Valens.
Em 1962, Chris gravou o single, "Let's Dance" seu maior sucesso!

Abaixo a letra em português.
O fim de semana está chegando
A lua está abaixo do céu,
Eu sinto que vou sair
Antes das passagens da noite
Eu não me sentarei apenas ao redor,
Quando a vida pode se transformar em arraso!

Eu danço

Eu gosto
(Volta, gira, gira)

Eu gosto de crescimento
(Volta, gira, gira)

Eu preciso de uma guitarra
(Volta, gira, gira)

Eu disso

[Chorus:]
Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados,
Sai para fora, vamos dançar!
Mova seu corpo inteiro, vamos começar a festa!
Me faça ir a loucura,
Eu precisso de alguém para dançar comigo, baby
Dançar!

A música começa
(Volta, gira, gira)

Minha canção favorita
(Volta, gira, gira)

A batida é forte
(Volta, gira, gira)

Nós dançaremos,
Aproximado!

[Chorus:]
Se movendo!

Yeah! Quando a noite dizer "Olá"
Yeah, estou pronta para ir
Girar, girar
Yeah, você não tem nenhum desculpa
Tomando justamente uma possibilidade,
Saia e venha dançar!

Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for,
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados
Saia e vamos dançar!

Yeah, yeah, yeeah
Vamos a festa!
Dance comigo, dance comigo, dance comigo, dace

Vamos dançar!
Quando o fim de semana, quando noite for,
Todo mundo:
Vamos dançar!
Agarre suas namoradas, agarre seus namorados
Saia e vamos dançar!
Mova seu corpo inteiro, vamos começar a festa!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O filme Gomorra dirigido por Matteo Garrone

Assisti a película Gomorra do diretor italiano Matteo Garrone e sugiro que assistam, pois mostra a Máfia napolitana.
Na película nos lembra os Assírios. Cruel demais. O cenário é simples e é bem diferente do ideal mafioso forjado no cinema hollywoodiano.
A película é a adaptação do livro homônimo do jornalista e escritor Roberto Saviano e
o título é o mesmo do livro que faz uma referência dupla entre o nome da máfia, Camorra, e o da cidade bíblica dos pecadores, Gomorra. Saviano, que nasceu e cresceu em Nápoles, odeia com todas as forças a máfia e seu poder na cidade.
A película conta cinco histórias sobrepostas de personagens ligados ao crime organizado. Começa com a trajetória de dois jovens amigos que vivem de pequenos crimes e são suficientemente estúpidos para se meterem a besta com uma facção mafiosa; um menino que entra para o crime; um costureiro que comanda confecções ilegais de alta costura; um homem que faz os pagamentos para as famílias de mafiosos presos e um "empresário" que ganha dinheiro para se livrar do lixo tóxico de grandes corporações.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

40 anos do AI-5

O Programa exibido no Painel Globonews, em 13/12/08. William Waack debate a questão com os cientistas políticos Cláudio Couto (PUC/FGV) e Fernando Limongi (USP), e com o historiador Marco Antônio Villa (UFSCar).
O conteúdo requer o Adobe Flash Player 10, que é fácil de instalar.

Parte 1

Parte 2

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Os quatro imperadores romanos loucos

Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. Eles não seriam o primeiro nem o último caso em que os sucessores provaram não ter a mesma força moral que os pais construíram grandes impérios.
TIBÉRIO (14-37)
Tibério Cláudio Nero nasceu em 16 de novembro de 42 a.C., filho de Tibério Nero e Livia Drusilla. De família tradicional e rica, o futuro de Tibério já estava aliado à vida pública.
Por dez anos, Tibério foi braço direito de Augusto. A morte do soberano em 19 de agosto do ano 14 não foi surpresa e a posse de Tibério, apenas uma conseqüência prevista, porque foi a primeira sucessão após a queda da República, ninguém parecia ter muita certeza de como proceder.
Em geral, os primeiros anos do governo de Tibério foram pacíficos. O novo governante seguiu os passos de Augusto, assegurando os poderes de Roma, expandindo o Império e atendendo os desígnos do povo e do Senado.
Tibério deixou claro sua vontade de que o Império fosse regido em conjunto por ser sobrinho Calígula e seu neto Gemello.
CALÍGULA (37-41)
Nascido em 31 de agosto de 12, Gaio Julio César Germânico ou Calígula, representou o ápice do desleixo com o Império Romano.
A falta de habilidade para governar ficou evidente já nos primeiros anos de Calígula como regente. Ainda garoto, era chamado de “botinhas” pelos legionários acampados na Gemânia, que o tinha como mascote. O apelido vinha de seu costume de andar fantasiado de legionário desde criança. Calígula, em latim, significa “pequenas botas do soldado”.
Os curtos quatro anos de calígula no poder foram documentados e mostram, principalmente, caprichos e sandices que o fizeram conhecido como completo déspota. Cruel e indigno de confiança, colocou Roma em um período de promiscuidade e desmando, mantendo casos amorosos com suas próprias irmãs e deixando as legiões romanas em maus lençóis.
Calígula morreu aos 28 anos, assassinado por Cássio Cherea, uma antigo oficial que servia Germânico. Há muitas dúvidas de que Cláudio, o sucessor, tenha desempenhado algum papel na morte do sobrinho.
CLÁUDIO (41-54)
Nascido Tibério Cláudio Druso Nero Germânico, Cláudio mudou seu nome para Tibério Cláudio Nero César Druso quando assumiu o posto de quarto imperador de Roma.
Cláudio foi o primeiro imperador romano a receber o título de Cesar . Como o título “imperador” é uma invenção prática de tempos mais contemporâneos, até a ocasião o soberano de Roma era chamado pelo nome ou por um de seus títulos. César transformou-se em um título pelo qual os mais altos comandantes da nação romana passaram a ser chamados desde então. Cláudio morreu naturalmente aos 64 anos.
NERO (54-69)
Lucio Domitio Ahenobarbo nasceu em 15 de dezembro de 37, filho de Agrippina, irmã de Calígula, e Gneos Domitio Ahenobarbo. Agrippina casaria-se depois com seu tio Cláudio.
Adotando o nome de Nero Cláudio César Augusto Germânico e mais conhecido como Nero, foi o último membro da dinastia Júlio e claudiana. Sua subida ao poder foi uma sucessão de desencontros e mortes prematuras.
Aos 17 anos, com a morte de Cláudio, Nero tornou-se o mais jovem imperador de Roma. Os primeiros anos de regência foram expressivos, com o rapaz tendo ao seu lado a mãe e os dois tutores, Sêneca e Burrus. Mas problemas pessoais acabaram por influenciar nos negócios de Estado. Sexo, violência e conspirações seguiam-se. Britanico foi envenenado, Agrippina foi assassinada, Poppea tornou-se uma amante influente e Tigellino voltou do exílio para ser o braço direito de Nero.
Sem herdeiros, Nero teve de armar uma fraude para divorciar-se de Otávia e assumir o filho de Poppea. Em julho de 64, com sua reputação em frangalhos, Nero foi acusado pelo incêndio que consumiu Roma em uma semana.
A cada ano, a situação de Nero tornava-se complicada até que revoltas e motins em territórios, como o Egito, levaram o Senado a depor Nero, que cometeu suicídio em 9 de junho de 68.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Uma década de Chávez

Em 1998, 6 de fevereiro, Hugo Rafael Chávez Frías apoiado por uma coligação de esquerda e centro-esquerda foi eleito com 56% dos votos pondo fim com o domínio de quatro décadas dos partidos tradicionais, Acción Democrática (AD) e Comité de Organización Electorial Independiente (COPEI).
A "revolução bolivariana" na Venezuela tem gerado enormes expectativas no mundo todo. As opiniões sobre essa experiência sui generis são antagônicas. Num extremo, os representantes do capital financeiro internacional acusam o governo de praticar um "populismo radical" e um "nacionalismo tacanho" entre outras; já no outro extremo, a intelectualidade progressista e as esquerdas políticas e sociais do mundo inteiro recentemente reforçam a sua solidariedade à causa bolivariana. Após um período de certa confusão, decorrente da própria originalidade desse processo, ainda em curso. Atualmente encaram a Venezuela como a experiência mais avançada de resistência à ofensiva neoliberal e de enfrentamento ao agressivo imperialismo estadunidense na América.
Dez anos se passaram e Chávez tem plena consciência de sua importância. Segundo o instituto de pesquisas chileno Latino Barómetro, 80% dos venezuelanos acreditam que o voto é o meio mais eficaz de mudar as coisas (no nosso país, por exemplo, somente 58% acreditam nisso). É uma prova que a população ainda crêem nos instrumentos da democracia formal e no próprio governo e nos seus programas sociais, embora têm um efeito eleitoreiro evidente, mas têm de tudo um efeito de inclusão das populações marginalizadas. Em dez anos a taxa de probreza caiu de 44% para 28% da população!
Linha do tempo
1998 (6 de dez)apoiado por uma coligação de esquerda e centro-esquerda organizada por meio do MVR Chávez foi eleito com 56% dos votos.
1999 (2 de fev) Chávez toma posse e decreta a realização de um referendo sobre a convocação de uma nova Assembléia Constituinte.
2000 (nov)a Assembléia Constituinte aprova a Ley Habilitante.
2001 (10 de dez) Fedecámaras (que agrupa os setores empresariais do país)e a CVT convocaram uma greve de 12 horas em protesto pelas medidas governamentais.
2002 (11 de abril) Pedro Carmona junto com um grupo de generais e empresários, além de setores da alta hierarquia da Igreja Católica orquestram um golpe fascista contra o presidente Chávez.
(13 de abril) a reação da população que ocupou as ruas e a entrada do Palácio Miraflores, permitiu um contra-golpe de militares legalistas que resultou fim da revolução e na libertação de Chávez.
2003 deu início no quarto trimestre a efetiva nacionalização do petróleo.
2004 (final de nov de 2003) A Coordenadora Democrática, uma coligação de partidos de direita e de esquerda, liderados pela Súmula, ONG contra Chávez, organizou uma recolha de assinaturas cujo propósito era convocar uma consulta popular na qual os venezuelanos se pronunciariam sobre a permanência ou não de Hugo Chávez no poder.
2005 a renda do extrato "E" da população (58% da população) continuou aumentando mais rapidamente que a dos extratos mais altos.
2006 (3 de dez) Chávez foi reeleito com 62,9% dos votos derrotando Manuel Rosales, que teve 36,9%.
2007 (2 de dez) a reforma à Constituição proposta por Chávez foi submetida ao verecdito do povo, num plebiscito que foi acompanhado por observadores de 39 países.
2008 o governo convive com uma nova elite econômica, batizada de "boli-burgueses", os burgueses bolivarianos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Crianças e adolescente na rede

A entrevista do Roda Viva, dia 1º, estava extraordinária. Valdemar Setzer, Professor universitário e livre-docência em Ciência da Computação na USP, colocou suas refleções e opiniões sobre o acesso ilimitado dos nossos jovens na rede.
Historicamente as crianças brincavam de boneca e carrinho, o que elas eram mais saudáveis diga de passagem... Depois passaram a pensarem em televisão. Atualmente elas querem é navegar pela web, papear nos chats ou nos programas de comunicação instantânea, fazer downloads, brincar com joguinhos, e até usar e abusar da internet  dessa nova fonte de informações  para se salvar nas pesquisas escolares.
Ele é critico a esta revolução tecnológica cultural mas não proibe seu uso desde que usado de forma adequada.
Outra coisa importante na discussão foi a relação professor-aluno. Nossos jovens são inquietos não pela indisciplina em si mas sim a interação excessiva com a tela (lê-se televisão, computador...).
O que fazer com um aluno que faz muitas coisas ao mesmo tempo na tela quando, então, está de frente ao quadro-verde e o professor? Certamente não terá a concentração na aula, pois o mundo que ele vive não é aquele mais. Isso é uma influência dos meios eletrônicos.
Infelizmente fica complicado se livrar desta erva daninha.
Uma coisa interessante no debate foi a indisciplina do aluno em sala de aula que não é culpa do professor (o que tentam provar que é...) mas ela vem da família, que não orienta, isto é, dar limites.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Documentos digitalizados do período de 1709 a 1956

Li na revista HistóriaViva, é uma pérola, documentos digitalizados do período de 1709 a 1956. O projeto de digitalização de documentos e imagens históricas da primeira cidade de Minas Gerais, Mariana, foi finalmente concluído.
Segundo a revista podemos encontrar 74,5 mil imagens digitalizadas de 1.160 documentos retirados dos 1º e 2º cartórios da cidade e que estavam no Arquivo Histórico da Casa Setecentista de Mariana, sede do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na cidade. São testamentos, cartas de alforria, inventários e pedidos de cobrança dos períodos colonial, imperial e republicano.
O projeto foi resultado de uma parceria entre o Iphan e a UFV (Universidade Federal de Viçosa), com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Acesse: Acervos Históricos de Minas Gerais

sábado, 29 de novembro de 2008

O impacto e a influência dos meios eletrônicos na educação de crianças e jovens

Nesta segunda, 1º de dezembro, Roda Viva traz o engenheiro e professor de ciência da computação, Valdemar Setzer, para falar sobre "O impacto e a influência dos meios eletrônicos na educação de crianças e jovens". Esse tema é interessante para nós professores.
"Alguns educadores defendem que o acesso à informática, cada vez mais presente nas escolas e residências, é essencial para o desenvolvimento do aprendizado e a integração dos alunos com o mundo. A TV, com programas educativos, pode ser uma ferramenta importante no ensino.

Já os que defendem o aprendizado através da observação e experimentação criticam o uso da informática e o papel da televisão na educação.

Valdermar Setzer tem uma visão crítica do uso dos meios eletrônicos na educação de crianças e jovens e diz que a TV, o computador e a Internet prejudicam a imaginação.

Segundo ele, a TV não é um veículo adequado de comunicação ao tirar a liberdade do indivíduo e o condicionar, ao invés de informar e educar. Já os computadores são máquinas que simulam pensamentos restritos e essa relação não é benéfica para uma criança.

Valdemar Setzer defende que a educação precise ser humanizada e não informatizada. Ele é formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, com doutorado na Universidade de São Paulo e professor-titular aposentado do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP." (1)
O programa começa às 22h10! Pela TVEs ou Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.


Nota:
(1)Informe do programa Roda Viva via email.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Construções"

Escrevo neste post alteração de ícone de link na seção "Pesquise". O Blog "Visões do Mundo" foi alterado para "construções". O objetivo desse blog é manter um espaço aberto para as pessoas mostrarem sua visão do mundo, seja pelo viés social, psicológico, humanístico, artístico ou filosófico, através de comentários, opiniões ou outras expressões que cumpram esse fim.

Visite o blog: construções

"Os Negros" - A história do negro no Brasil

A revista Caros Amigos é, a meu ver, a melhor. Ela lançou, neste mês que está acabando, uma coleção imperdível: "Os Negros" - A história do negro no Brasil com a coordenação do historiador, professor e escritor Joel Rufino dos Santos.
A lei 10.639 determina que escolas do ensino médio e fundamental ensinem a história da África, das lutas dos negros para cá trazidos e escravizados, da cultura negra brasileira, e do papel do negro na formação da nacionalidade.
Os negros ainda têm que lutar um bom tempo para ocupar papéis sociais na mesma medida da sua contribuição para a formação do povo brasileiro. Pois eles constituem mais da metade da população e sofrem discriminações. Não podemos deixar de cumprir esta lei.
Essa coleção, 16 fascículo, é um material paradidático abordando ciência, literatura, arte, trabalho, religiodade e a luta contra o racismo. É quinzenal e o primeiro fascículo se encontra nas bancas.

Saiba mais: Caros Amigos

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

O site do Sindicato dos professores do Estado do RS disponibiliza para download material riquíssimo sobre Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Aplicação da Lei Federal 10639/03 para o Ensino
da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
1. Sensibilização para debatesobre a questão racial (CurtametragemVista Minha Pele, deJoel Zito Araújo)
2. Raça/Etnia: Diferençasbiológicas ou culturais? (PowerPoint)
3. Cultura como resistência eorganização/Territórios negros
1.1. A solidariedade de classese a exploração racial.
• Demonstrar a vinculação dosconceitos de classe e raça no capitalismo
• Definição de racismo, discriminação e preconceito
• A sociedade de classe e aexploração racial
• Contextualização históricosócio-econômico da luta do negrono Brasil
2.1. Definição do conceito.
• Etnia como expressão deunidade cultural
• Raça: fenótipos (biológico) eestereótipos de marca, cor da pele(político)
• Ideologia do branqueamento
3.1. Quilombos (PowerPoint)
3.2. Religiosidade (PowerPoint)
3.3. Capoeira (PowerPoint) –oficina roda de capoeira
3.4. Samba e carnaval – Representações Culturais.
3.5 Cultura Hip-Hop – Fazercom que os alunos apresentem oselementos da cultura (artigo deWalter Günter Rodrigues Lippold)
4.1. Irmandades negras, FrenteNegra Brasileira, Teatro Experimentaldo Negro (MachadodeAssis, João Candido e SolanoTrindade)
4.2. Oficinas de arte, música,textual e poesia
5.1. Cotas e o questionamentoda educação publica, gratuita e paratodos
5.2. Luta Quilombola e oquestionamento do latifúndio –vídeo sobre os quilombos ou ofilmedo Quilombo de PalmaresNo final da semana, a escolapoderá organizar, juntamente com acomunidade, uma Kizomba, que nalíngua africana bantu quer dizer
festa ou confraternização. Ondepoderá estar sendo feita com aparticipação da comunidade a exposição dos trabalhos desenvolvidospelos alunos sobre o tema,
apresentação de comidas típicasafricanas, ou mesmo mostra-debatesde filmes como Malcon-X, Ali(Mohamed Ali) ou Panteras Negras(Black Panters).

Disponível em: CPERS - Sindicato

sábado, 15 de novembro de 2008

Dom João de Orleans e Bragança

O Roda Viva de segunda-feira, dia 17, às 22h10 traz Dom João de Orleans e Bragança. Será muito interessante essa entrevista. Esse ano, o país comemorou os 200 anos da chegada da família real e os 119 anos da Proclamação da República.
Dom João de Orleans e Bragança é o mais conhecido descendente da realeza brasileira, tataraneto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel.
Ele é empresário, fotógrafo, ambientalista e dedica-se a dar palestras sobre o significado e o legado político deixado pela família imperial no Brasil.
Participam como convidados entrevistadores: Ricardo Maranhão, cientista político e doutor em história; professor da universidade Anhembi Morumbi; Guilherme Werneck, diretor de redação da revista Trip; Norma Couri, correspondente da revista portuguesa Visão; Oscar Pilagallo, jornalista. A apresentção é Lillian Witte Fibe.

Faz-se a República que não é "coisa pública"

Hoje "celebramos" o aniversário da República. Há 119 anos. É fato no ensino de História do Brasil de que a instauração da República não trouxe alterações nas dimensões econômica e social e, emconseqüência,não levou o povo à participação política nem à obtenção de frutos do processo econômico.
A questão da repercução da proclamação da República nas demais províncias é um ponto curioso. O Correio do Povo deste dia traz duas fontes que me parece bastante interessante: uma figura mostrando Militares entregam declaração da República ao imperador dom Pedro II; e trecho de um relato publicado no Correio do Povo de 15 de novembro de 1900, no 11º aniversário da Proclamação da República.



Desde o dia 10 de novembro de 1889, chegavam a Porto Alegre noticias alarmantes sobre a situação politica do paiz. Tinham sido recebidos telegrammas annunciando dissenções entre o exército e a possibilidade de abdicação do imperador d. Pedro II, no dia 2 de dezembro.
Á 1 hora da tarde de 15 de novembro começou a notar-se grande movimento na cidade de Porto Alegre. Sabia-se que alguma cousa de importante se passava no Rio. O Banco Inglez apresentara varias modificações na taxa cambial e uma casa commercial recebera telegramma do Rio de Janeiro dizendo: Nem cambio, nem governo. Horas depois espalhava-se a notícia de que o ministro da marinha, barão de Ladário fora assassinado. Começaram a surgir commentarios e o povo, curioso, procurava as redacções dos jornaes á cata de noticias telegraphicas. Subito ouve-se o espoucar de foguetes na porta da typographia da Federação, e uma onda de povo corre para o escriptório da folha republicana. Nesse momento, o dr. Julio de Castilhos saía do escriptório da Federação. Que há? Perguntaram-lhe alguns amigos. – Foi proclamada a Republica no Rio de Janeiro, responde o redactor-chefe da Federação. Momentos depois, enche-se o escriptorio desse jornal; os republicanos da propaganda, Ramiro Barcellos, Julio Pacheco, Sebastião Barros, José Pedro Alves, Dionysio Magalhães, Eduardo Marques, Antonio Gomes de Carvalho, Souza Moura, Antonio Soares Barcellos, Apollinário Porto Alegre e muitos outros abraçam-se alegremente commovidos, dando vivas á Republica. A Federação sem perda de tempo, faz distribuir o boletim seguinte: 'Acabamos de receber este importante telegramma; – 'Rio, 15 de novembro de 1889. – o povo, o exercito e a armada vão instalar um governo provisorio que consulte a nação sobre a convocação de uma constituinte. Erguem-se acclamações geraes á Republica. – Quintino Bocayuva.'
Nota. Consta que, num primeiro momento, o presidente do Estado no regime imperial, sr. Justo Rangel mandou sustar a circulação do telegrama circular de Bocayuva e opunha certa resistência em entregar o governo. Rangel acedeu, ao tomar conhecimento, mais tarde, de que as forças armadas haviam aderido ao movimento republicano e que o Visconde de Pelotas havia sido convidado a assumir a presidência do Estado por meio de telegrama de Benjamin Constant, em nome do Marechal Deodoro.
O Visconde de Pelotas assumiu a Presidência do Estado do Rio Grande do Sul no dia 15 de novembro de 1889.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

África

Muitos brasileiros de hoje descendem de povos africanos. Por isso, conhecer a história da África nos faz conhecer melhor nossa própria história.
O EGITO ANTIGO
A maioria dos egípcios antigos eram africanos e tinham a pele negra ou mulata. O que é mais uma prova contra as pessoas racistas que teimam em dizer que “os negros não foram capazes de formar uma grande civilização”. Acontece que o Egito não foi a única grande civilização da África. Existiram muitas outras.
O REINO NÚBIO
Ao sul do Egito, no começo do rio Nilo numa região chamada Núbia, desenvolveu-se a civilização kush. Seu apogeu se deu por volta de 1700 a.C. A capital era a cidade de Kerma. O povo núbio tinha a pele negra bem escura e recebeu muita influência da cultura egípcia. Mas os túmulos dos seus reis tinham câmaras maiores do que qualquer pirâmide egípcia.
O REINO DE GANA
Os antigos árabes chamava de Sudão uma região africana que fica entre Sahel e a floresta tropical, na costa do atlântico. Tratava de um bom lugar para viver, com água suficiente para plantar e jazidas de minérios de ferro. Por volta do século VIII de nossa era, floresceu o importante reino de Gana.
Os árabes contavam que Gana era tão rica que, no palácio do rei, os cachorros tinham coleiras de ouro. Na capital havia casas de pedra de dois andares, onde moravam os nobres e altos funcionários do Estado. Os mais pobres em cabanas de terra cobertas de palha.
O ISLAMISMO SE ESPALHA
A partir do século VIII d.C., os árabes de religião muçulmana construíram um enorme império que ia do Oriente Médio, passando pelo Norte da África, até alcançar um bom pedaço da Península Ibérica.
No século XI, os muçulmanos conquistaram a capital de Gana. Dessa maneira, o islamismo se espalhou entre os povos negros da África e até hoje marca sua presença no continente.
O GRANDE IMPÉRIO MALI
No século XIII, na região do alto Nilo desenvolveu-se o reino de Mali. A riqueza do Estado de Mali vinha de suas minas de ouro e dos impostos cobrados dos mercadores.
O mais importante mansa (rei) do Mali foi Kango Mussa. Ele mandou trazer grandes sábios árabes para Tombuctu. Essa famosa cidade tinha dezenas de milhares de habitantes e uma das maiores universidades do mundo. Era também um grande centro de comércio internacional. Vendiam-se até livros escritos em árabes que abordavam assuntos como Medicina, Geometria, Religião, Poesia e História.

OS HAUÇAS
A civilização dos hauças começou a ser construída por volta do século XI, no Sudão central. Os hauças eram, na verdade, diversos povos que falavam uma língua semelhante. Eles viviam em cidades-estados localizadas no centro e no noroeste de onde hoje está a Nigéria. Alguns hauças eram seguidores do islamismo.
Os hauças não tinha tradição de guerreiros. Sua principal força estava nos frutos do trabalho. O artesanto era de alta qualidade, vendido até no Norte da África.
No século XVI, o império árabe no Norte da África estava em franco declínio, atacado pelos europeus e pelos turcos. Essa situação provocou a decadência de muitos Estados africanos que viviam do comércio com os árabes. Foi o caso das cidades-estados hauças.
No final do século XVIII, os peules, que viviam no sudeste e sudoeste do Sudão, tomaram as cidades-estados hauças e escravizaram seus habitantes. Os árabes gostavam de escravos hauças porque eles tinham fama de vigorosos e inteligentes. Os hauças também foram vendidos para traficantes portugueses, que os trouxeram até o Brasil.
A ESCRAVIDÃO NEGRA
Os europeus chamavam de Guiné a região relacionada com o golfo da Guiné. Portanto, bem longe de onde hoje está Guiné. Era coberta de florestas tropicais, com clima quente e úmido. Lá se desenvolveram-se importantes civilizações como a dos iorubas, ibos, askans e adjas. Os iorubas viviam no sudoeste da atual Nigéria. Grande parte deles moravam em cidades.
Muitos habitantes do povo ioruba vieram escravizados para o Brasil, a partir do século XVIII. Eram comuns chamá-los de nagôs, embora na verdade os nagôs fossem apenas os iorubas estabelecidos onde hoje está o Benin.
O reino Adomei, também chamado de Daomé, foi fundado no século XVII e atingiu o apogeu no século XIX. Ao contrário de Oio (cidade notável de ioruba), Daomé foi um Estado com poder central muito forte e um exército muito bem organizado.
No final do século XVII, várias aldeias se uniram para formar o reino Ashanti, que enriqueceu capturando pessoas dos povos vizinhos para vendê-las com escravas para os traficantes europeus.
KONGO E NDONGO
O reino de Kongo ocupava uma grande área onde hoje estão o Congo (ex-Zaire) e Angola. A capital era a cidade de Mbanza Kongo, que, no século XVII, tinha mais de 30 mil habitantes. Ao sul existia o reino de Ndongo. O rei de Ndongo tinha o título de ngola, daí a palavra portuguesa Angola.
O MAGNÍFICO ZIMBÁBUE
Ao sul do rio Zambeze, mais ou menos onde hoje estão países como Zimbábue e Moçambique, o povo chona (que fala o idioma banto) construiu diversos reinos, todos eles disputando o controle das rotas de comércio de cobre e de marfim na região. Essas rotas eram importantes, porque chegavam até o litoral leste da África, onde havia presença de comerciantes árabes e indianos.
A COSTA ORIENTAL DA ÁFRICA
No litoral oeste da África, banhada pelo oceano Índico, muitas cidades-estados se desenvolveram em função do comércio internacional. Mercadores árabes e chineses traziam seus produtos em troca de ouro, marfim e cobre.
AS RELIGIÕES DA ÁFRICA
Hoje em dia, muitas pessoas desinformadas ainda acham que todos os africanos seguiam a mesma crença religiosa, vagamente chamada de “macumba”. Havia inúmeras religiões diferentes.
Em Meroe existiam deuses semelhantes aos egípcios e deuses locais, como o deus-leão guerreiro Apedemak.
Muitos povos africanos desenvolviam o culto aos antepassados.
A religião do povo ioruba foi a que mais marcou presença no Brasil, trazida pelos escravos a partir do século XVIII.
Uma parte importante dos africanos acreditavam num único Deus: eles se tornaram muçulmanos. O cristianismo também alcançou a África.
A ÁFRICA E O MUNDO
Hoje em dia, os países da África são pobre e a população passa por grandes necessidades. Parece uma triste ironia da História, pois no passado a África colaborou com o desenvolvimento das civilizações na Europa, na América e na Ásia.

sábado, 1 de novembro de 2008

Instituto Smithsoniano


Instituto Smithsoniano é uma instituição educacional e de pesquisa compreendida em 19 museus e sete centros de pesquisa, administrada e fundada pelo governo dos Estados Unidos, localizados em Washington, DC. Existem milhões de itens em suas coleções.
Para nós professores de História existe muito material riquísimo: uma exposição bicentenário de Lincoln; a rainha da música Latina, Celia Cruz; a história dramática da torcida do destino, alianças estratégicas e violento conflito entre poderosos impérios europeus e os povos nativos que vivem na América do Norte; características históricas para aprender sobre a vida e tempos de George Washington. Tem muita coisa.
Instituto Smithsoniano foi fundada para a promoção e disseminação de conhecimento pelo cientista James Smithson.
Disponível em Instituto Smithsoniano


Saiba mais


Wikipédia, a enciclopédia livre



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Rei da Jordânia, a rainha e o Brasil


O Rei da Jordânia desembarcou em Brasília onde foi se encontrar com o presidente Lula e assinar acordos. Esse país - inclusive podemos encontrar uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo, a cidade de Petra, possui um política pró-ocidental - o que tem trazido investimentos estrangeiros ao país.
O antecessor, seu pai, Hussein ibn Talal governou entre 1953 até 7 de fevereiro de 1999. Ele pertence a dinastia dos Haxemitas, cujos membros se consideram descendentes de Maomé. Procedeu a uma modernização do país e das forças armadas, tendo nesse último caso recebido assessoriamento dos EUA.
Em 1961 casou (vários casamentos) com uma inglesa, Antoinette Gardner, que mudou o seu nome para Muna e com a qual teve o príncipe Abdullah coroado rei em 9 de fevereiro de 1999. O herdeiro do trono seria seu irmão Talla I mas o pai decidiu destituir de tal título transferindo a Abdullah.
O rei Abdullah II, então, segue a política do pai, embora não ter petróleo o seu país é a favor da paz de Israel. Grande parte da população, cerca de cinco milhões, é descendente de palestinos, sobretudo, sua mulher, linda por ocasião, a rainha Rania (casou-se em 1993).
Ela nasceu no seio de uma família palestiniana oriunda da localidade de Tulkan na Cisjordânia. Percebeu? ; que se mudou para o Kuwait à procura de melhores condições de vida. Na época da invasão do daquele país pelo Iraque de Saddan Hussein, em 1990, ela e sua família mudaram-se para a Jordânia. Ali conheceu o então príncipe num jantar.
A rainha Rania luta contra o preconceito, acabar com os estereótipos ligados aos árabes e ao islã no Ocidente.
A aproximação da monarquia está em melhor momento e a visita representa uma oportunidade para duas economias que são complementares. O Brasil é um país forte no setor agrícola, ao passo que a Jordânia é grande fornecedora de fertilizantes.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Dick Farney

Voltamos à década de 50 para lembrar da bossa nova, momento muito importante que contagiou toda nossa cultura. Mas não dá para entedender todo esse rico panorama se deixar de lado Dick Farney um grande artista brasileiro. Nasceu em 14 de novembro de 1921 no Rio de Janeiro. Infelizmente ele não está mais entre nós. Em 1946 ele grava "Copacabana", de Alberto Ribeiro e João do Vale. É notável a presença dele no seu jeitinho de cantar. Depois dele veio a bossa nova. "copacabana" é um samba-canção genial.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Jovens tribeiros

O curso Ação Tribos na Trilha da Cidadania ainda está em andamento e continua nos dias 27 deste mês e 3 de novembro. A Tribo como escrevi em um post anterior, grupos de jovens de várias escolas estaduais e particulares que reúnem-se e exercitam o volutariado em sua comunidade. Lá ocorre muito bate-papo sobre os problemas sociais com variadas atividades dinâmicas.

Jovens tribeiros, nos encontros, no colégio Paula Soares.






Idéias compartilhadas entre os jovens tribeiros.



Oficina de grafitagem no colégio em novembro (os alunos da escola mostraram a escola e as grafitagens nos muros)




domingo, 19 de outubro de 2008

Oficina de Hip Hop

Na oficina de Hip Hop os alunos elaboraram uma letra e ensairam. Eles até se batizaram como Hip hopeiros do Jerônimo.

Oficinas

No Dia do Professor a Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo de Ornelas junto com o CPM organizou oficinas de Hip Hop, B-Boys e grafitagem sob coordenação do comunicador Manoel Soares.

Oficina de Hip Hop



Oficina de B-Boys



Ofinica de grafitagem





sábado, 18 de outubro de 2008

Conteúdo do Blog

Passado um mês que fiz este blog e pelo comteúdo diversificado. Hoje vou escrever como está organizado este site que permite interação entre eu o leitor ou, ainda, entre os leitores. Você pode acompanhar o número de pessoas a ver esse site (no final da página). Clicando no widget (botão laranja) traz quantas pessoas foram ou estão simultaneamente no blog. Além dessa ferramenta, o site possui um contador registrando a presença dos visitantes. Também usei outra ferramenta, somente para Porto Alegre, "tempo e clima". Clicando nele encontramos detalhes sobre o tempo. Ainda, possui o comando de rádio, 96 FM, (no final da página) podendo ouvir música.
Quanto ao conteúdo, foram publicados os seguintes assuntos:
Atualidades
-20 anos da Constituição
-Nós e a crise americana
-Trabalho infantil
-Uma base do nazismo no Brasil
-Partido Nazista no Brasil

História do Brasil
-Viagem da família real (video)
-Independência política
-O Brasil dos viajantes
-Releituras de obras clássicas

História Contemporânea
-Revolução Russa (video)

História do RS
-Revolução Farroupilha

Atividades lúdicas
-Publicações dos poemas
-As eleições municipais
-O museu na escola
-Os pôsteres dos simbolos do RS
-O piquete Jerônimo de Ornelas

Oficinas
-Tribo
-Poemas
-Fotografias


Recursos didáticos em sala de aula
-Slides de História do Brasil
-A leitura do Boca
-Desvende
-A leitura de mapas históricos
-Site de História recomendável
-Sites para pesquisas

Metodologia
-ensino de história

Índice
-Nova seção
-adendo
-conteúdo do Blog

As postagens (textos) são minhas colocações, opiniões, reflexões. Costumo sempre que abro as páginas do jornal ou clicar num link de uma agência de notícia ler tentando entender todo o contexto em que determinada notícia está inserida, buscando entender o que o autor da matéria tentou transmitir ao leitor. Daí a idéia do blog. Também as citações de fontes (artigos, reportagens, resenhas, periódicos, figuras entre outros) sempre que possível um link para poder saber mais sobre o tema.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Partido Nazista no Brasil

O Partido Nazista funcionou legalmente aqui no nosso país de 1928 a 1938. Não tem nada a ver com o integralismo. A reportagem de domingo falava da descoberta de uma base nazista em Campinas do Monte Alegre (e não Cruzeiro como escrevi no último post sobre o tema)interior de São Paulo. A fazenda do Cruzeiro do Sul era uma enorme fábrida, 16 mil alqueres, que mantinha menores (negros) trabalhando em condições de escravidão. Vale ressaltar os negros, porque, além do ódio aos judeus, os nazista tinham aversão aos negros.
O trabalho de Ana Maria Dietrich é muito bom. Ela analise os mecanismos utilizados pela polícia do Estado Novo na repressão, controle e vigilância daqueles considerados suspeitos.
Getúlio Vargas foi maquiavélico, usando as palavras de Edgar De Decca, depois de construir a imagem da Revolução de 30, passou a se dedicar à construção de uma ameaça comunista. Para tanto Getúlio foi auxiliado pelos integralistas, inventando, sobretudo, um plano Cohen que descrevia as ameaças de um levante comunista no país. Em 1937, fazendo propaganda dessa ameaça, ele obteve o consentimento das elites políticas para a suspensão das eleiçãos presidenciais e decretou a ditadura do Estado Novo. Ele estalou uma ditadura pessoal e demonstrou grande simpatia pelos movimentos fascistas e nazistas.
Não foi somentes os comunistas foram manipulados pelo ditador (Getúlio), algum tempo depois do golpe de 37, os integralistas, adeptos do fascismo e do nazismo acabaram sendo vítimas da sua política personalista. Assim, o integralismo caiu na ilegalidade, junto a todas as outras organizações políticas, sobretudo, o partido nazista. O nazismo foi disseminado em todos os segmentos da comunidade alemã de São Paulo, pasme, a história do partido nazista registra-se em todo o território brasileiro, em 17 estados, segundo a historiadora. A perseguição ocorreu durante quatro anos e era comum os alemãs, aqui, preservarem seus hábitos nazistas como a típica saudação "Heil Hitler!", uniformes, a suástica.
O documentário de Sylvio Back "Aleluia Gretchen", produzido em 1976,Conta a história de uma família que foge da Alemanha nazista e que desembarca no Brasil. Eles adquirem um hotel, que se torna ponto de simpatizantes do nazismo, e enfrentam muitos problemas de adaptação. É ótimo e mostra bem isso que estou escrevendo.
O curioso da reportagem é o depoente negro Aloizo da Silva, 85 anos, em citar a saudação "Anauê", embora humilde e com pouco estudo não soube dissociar esta saudação com aquela primeira citado nas primeiras linhas desse texto. Ele, na época, tinha 10 anos, logo mostrava o trabalho infantil, principalmente, de negros. Contava os castigos crueis, quando da desobediência. Ficavam presos no fundo poço.
A historiadora critica o método arbitrário adotado pela polícia política. Ao utilizar-se da repressão generalizada, o Departamento Estadual de Ordem Política e Social deixou escapar os grandes responsáveis pelo Partido Nazista no Brasil e prendeu aqueles que pouca ou nenhum relação tinha com o Parido.
Na reportagem mostrou o receio, ainda, dos proprietários a divulgar as descobertas. Percebeu?

Capa do livro "Caça às suásticas, o Partido Nazista em São Paulo sob a mira da Polícia Política", de Ana Maria Dietrich.



Saiba mais:
Estudo analisa repressão da polícia política
ao Partido Nazista em São Paulo

domingo, 12 de outubro de 2008

A Fazenda Nazista

Assisti o noticiário de domingo à noite de uma rede nacional de televisão (Tv Record), dia 12, sobre a fazenda nazista. Essa fazenda localizada no interior do estado de São Paulo na cidade Cruzeiro, foi encontrado por em empregado de um proprietário tijolos com desenhos impressos com marca da suástica. A reportagem também mostrou depoimento do negro Aloizo Silva, uma testemunha da época que trabalhou em condição de escravidão aos simpatizantes do nazismo nas décadas de 30 e 40 do século XX. Segundo conta, ele era identificado como o número 23. Eram meninos negros 1 a 50 levados do Rio de Janeiro para ao interior paulista com promessas de uma vida digna e feliz, quando, na verdade, eles recebiam a enxada e uma jornada de trabalho a cumprir a exaustão na fazenda. O depoente conta, também, do sinal de saudação (anauê) que eles deviam fazer aos simpatizantes nazistas.
A reportagem entrevistou Ana Maria Dietrich, professora de História Contemporânea da Universidade Federal de Viçosa. Ela estuda o tema nazismo no Brasil, pela USP, há 13 anos, sobre o título "Caça às suásticas analisa a repressão ao partido nazista em São Paulo na Era Vargas". O grande objeto de pesquisa de Caça às suásticas é a história da repressão ao Partido Nazista no Estado de São Paulo. Esse trabalho pode se encontrado na internet e está disponível em: Revista de artes e humanidades

Manifestantes do Movimento Integralista realizam o gesto



Fonte iconográfica: Wikipédia, a enciclopédia livre.

12 de Outubro

O Dia 12 de Outubro no Brasil foi criado por um político, na década de 1920. Mas somente em 1960, quando a Fabrica de Brinquedos Estrela decidiu fazer uma promoção em conjunto com a Johnson & Johnson, para aumentar suas vendas, lançando a "Semana do Bebê Robusto", é que a data passou a ser comemorada.
A estratégia deu certo, que desde então quando chega essa data o que se vê é mais um dia para consumir e agradar o deus mercado.
O Dia da Criança é importante se lembrado, pois ela teve sua infância vergonhosamente roubada, sua dignidade negada e sua precária força de trabalho explorada.
Claro que trabalho infantil não tem nada ver com ajudar os pais em casa. Esse trabalho tem a ver com a condição de escravo ou semi-escravo. Historicamente, o trabalho infantil tem seu início paralelamente ao do próprio trabalho desde que o ser humano passou a depender da agricultura de subsistência. Tem suas raízes ligadas à escravidão, ou seja, desde os primórdios da humanidade existe a exploração do homem pelo homem, e juntamente, do trabalho infantil, pois se existia escravidão por dívidas, e quando se conquistavam novos povos, claro que não se pouparam às crianças que, possuíam braços para trabalhar, assim como os adultos. No caso da escravidão por dívidas, os credores utilizavam a força de trabalho dos filhos dos devedores para aumentar seus lucros.
O trabalho infantil mostrou presente na Idade Média e principalmente, na Revolução Industrial.
Não há como evitar a exploração que ocorreu, mas há sim como buscar erradicar o que ainda existe. Um dos passos fundamentais a serem dados para tal é a conscientização social, porque a sociedade precisa mobilizar-se exigindo das autoridades a responsabilidade que lhes cabem, fazendo a sua parte através de ONGs, e mesmo mudando de atitude, onde cada um fizer a sua parte, por menor que seja, não dando margem a qualquer tipo de exploração da mão-de-obra infantil.

O mercado internacional ignora que por trás de uma commodity lucrativa pode estar o trabalho infantil e a guerra civil

A crise


A crise é mais séria que atingiu os Estados Unidos desde 1930. Mas não presenciaremos uma crise da dimensão daquela. A origem de toda essa turbulência estava sob a batuta de Greenspan (antecessor de Ben Bernanke). O Banco central americano praticou taxas de juros muito baixas, negativas até, o que impulsinou o mercado de crédito. Outra crítica mais consistente que poderia ser feita ao Partido Democrata é que o governo Clinton (1993-2001) foi um dos responsáveis pela desregulamentação que possibilitou esse caos. O atual presidente apenas a radicalizou mais um pouco. Agora a cavalaria heróica americana formada pelo secretário do Tesouro (Paulson), FED (Ben Bernanke), e a presidência (Bush júnior) simplesmente socializaram os prejuízos dos ricos.
O paradoxo dessa situação da economia de reduzir o papel do Estado (neoliberalismo), substituindo-o pelo mercado, terminou aumentando-o.
No Brasil a crise não chegará em grande dimensão, embora os Estados Unidos continuam nossos maiores compradores com 2,411 bilhões em média ao mês. Mas nosso país está mais arrumadinho, com contas internas saudáveis, crédito em crescimento e, principalmente, possui um sistema financeiro extremamente sólido. Apesar de a Bolsa brasileira registrar as maiores quedas dos preços das ações nos últimos dias, o impacto sobre a vida do brasileiro e das empresas, ao mercado será restrito.
Segundo o professor da Universidade de Nova York, Nouriel Roubini, uma ação coordenada dos bancos centrais do mundo todo (para baixar o juro) poderia ajudar a reduzir os efeitos da crise: no último dia 29, quando o FED irrigou diretamente o mercado com linhas de crédito de 600 milhões de dólares. Na Europa, muitos bancos atuaram no mesmo sentido. Ainda assim, as taxas de juros interbancárias estão muito altas em razão da desconfiança. Ninguém emprestará para ninguém até que o cenário fique mais claro. Um corte de juro generalizado daria fôlego aos mercados emergentes, faria crescer a confiança nos desenvolvidos. Não resolveria a crise, mas seria um ponta pé para que a recessão nos Estados Unidos e Europa fosse mais amena.


Fonte: uma série de artigos sobre o tema de autores como Márcia Pinheiro, Luiz Carlos Azenha, Antônio Delfim Netto, André Siqueira, Antônio Luiz M. C. Costa e Luiz Gonzaga Belluzzo da revista CartaCapital, edições 517, 516, 515, 514 e 513 desse ano.

sábado, 11 de outubro de 2008

TRIBOS

A Tribo é um grupo de jovens de várias escolas, públicas e privadas, discutindo assuntos sociais (prostituição, drogas, fome, alcoolismo entre outros). Os jovens exercitam o empreendorismo, por meio do voluntariado organizado, em ações nas suas comunidades. Ela (Tribo) é de iniciativa da Parceiros Voluntários, que é mantida por grandes empresas descrito no material institucional da ONG. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo de Ornelas há muito tempo participa dessa ação nas trilhas da cidadania.

Cartaz da marca Tribo, em 2007, na redenção, tradicional parque da cidade.


Alunos da escola que registraram presença na Tribo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

5 de Outubro de 1988


Passados 20 anos, a Carta Magna vive a sua contradição, mas um avanço a democracia. A sétima da República e a segunda mais longa. A primeira que excluia analfabetos, mulheres, mendigos. A constituição de 1891. Mas a mais longa foi a de 1824, quando o país era uma monarquia, que era mais excludente que a primeira(da República). As gerações mais antigas se lembram e a geração coca cola já viu ou ouviu falar daquela imagem histórica, na época, o presidente do Congresso Constituinte, Ulysses Guimarães, com a voz encharcada de esperança, a promulgação da Constituição Cidadã.
De lá até hoje, ela teve 55 emendas e ainda aguarda leis para vigorar plenamente.
Há mais de 1.107 propostas de emendas constitucionais tramitando na Câmara dos Deputados. Há propostas de reforma política, tributária, judiciária e educacional. Há, também, quem sonhe com uma nova Carta para substituir a velha. Nos assusta quanto as inúmeras propostas debatidas no Congresso e pouco se sabe delas. Dependemos de políticos honestos, éticos, democráticos, críticos para que a Constituição não prejudique o trabalhador.

domingo, 5 de outubro de 2008

História do Brasil

A projeção de slides é um recurso fantástico para se utilizar em sala de aula. Aconselha, na maneira do possível, utilizar este recurso. Publico slide no power point a aula de História do Brasil Colônia Parte 1, Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (Juazeiro - BA) - Professora Jackeline Póvoas. Disponível em: slideshare



Aula Historia Brasil Jack
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sábado, 4 de outubro de 2008

1808 - A viagem da família Real

O livro "1808 - A viagem da família Real" é o primeiro infantil sobre o tema no País lançada pela editora Caramelo. O autor do livro é Gilson Barreto. Ele é médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Assista a entrevista feita pela TVB (uma emissora de televisão brasileira afiliada ao SBT na região da Baixada Santista, fundada em 1992). O autor conta a história dos amigos Lucas e Bimbo que decidem atravessar o oceano Atlântico para chegarem a Portugal, mas quando estão quase chegando em Lisboa, uma forte tempestade os obriga a pousar o avião na água, e os dois são salvos pela tripulação da caravela que está levando a família real para o Brasil. Detalhe é D. João VI o narrador. Ele fez para o público de 6 a 12 anos. O livro é todo ilustrado em aquarela.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

“A Fórmula do Amor”

Neste mês o 2º poema resultado das avaliações de trabalho da Oficina de Poemas ocorrido de 30 de junho a 25 de agosto do corrente ano(7 encontros). Esse poema é de autoria da aluna Paula, 6ª Série.

“A Fórmula do Amor”

Echylem

Categoria juvenil

Tudo o que há de bom em mim;
É o motivo do nosso “amor”;
A paixão me deixou assim;
E eu fique de bobeira;
Não importa a onde a gente está;
Que o lugar vira uma fogueira;
Ta difícil de segurar;
Não é brincadeira;
Me pede e a gente volta à namorar;
Me excita, me acalma e dá sede;
Me beija na boca e me ama;
Se estamos sozinhos;
Rolam tantos carinhos;
Nosso Amor é demais;
A loucura e os desejos não param;
Quando a gente se encontra me dá febre
de Amor
meu corpo incendeia;
É a loucura da “Fórmula do Amor”.

A Fórmula do Amor;
É feita com os seguintes ingredientes;
500 gramas de carinho;
200 gramas de compreensão;
200 gramas de felicidade e;
100 gramas de afeto.
Se somarmos tudo teremos;
1000 gramas do mais;
Lindo, puro e verdadeiro “Amor’.

Se você ser carinhoso;
Compreensivo e feliz;
Com as pessoas e com;
Você mesmo;
Pode se sentir satisfeito;
Para saber que você;
Está vivendo;
O momento mais feliz de sua vida;
Tudo isso está somado;
A Fórmula do Amor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Brasil monárquico I

Começarei nesta quinta a escrever sobre o processo de emancipação do Brasil, uma releitura da obra clássica "História Geral da Civilização Brasileira". Essa obra é composta em 11 volumes - dois dedicados à época colonial, cinco ao Brasil monárquico e quatro ao Brasil republicano - constituem num acervo indispensável para o período histórico. Minha fonte é do Tomo II, volume 1, sob direção de Boris Fausto, 11ª edição, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, ano 2004.

Aspirações de infidelidade à Coroa
Não é fácil determinar quando as pessoas comuns da América portuguesa começam a se sentir-se unidos por vínculos mais fortes do que todos "os contrastes ou indiferenças" que separam a Colônia e a Metrôpole. As rebeliões indígenas, negras, anicoloniais nativistas são manifestações contra o rei de Portugal. Houve mesmo influências das revoluções liberais européias (francesa e inglesa). Mas a chegada da família real no Rio de Janeiro abreria um novo capítulo na história.
Mais importante ainda é pensarmos no pensamento de infidelidade à Coroa, na época era a tradução de inconfidência. Os inconfidentes estavam dispostos a outra realidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Brasil dos viajantes


Sabemos que o corrente ano se comemorou a chegada ao Brasil da família real. Em números redondos, 200 anos, se passou esse momento da história. A partir de 1808, chegaram a América portuguesa (assim era chamada, na época, o Brasil) pintores, desenhistas, cientistas, arquitetos e diplomatas que registraram as paisagens, as gentes, os costumes e os acontecimentos.

D. João VI quis decorar os palácios com obras de arte. Na época usava-se cobrir as paredes com grandes telas representando paisagens, retratos e cenas históricas. Debret aceitou o convite e partiu para o Brasil. As pinturas dele permite acompanhar a vida da Corte no Brasil e conhecer o ambiente que os rodeava.

domingo, 28 de setembro de 2008

Boca de Rua


O Boca de Rua é produzido em Porto Alegre desde 1999 por meninos e meninas de rua. O Boca como é chamado é coordenado pela ONG ALICE (Agência Livre para Infância,Cidadania e Educação). Reinaldo Luiz dos Santos foi morador de rua e hoje atua no Boca como universitário. Esse jornal é inspirado em algumas idéias surgida na Inglaterra. É um dos primeiros jornais vendidos nos metrôs de Londres. Clara Glock, que é uma jornalista que trabalhou por 14 anos na editoria de Cidadania da Zero Hora, visitou Londres e teve a idéia de trazer para o Brasil a experiência. Junto com a Eliane Brum, escrevia para Zero Hora, hoje para a Revista Época, Jaime, que é um dos integrantes do Fórum de Democratização para a Comunicação, e a Rosina Duarte criaram o Boca de Rua. No início tinha cinco componentes. Atualmente, trabalham 30 integrantes da sua parte adulta e 15 crianças e adolescentes que são integrantes do suplemento Boquinha, que a Rosina Duarte coordena. Reinaldo Luiz dos Santos participa do Boca desde de janeiro de 2001. O Boca é mantido por apoio da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e a ALICE. As reuniões do Boca são realizadas no Bandejão Popular Gaúcho e os meninos e meninas de rua chegam ao 12h. Lá se encontram eles e fazem as pautas das reportagens para o Boca. Também as reportagens são feitas em praças públicas. O Boca tem um Blog Acesse!!

Oficina de Fotografia

Os alunos de 6ª a 8ª séries foram dia 19 de setembro no Acampamento Farroupilha convidados a participarem da Oficina de Fotografias pelo Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF). O sr. Manoelito ministrou a oficina ao grupo de alunos da escola Jerônimo de Ornelas acompanhado por prof. Tyrone.
Também ocorreu a mostra de trabalhos dos alunos sobre "Os Símbolos do RS" no Acampamento Farroupilha.

Conteúdo desenvolvido
-Fotografia
Metodologia
-Aulas dialogadas.
-Análise de imagens de jornal.
-atividade em grupos.
Avaliação
-Análise de fotos.
Os alunos no ônibus indo ao Acampamento Farroupilha


Eles em frente ao piquete Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore


Eles em circulo enquanto o prof. Manoelito (à esquerda) palestra.



No final da oficina as avaliações das fotos após a atividade em grupo pelo Acampamento Farroupilha

sábado, 27 de setembro de 2008

Desvende

A primeira fonte iconográfica refere-se uma série de imagens que remonta a época da Revolução Russa. Era o ano de 1917. "Uma manifestação de rua em Nevsky Prospekt logo após o Governo Provisório ter aberto fogo com metralhadoras contra os manifestantes"; "General L. G. Kornilov, acenando à multidão de Moscou, da parte traseira de uma limusine aberta durante a Convocação do Estado sob o clima de vitória do Governo Provisório, entre 12 e 15 de Agosto de 1917"; "econstituição feita em 1920, por ocasião do 3º aniversário da Revolução de Outubro, na qual os bolcheviques representam como foi a tomada do Palácio de Inverno. A ação real ocorreu à noite e não haviam câmeras fotográficas a postos";"Delegados(as) da 1ª Sessão de todos os deputados operários e soldados russos. Foto tirada dentro da Câmara de Duma, no Palácio de Tauride, Petrogrado, Junho de 1917". Essa imagens estão disponíveis no FLICKR, que é um site que partilha imagens fotográficas, segundo Wikipédia (enciclopédia livre).
Disponível em Flickr

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Aula: Hebreus



Estou escrevendo sobre minha aula. Me motivei quando ouvi a frase "para os alunos é muito difícil entender os conflitos no Oriente Médio eu mesma não entendo". Ela mexeu com meus sentimentos. Fiz uma atividade de completar um informe sobre "uma região de conflitos eternos" acompanhado de um mapa da Palestina atual (para que identificasse cidades e países...) para as minhas turmas de 5ª séries. Era a 3ª aula sobre o assunto!
O que se estuda da civilização hebraica? Começamos com os Patriarcas e juízes, a monarquia hebraica, a divisão dos hebreus e a religião. Para o eficaz processo de aprendizagem devemos mostrar ao aluno os problemas no Oriente Médio. Não há como o professor desprezar os conflitos entre judeus e palestinos. Esse assunto está cotidianamente nos noticiários das redes abertas de televisão e em jornais de larga circulação, o que permite ao aluno, MESMO EM ÁREAS MAIS CARENTES, ter contato com eles. E, mais importante, esses povos e essas regiões (os demais estudados)são consideradas "o berço da civilização". O ALUNO DEVE SER CAPAZ DE COMPREENDER PORQUE SÃO ASSIM CONSIDERADAS. Ressalta-se também a importância do estudo dos mapas. O aluno desta faixa etária tem dificuldade em localizar espacialmente, assim como temporalmente, as regiões, países e continentes atuais que correspondem essas áreas.
Estas são as minhas considerações metodológicas e abalos sentimentais em vê que ainda existam pessoas sem fé na nossa juventude atual.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

HISTÓRIANET


Na seção 'Pesquise' você estudante liga-se no site História net. Ele é uma excelente ferramenta escolar. Traz seções de História do Brasil, do Mundo, e da América. Também disponibiliza ao estudante seções com assuntos temáticos, da Arte, Atualidades, Vestibulares, Notícias, Livros Filmes, Mapas, Biografias e Ilustrações.
Os autores do site são Claudio Barbosa Recco Formado em História pela USP e o colaborador Cristiano Rodrigo Catarin Licenciado em História pela UniABC-SP.
ótima dica para fazer excelentes trabalhos. Mas não faça plágio, que é uma apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outra pessoa. Imprima, leia, seleciona, resuma...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Novas seções

Estou inserindo três novas seções no nosso bloguer: 'Fique por dentro', 'filme recomendado', e 'desvende'. O primeiro traz notícias sobre professores, alunos, ensino, história, geografia e literatura. No rodapé do bloguer fique atento que vai aparecendo o assundo seguido da notícia; o segundo é análise de filme (Ensaio sobre a Cegueira); e por fim o último, análise de imagem do passado: desvende se for capaz!!!

Metodologia

Nas minhas aulas tenho o hábito de ser prático. Elas são dialogadas com atividades individuais ou em duplas ou em grupos. A leitura de textos e principalmente de imagens. As pesquisas e a elaboração de registros coletivos e ou individuais. E análise de filmes.
A avaliação que faço compreendem três momentos: conteúdo, atitudes e habilidades. O primeiro a capacidade de compreensão dos conceitos em diversas situações; quanto as atitudes, a observação de opiniões das atividades grupais, nos debates, nas manifestações dentro e fora da sala, nas visitas, passeios, na distribuição de tarefas e responsabilidades, e quanto as habilidades a compreensão das atividades que permiti o debate, o trabalho em equipe, fazer uma pesquisa, utilizar os instrumentos (provas, trabalhos, exercícios, etc.), pensar criticamente.
Me preocupo muito com a metodologia e as avaliações, pois elas são fundamentais para o processo de aprendizagem.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

“Eu Choro”

Publicarei a partir de hoje os trabalhos de avaliações dos alunos na Oficina. O primeiro é de autoria do aluno José Lucas, 6ª Série.


“Eu Choro”

Lutas


Categoria Adulto


Choro porque você partiu.

Choro porque meu amigo subiu.

Choro porque não vejo

mais seus olhos cor de mel.

Doía adeus, agora vai brilhar lá no céu.

Choro quando lembro de você sorrindo,

agora lembro de você quando escuto tiros.

Seu jeito alegre de ser,

meu amigo eu vi você crescer.

Quando entrou nesta vida,

talvez até pensou na sua família,

nas pessoas mais queridas, aquelas

que no seu lado sofriam

e também sorriam.

Eu choro porque você é meu amigo

e morreu na mão de um

bandido com oito tiros, só penso prá que isto.

Neném fique com deus e amém

Adeus Andrius.

Este é o poema que fiz para mostrar

que não estamos nem um

pouquinho felizes, sua família está magoada,

porque a vida é ingrata.

Doía nunca vamos esquecer de você,

porque perto do Dener eu lembro de você.

Abraço do seu amigo José Lucas.

Canal de filmes LavTV

Canal de filmes LavTV
filmes 24 horas

Charge

Charge

charge

charge

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

Charge: Latuff e o massacre no Pinheirinho*

A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui