sábado, 11 de julho de 2015

Documentário Como nos Tornamos Humanos

Este documentário é excelente para trabalhar com os alunos do ensino fundamental II, posso dizer isso, trabalhei com as turmas 6C e 6D em 2013, utilizando trechos do documentário e analisando a evolução humana.











quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Basta de Simone e Frank Sinatra: canções de Natal em reggae style

Para rebater esse patético Natal brasileiro com Papai Noel nórdico, “frio” em pleno verão tropical e neve de isopor, tudo macaqueado dos Estados Unidos, algumas canções natalinas em ritmo de reggae. Quem não aguenta mais Simone e Frank Sinatra tem agora uma trilha sonora para a festa mais chata do ano. Jah é.
Yellowman: African Christmas
Yellowman: We Wish You a Reggae Christmas
John Holt: Lonely This Christmas
Bob Marley and The Wailers: White Christmas
Bob Marley and The Wailers: Sound the Trumpet
The Silvertones: Christmas Feelings
Jacob Miller: Natty Christmas
Fonte: http://socialistamorena.cartacapital.com.br/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Como são realizadas as pesquisas eleitorais?

As pesquisas são feitas utilizando técnicas de estatísticas de amostragens. Essas técnicas permitem que podemos, ouvindo pessoas no caso eleitores, conseguir com isso uma população muito maior. Para isso é necessário que haja uma representatividade na amostra de cada uma das principais características da população.
Isso dentro da própria obrigatoriedade no TSE e TREs para que uma pesquisa possa ser registrada e portanto é possível  é uma técnica muito utilizada. Podemos ouvir três mil pessoas um pouco mais e um pouco menos dependendo de como sai o cálculo, que é o cálculo bastante apurado para que podemos chegar há um número de pessoas mas o mais importante dentro disso é que o plano amostral em relação ao sexo, idade, o grau de instrução, o nível econômico do entrevistado e mesmo como uma representatividade de trabalho a área rural, a área urbana, as cidades que vão sendo pesquisadas para que essa quantidade de pessoas sendo ouvidas que seja uma amostra representativa da população e portanto não é buscar de maneira aleatória qualquer pessoa mas dentro de uma característica que permita que essa amostra seja o reflexo em bem menor  escala da população que está sendo estudada.
Normalmente os institutos IBOPE e  DATAFOLHA são institutos bastante antigos e há outros, eles têm que seguirem alguns critérios que são obrigatórios para que a pesquisa possa ser registrada pois quando aparece na televisão vem informações de quem contratou a pesquisa, quem pagou pela pesquisa, o período de realização mas o detalhe, o nível de confiança, aqueles 95%, a margem de erro, os dois pontos colocado para cima e para baixo mas além disso normalmente na Justiça Eleitoral temos esse registro, esse restando dessa ponderação e da representatividade da amostra.
Existe uma técnica de amostragem estatística bastante apurada para que se possa fazer o cálculo do tamanho da amostra e que essa amostra, então aqui é o ponto mais importante, é que além do cálculo das três mil pessoas enfim, o importante é que temos uma representatividade da população. Por isso a pesquisa não pode ser feita numa única cidade, numa única região, não são buscada as pessoas de maneira aleatória mas a representatividade da população ou seja sexo, idade, nível de renda para que tenha dados que se aproxime das características da população como um todo.
As pesquisas feitas nas grandes capitais, nas grandes cidades, no interior do país também, cada instituto ali determina o seu problema de coleta de dados mas o ponto é, podemos imaginar, três mil pessoas, dentro de uma população de 200 milhões é comum, é fácil compreender  que muitas pessoas nunca é visto fazendo uma entrevista, também é comum que as entrevistas sejam feitas em grandes pontos de concentração,o ponto é que quantos serão entrevistados uma pessoa passando na rua e não várias pessoas ou um grande fluxo de pessoas, que tem uma equipe de pessoas do IBOPE e DATAFOLHA fazendo a entrevista. Então é natural que o total de pessoas amostradas, muitas pessoas não tenha sido entrevistadas o que não significa que a pesquisa não tenha validade estatística.
Quanto as disparidades que acontecem, temos dois pontos importantes, o primeiro é que para fazer uma análise de uma pesquisa eleitoral é fazer uma análise horizontal, ou seja, fazer uma análise da tendência de cada candidato postulado ao cargo disputado e não apenas daquela específica.
 Quando se analisa a tendência podemos apontar tanto no IBOPE quanto no DATAFOLHA a possibilidade dessa mudança de cenário. A pesquisa que foi apresentada no dia 4 de outubro tanto do DATAFOLHA quanto pelo IBOPE já começava a mostrar uma mudança de rumo quanto ao candidato pro-empresarial, Aécio Neves, passando a candidata do PSB, Marina Silva. É muito interessante que o resultado da pesquisa de Boca de Urna, o IBOPE já mostrava também, já na Boca de Urna, que Aécio Neves ficaria na frente de Marina Silva.
O fato interessante quando se analisa a Boca de Urna que no IBOPE mostrava 27% para Aécio Neves e 24% para Marina Silva falando  em números redondos e não em porcentagens atuais, a eleição mostrou 34 e 21, é que no caso da pesquisa de Boca de Urna, ela tem que ser feita em torno das meio dia  para que o instituto possa fazer apuração dos dados e divulgar os resultados antes da leitura das urnas. Aqui temos uma influência aleatória que pode trazer, não sabemos exatamente, de um movimento de um simpatizante de  um candidato A ou do candidato B não ter ouvido naquele horário, e portanto temos uma característica que pode acontecer uma disparidade, o que não significa necessariamente um erro do resultado mas isso pode explicar um pouco a diferença do resultado final mas aqui realmente só entendendo quais foram as capitais, quais foram as cidades, como foram feito o processo para poder comentar com mais precisão a diferença da realidade, mas o fato é que as tendências já começavam apontar isso e talvez o próprio último debate da Rede Globo, na quinta-feira acabando na sexta-feira de madrugada, teve um impacto importante. Então podemos imaginar uma quantidade de pessoas que eram votos brancos e votos nulos começando a se definir, e existe aquele tempo de maturação, viram o debate, começam a conversar com amigos e familiares, colegas e vira assim.  aquele processo de definição, o número de indeciso começa a mudar a intenção de voto de Marina Silva para Aécio, acaba  tendo esse impacto e esse candidato pro-empresarial  foi capturado pela pesquisa, pois a pesquisa é o retrato do momento.

Tyrone Andrade de Mello

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

105 anos da Imigração Russa

 A colonia russa de Campina das Missões/RS, comemorou a chegada aqui, seus costumes, crenças aos 105 anos da Imigração Russa (1909-2014), Dia da Etnia Russa no RS - 09 de outubro (Lei Estadual nº 13.156/2009), Festa do Padroeiro da Igreja, Apóstolo São João Evangelista102 anos de Ortodoxia no Brasil (1912-2014).

Campinas das  Missões possui uma das maiores colônias de descendentes russos do Rio Grande do Sul.



Mais informações: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-18062007-141410/pt-br.php 


História dos imigrantes japoneses no Brasil


Ozias Alves Jr
Jornalista

Em 18 de junho de 2008, comemorou-se o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Foi no dia 18 de junho de 1908 (no calendário japonês, ano 41 da era Meiji), a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos (SP), trazendo os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. 
Por que “Era Meiji”? As “eras” correspondem aos reinados dos imperadores do Japão. “Meiji” era o imperador que reinou entre 1868 a 1912. O Japão adotou o calendário gregoriano (ocidental) em 1900.
Sobre o navio Kasato Maro, relata o site do jornal Nippo-Brasil: “Kasato Maru, que trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil, era chamado de Kazan, que funcionou como navio-hospital e posteriormente embarcação comercial pelos russos. O navio acabou nas mãos dos japoneses após a Guerra Russo-Japonesa. Antes de transportar imigrantes, foi utilizado para levar soldados que tinham combatido na Manchúria. De embarcação de passageiros, o Kasato Maru transformou-se em navio cargueiro durante longos anos. Em 1942, entrou na lista da esquadra japonesa na Segunda Guerra Mundial. No dia 9 de agosto de 1945, ele foi bombardeado por três aviões. A ação teve início às 11h15 e terminou às 14h30, depois que o Kasato Maru afundou completamente nas águas geladas do Mar de Behring. Antes de trazer a primeira leva de nipônicas às terras brasileiras, ele já havia transportado pioneiros para o Havaí, em 1906, e para o Peru e o México, em 1907.”

105 anos antes
Poucos sabem que, 105 anos antes da chegada dos primeiros imigrantes nipônicos ao Brasil, cinco japoneses estiveram no Brasil. O ano era 1803 e o local foi Ilha de Santa Catarina, onde hoje fica a atual Florianópolis. Se ninguém provar o contrário, foram os primeiros orientais a pisarem em solo brasileiro. 
Um adendo para quem não conhece a história local: A ilha chama-se “Santa Catarina”. A cidade, que é a capital do estado de Santa Catarina, situada nesta ilha, chamava-se “Nossa Senhora do Desterro”. A partir de 1894, teve o nome mudado para “Florianópolis”, em homenagem ao 2º Presidente da história do Brasil, Floriano Peixoto. 
Em novembro de 1979, o então presidente João Figueiredo esteve em Florianópolis para, entre várias atividades, inaugurar uma estátua de Floriano Peixoto na praça central da capital, a “XV de Novembro”. 
Houve protestos populares e a estátua em questão foi derrubada a pontapés pela multidão. Ou seja, hoje não há uma estátua que homenageia Floriano Peixoto justamente na cidade cujo nome o homenageia. 
O episódio em questão, que teve até cenas como o presidente da República, ministros e simpatizantes literalmente caindo aos socos e pontapés com estudantes na rua Felipe Schmidt, ficou conhecido como “Novembrada”. 
Bom! Voltando ao assunto desse artigo: os japoneses não só passaram pelo Brasil como também deixaram um registro de suas impressões sobre o país num livro publicado no Japão em 1807. A obra intitula-se “Kankai Ibun” (Informações exóticas ouvidas na viagem ao redor do mundo). 
O capítulo sobre a passagem dos japoneses na ilha de Santa Catarina (hoje Florianópolis) foi traduzido para o português pela professora Tomoko Kimura Gaudioso, advogada, mestre em direito comparado e coordenadora do Núcleo de Estudos Japoneses da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com sede em Porto Alegre (RS). 
Em novembro de 2003, o Consulado Geral do Japão em Porto Alegre mandou imprimir uma brochura de 32 páginas intitulada “Os Japoneses no Brasil: Suas Primeiras Impressões.”
O livreto foi lançado durante a Iª Semana Cultura Japonesa de Florianópolis, realizada entre 3 a 9 de novembro de 2003, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. 
A época e o local desse evento não foram mera coincidência. Os japoneses aportaram na Ilha de Santa Catarina em novembro de 1803, certamente por volta do dia 29 daquele mês. 
O editor do livro japonês escreveu: “Acredito que tenham aportado em Ekaterina, Bracilí, no dia 29 de novembro (de 1803), ou seja, no dia 16 de outubro do nosso calendário.”
Na ocasião, foi inaugurado um monumento em homenagem a estes japoneses, uma escultura em basalto com formato da Ilha de Santa Catarina, executado e doado pelo escultor Élson Outuki, de São Joaquim. Está instalado no pequeno jardim japonês do CIC (Centro Integrado de Cultura), em Florianópolis. 




Capa da brochura da tradução sobre a história dos primeiros japoneses no Brasil




Nota sobre o evento comemorativo aos 200 anos do primeiro contato de japoneses com o Brasil




Matéria sobre Associação Nipo-Catarinense no jornal São Paulo Shimbun, em 2003



Reportagem do Jornal do Nikkey de 2003


Na edição semanal de 19 a 25 de novembro de 2003, o jornal Nippobrasil, de São Paulo, publicou uma nota sobre o evento que marcou os 200 anos da passagem dos primeiros japoneses em solo brasileiro, e o lançamento da brochura com essa história. 
Mas quem foram os tais japoneses que estiveram na Ilha de Santa Catarina? Como vieram parar aqui? O que acharam daqui?
Eis uma história até digna de um filme. 

Náufragos japoneses fazem volta ao mundo numa expedição russa

Era 1793. Um barco a vela japonês chamado “Wakamiya Maru”, que havia partido da cidade de Mutsu, situada na atual província de Miyagi, acabou assolado por uma tempestade no Mar do Japão. 
Acabou à deriva por longos seis meses. Dez sobreviventes, sabe-se lá em que condições, conseguiram chegar à Sibéria, Rússia. 
Lá viveram por oito anos até que foram enviados a São Petersburgo, capital do Império Russo na época, no outro lado do imenso país que, de tão grande, tem nada mais do que 11 fusos horários diferentes. 
Cinco dos náufragos acabaram embarcando na primeira expedição russa que partiu para uma viagem ao redor do mundo. 
Os náufragos japoneses, que aprenderam russo, foram designados para serem intérpretes do barão Nikolay Petrovich Rezanov (1764–1807), diplomata enviado do Governo Russo para tentar um acordo comercial com o Japão. Rezanov também era um dos diretores da empresa “Russian American Company”. 
Um detalhe sobre o diplomata Rezanov: aos 14 anos de idade já falava cinco idiomas. Depois da viagem ao Japão, chegou a publicar um léxico da língua japonesa. 




Rezanov (1764–1807)




Czar Alexander I (1777-1825)

Alguns dados e o quadro de Rezanov foram extraídos do site http://en.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Rezanov. 

O lançamento da expedição foi decidido em 1802 pelo Czar Alexander I (1777-1825). Seu objetivo era estabelecer relações diplomáticas com o Japão e manter o comércio de peles na Sibéria. 
No entanto, na época, a Rússia não tinha navios capazes para uma viagem tão longa. Por isso, o governo russo enviou um oficial da marinha, Urey Lisiansky (1773-1837), à Inglaterra. Sua missão era comprar os navios necessários para a viagem de circunavegação do globo. 
Em Londres, o oficial Lisianky comprou dois navios, os quais foram batizados de “Nadeshda” (“Esperança” em idioma russo) e “Newa”. 
Na página 143, do livro “Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos séculos XVIII e XIX”, o editor informa que o preço dos navios foi $ 22.000 (vinte e duas mil libras). Aliás, um detalhe. Nesse livro em questão (Ilha de Santa Catarina), não foram informados o(s) nome(s) do(s) tradutor(es), nem de quem organizou a obra (editor). 
A chefia da expedição foi dada ao militar Adam Johann von Krusentern (1770-1846). Este foi designado capitão do navio “Nadeshda”. 
Nascido em Hagudi, na Estônia, Krusentern tornou-se almirante e ficou conhecido como o primeiro a liderar uma expedição russa a fazer a circunavegação pela terra. “Adam Johann” é o nome em alemão. Em russo, seu nome é Ivan Fedorovich Kruzenshtern (Иван Фёдорович Крузенштерн). 




Von Krusentern: chefe da expedição russa



Urey Lisianky: capitão do navio “Newa”

Já para o navio “Newa”, o oficial designado para ser o capitão foi o citado Urey Lisianky, aquele quem comprou as embarcações na Inglaterra. Seu nome em russo era Юрий Фёдорович Лисянский (Yuri Fyodorovich Lisyansky). A expedição partiu de Kronstadt, Rússia, a 7 de agosto de 1803, com destino ao Japão.
Ao invés de contornar a África em direção ao Japão, os russos decidiram fazer o caminho contrário: atravessar o Estreito de Magalhães, no estremo sul do continente sul americano e alcançar o Japão pelo oceano Pacífico. 
Aliás, uma nota: Kronstadt, de onde partiram e situado a 50 quilômetros a oeste de São Petersburgo, tornar-se-ia famoso por causa da revolta de marinheiros contra o governo Bolchevique, os comunistas que tomaram o poder em 1917. O episódio histórico da Guerra Civil Russa ficou conhecido como a “Revolta de Kronstadt”.
Mas voltando ao assunto: os navios russos chegaram às ilhas Canárias, no oceano Atlântico, e, em seguida, navegaram diretamente rumo à Ilha de Santa Catarina. 
Mais ou menos no dia 29 de novembro de 1803, a expedição chegou à Ilha de Santa Catarina, que na época não se chamava “Florianópolis”, nome este que só seria adotado a partir de 1894, conforme já informado numa nota anterior. 
A expedição ficou dois meses e 10 dias em Santa Catarina porque os navios passaram por reparos. 
Depois seguiram viagem, atravessaram o Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul. Um dos navios aportou no Japão para a missão diplomática do já citado diplomata Rezanov. 
No final dessa história, a missão fracassou e os japoneses finalmente ficaram no Japão. Isso já era 1805. 



Japoneses deixam relato sobre a viagem



Primeira página do livro Kankai Ibun Dai 12 Kan



Capa do livro Kankai Ibun Daí 12 Kan, de 1807.(Reprodução: Internet)

Aí chegamos ao livro “Kankai Ibun Dai 12 Kan”, o volume 12 de “Informações Exóticas ouvidas na viagem ao redor do mundo.”
Imaginem a cena. São cinco japoneses retornando ao país depois de 11 anos fora. Sim, eles eram os náufragos à deriva no oceano por causa de uma tempestade em 1793, que chegaram à Sibéria, Rússia, seis meses depois, que viveram na região durante oito anos; foram enviados à São Petersburgo, capital da Rússia, no outro lado de um imenso país continental e, finalmente, embarcaram numa expedição ao redor do mundo. Quantas histórias tinham para contar. 
Hoje vivemos no mundo da internet, das viagens intercontinentais que duram menos de um dia, dos jornais, dos almanaques, da informação ao vivo. Temos uma imensidão de informações sobre o exterior através da TV. Mesmo assim, ainda ficamos atentos ao ouvir relatos de amigos turistas que viajaram ao exterior. “Como é a Europa?”; “Como são as pessoas?”; “O que você viu lá?”. Estas são perguntas comuns, mesmo numa época em que temos tanta informação sobre o exterior. 
Agora imagine a curiosidade que os japoneses tiveram quando depararam-se com seus camaradas retornando de uma longa viagem numa época em que não havia a tecnologia da informação que temos hoje. 
O leitor deve-se lembrar que o Japão era um país isolado desde o século XVII. O comércio com outros países ficou proibido e os japoneses não tinham contato com o mundo exterior. Esse isolacionismo foi quebrado em 1854 pela abertura dos portos forçada pelos Estados Unidos. 
Não é de se estranhar que logo, em 1807, ou seja, dois anos depois do retorno dos náufragos, foi publicado um livro relatando as viagens deles. O livro certamente deveria ter até apelo comercial para um público ávido por informações sobre o “mundo lá fora.”
Com tanta história para contar, o trecho sobre a passagem pela Ekaterina, Bracilí (Ilha de Santa Catarina, Brasil), encontra-se no volume 12 do “Kankai Ibun”. 
Infelizmente o texto é confuso. Os náufragos japoneses não escreveram de forma clara e objetiva. 
Um texto bom de viagem é aquele em que se dá uma descrição do local, a data, o nome dos lugares, quem sabe alguns detalhes históricos e geográficos para que o leitor possa situar-se melhor dentro da narrativa. 
No texto dos japoneses, nada disso ocorreu. Por exemplo, eles falaram de uma igreja. Só não especificaram o nome da mesma, onde ficava: se em Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis) ou nos vilarejos próximos (São José ou São Miguel)?
Por outro lado, não podemos afirmar que o texto foi um completo “desastre”. Há informações interessantes, principalmente as descrições. 
No entanto, o texto poderia ser bem melhor, mas verdade seja dita: já foi um milagre que os náufragos pudessem escrever. Certamente eram gente simples do povo. Por isso, não é exagero algum dizer que foi um “milagre” que eles pudessem escrever alguma coisa. É claro que não podemos esperar um texto digno de um diplomata ilustré ou de um doutor, se bem que há muitos doutores que não sabem escrever de forma simples e objetiva. 
A tradução da professora Tomoko está dividida em duas partes. Os textos em negrito são os comentários dos dois editores do livro, que organizaram os relatos. Foram Gentaku OTSUKI (1757-1827) e Hiroyuki SHIMURA (1769-1845). 
Não está claro um detalhe porque a tradutora não explicou na breve introdução do trabalho. Subentendi que os trechos da tradução que não estão em negrito foram escritos por um ou pelos cinco náufragos viajantes, sendo que volta e meia, em negrito, os citados editores Otsuki e Shimura, registraram seus comentários. 

Quem eram e quais seus nomes?

Antes de abordar as descrições dos japoneses, eis as questões: Quem eram eles? Quantos eram? Quais os nomes?
Na brochura “Os Japoneses no Brasil: Suas Primeiras Impressões”, a tradutora Tomoko não deu essas informações na introdução. Não sei se ela teve acesso ao livro todo, ou seja, a todos os volumes. Aliás, eles estão na internet. Creio que todos os volumes. Os endereços onde se pode acessar o relato dos japoneses de 1803 são: 

http://homepage2.nifty.com/snowwolf/tsu.htm

http://record.museum.kyushu-u.ac.jp/kankai/frame_top.html



Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (01)



Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (02)


Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (03)


Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (04)


Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (05)


Livro do relato dos japoneses (Algumas Páginas) (06)



O trecho sobre a estadia na Ilha de Santa Catarina encontrava-se no volume 12. Portanto, podemos ter uma idéia do tamanho do relato. 
Quem sabe, no original, no volume 01, deviam constar o nome e sobrenome de cada um deles, acompanhados de breves biografias de onde nasceram, quais as profissões, entre outros detalhes.
“Pescamos” os nomes de alguns dos viajantes japoneses no meio do texto. 
Aliás, um detalhe: um dos erros mais comuns é de pessoas que escrevem como se o leitor soubesse quem é a personagem da história. 
Por exemplo, escreve-se: “Pedro viajou a Jerusalém.” O autor sabe quem é o tal “Pedro”, mas o leitor não. Por isso, precisa explicar quem é o “Pedro”, onde nasceu, como vive, o que ele faz na história etc. 
Só as pessoas famosas têm o privilégio de serem citadas sem precisar maiores explicações. “Jesus Cristo viajou a Jerusalém”. Mais detalhes sobre quem é “Jesus Cristo” ou “Jerusalém” são dispensáveis. 

Quais os nomes dos viajantes japoneses? Peguei nos seguintes trechos: 

1) “TAJÛRÔ desembarcou e visitou a cidade (disseram que ele desembarcou em todos os lugares em que o navio aportava.” Pág. 03. Brochura: “Os Japoneses no Brasil”. 
2) “Isso foi observado por TAJYÛROU que desembarcou do navio.” Pág. 19. 
3) “TSUDAYU desembarcou e viu o local onde se beneficiava o arroz com um moinho de água.” Pág. 19. 

Os sobrenomes de três dos cinco viajantes eram: 1) Tajûrô, 2) Tajyûrou (será que não seria o mesmo Tajûrô? e 3) Tsudayu. 
A outra questão é: qual era o número exato deles? 
No site oficial da Associação Nipo-Catarinense de Cultura, na página com um breve texto sobre esses primeiros japoneses a pisarem em solo brasileiro em 1803, está escrito: 

Quatro dos náufragos aceitaram a oferta do czar Alexandre I de servir de intérprete na primeira expedição comercial-militar russa de circunavegação do globo.”

O capitão da expedição russa, Adam Johann von Krusenstern, que escreveu um livro intitulado “Reise um die Welt” (Viagem ao Redor do Mundo), relatando sobre essa viagem, publicou que eram “5”, conforme o leitor pode confirmar olhando a reprodução da página do livro em questão, escaneado e acessível no site da famosa Biblioteca do Congresso Norte-Americano. 



Na segunda linha, Krusenstern afirma que eram “5 Japaner” (5 japoneses) a bordo


Expedição deixa cinco relatos



Livro de Krusenstern



Livro de Langsdorff

Antes de abordarmos a descrição dos japoneses, a mesma viagem em que participaram foi registrada em outros quatro livros. 
Um é o já citado “Reise um die Welt” (Viagem ao redor do mundo), escrito pelo comandante geral da expedição russa, Adam Johann von Krusenstern. O livro em questão foi publicado em 1811, em Berlim, Alemanha. 
O segundo livro é do capitão Urey Lisiansky, comandante do outro navio, o “Newa”. A primeira edição, em dois volumes, foi escrita em idioma russo e publicada em 1812 em Berlim, Alemanha. O título original em russo é: “Puteshestviye vokrug sveta 1803-4-5 i 1806 godakh na korabe Newa, pod nachal´stvom Yuriya Lisyanskovo.”
O livro acabou traduzido para o inglês e essa edição saiu em 1814, em Londres, Inglaterra. Foi essa edição inglesa usada para tradução pelo(s) organizador(es) do já citado livro “Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos séculos XVIII e XIX” (1979). 
Impressionante não estar registrado o nome do(s) organizador(es) num livro tão importante (Ilha de Santa Catarina), patrocinado pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Livro não nasce feito em árvore como também café não nasce nas gôndolas do supermercado.

O terceiro relato foi o do barão alemão, Georg Heinrich von Langsdorff (1774-1852), um médico cientista, um erudito refinado. 
Seu livro, publicado em 1812 em idioma alemão, teve o seguinte título: “Bermerkungen auf einer Reise um die Welt in den Jahren 1803 bis 1807” (Anotações sobre uma viagem ao redor do mundo entre os anos de 1803 a 1807).
Quem foi Langsdorff? Se o leitor já teve a oportunidade de ler mais sobre a história das aventuras científicas no Brasil da primeira metade do século XIX, Langsdorff é aquele famoso cientista que fez uma longa e penosa viagem pelo interior do Brasil entre 1825 a 1829, ocasião na qual enlouqueceu. 
Sua primeira viagem ao Brasil foi justamente em 1803 na expedição russa, onde se encontram os japoneses. 
A segunda passagem pelo Brasil foi em 1813. Já a terceira viagem foi a já citada passagem entre 1825 a 1829. 
Em todas essas viagens, Langsdorff recolheu impressionante quantidade de insetos, plantas e minerais, muitos dos quais preciosidades da riqueza biológica do Brasil do passado. 
Na primeira viagem, em 1803, Langsdorff, conforme relatou em seu livro, coletou principalmente borboletas no interior da ilha de Santa Catarina. 
O quarto livro, escrito em russo por um membro da expedição chamado Feder Shemelin, foi publicado em 1816, em São Petersburgo, Rússia. Shemelin era comissário da “Russian American Company”, do qual o citado diplomata Rezanov era o diretor. 
O livro em questão não foi usado pelos organizadores da já citada coletânea “Ilha de Santa Catarina”, talvez pelo fato de que está escrito em russo, idioma mais exótico e provavelmente não há tantos tradutores disponíveis no Brasil. Não se sabe se o livro de Shemelin chegou a ser traduzido para o inglês, francês ou alemão. Vale uma pesquisa no site oficial da Library of Congress. 
Já o quinto relato é o dos japoneses, datado de 1807, que ficou no “anonimato” por 200 anos, até que foi traduzido aqui no Brasil. 

Descrições da viagem



Capa do livro lançado em 1807 no Japão sobre a aventura dos náufragos japoneses



Mapa da Ilha de SC em 1803 segundo um dos viajantes da expedição, o cientista Langsdorff





Livro Ilha de Santa Catarina (1979): relatos de navegantes


A brochura com a tradução da passagem dos japoneses pela Ilha de Santa Catarina começa com o relato do início da viagem. Em seguinte, o(s) náufrago(s) conta(m): 
“O navio parou em Konpeikawa (Kopenhagen), no país chamado Dantsuke Dinamarca), lá pelo dia 4 de julho, após navegar por 2400 rí desde Kanasuta, se não me falha a memória.” Pág. 2. 
“Rí”, conforme explicação da tradutora, profª Tomoko, é uma antiga medida de distância do Japão. Cada ri equivale a 3,927km de distância. 
“Kanasuta”. A tradutora não informou o que é “Kanasuta”, ou seja, a que país ou cidade europeus estavam referindo-se os japoneses. 
A viagem prosseguiu, desta vez em direção a “Angeli” (Inglaterra). Nessa altura do texto, os editores do livro chamam de “náufragos” os japoneses que viajaram na expedição russa e, na página 7, consta o seguinte comentário dos organizadores da obra, Otsuki e Shimura: 

Bem, a anotação dos dias constantes sobre o traço vermelho mostra divergência gritante em relação àqueles que os náufragos lembram, mostrando que eles são muito IGNORANTES.”

Tratava-se do trecho em que um dos náufragos tentou mostrar, com um mapa mundi de metal, a rota marítima pela qual passaram num trecho da viagem pela Europa. 
Depois de uma estadia em Santa Cruz de Tenêfe (Ilhas Canárias), a expedição seguiu em direção à Ilha de Santa Catarina. 
Nessa altura do relato, página 10, os editores apresentaram uma tabela de equivalência de datas. De um lado, o calendário russo e de outro, o calendário japonês da época. 
Em vários trechos, os editores “traduziram” as datas, para evitar confusões dos leitores japoneses. 
Na página 14, aparece a primeira referência à “Ilha de Santa Catarina.” A frase não é dos náufragos, mas dos editores Otsuki e Shimura. 

Acredito que tenham aportado em Ekaterina, Bracilí, no dia 29 de novembro (de 1803), ou seja, no dia 16 de outubro do nosso calendário. Parece-me que permaneceram aqui até o dia 7 de fevereiro de 1804 do calendário russo, correspondente a 26 de dezembro do nosso calendário. Permaneceram aqui por mais de 70 dias.” 

Segundo o relato do comandante Krusenstern, a expedição zarpou da Ilha de Santa Catarina no dia 2 de fevereiro de 1804. 



Vila de Nossa Senhora do Desterro (Ilha de SC) em 1803


Os náufragos escreveram: 

Contaram que o navio ia para um local chamado América do Sul. Ao aproximar-nos desse local, o calor ia aumentando insuportavelmente, de modo que tomávamos banho diariamente.
Na tarde do dia dez de novembro, aportamos num grande porto chamado Ecatirina que supúnhamos tratar-se de uma parte da América do Sul
.” Pág. 16. 

Aqui uns detalhes: Os náufragos escreveram que chegaram a “10 de novembro”; os editores afirmam que a data foi certamente em “29 de novembro”. 
Essas impressões devem-se certamente ao fato de que os náufragos não mantinham diário de anotações. Em várias partes do relato, os editores disseram que os náufragos “lembravam”, o que se conclui que o relato não era baseado em anotações de diário, a forma mais segura de registrar informações. 

Os náufragos escreveram sobre o porto da Ilha de Santa Catarina: 

Pareceu-nos que esse local é um dos maiores portos existentes na América do Sul. Disseram-nos que o território que está sobre seu governo também se chama Ecatirina.” Pág. 17. 
Correto. Trata-se da capital da então província de “Santa Catarina.”

Os editores anotaram: “(...) parece-me que ele é um dos portos do Buracilí.” “Buracilí”, segundo a tradutora Tomoko, é “Brasil”. 


Os japoneses deixaram as seguintes descrições: 

1) Sobre o porto e redondezas: 

O porto é grande, mas forma uma baía (Nota: Hoje chamada “Baía Sul” da ilha de Santa Catarina). É muito rasa, de modo que os navios grandes não podem se aproximar da costa. Parece que vários rios pequenos desembocam nesta baía.
(...) (...) Na praia, viam-se canhões para guardar a costa.
 (Nota: São os fortes construídos no século XVIII pelo primeiro governador de Santa Catarina, Brigadeiro Silva Paes.)” Pág. 18. 

2) Sobre os barcos dos nativos

Os barcos dos nativos eram finos e compridos como se fossem as folhas de bambu. Seu fundo consistia em uma tábua pregada num tronco de árvore partido ao meio. O comprimento dos barcos era menor que o tyokibune (Nota da profª Tomoko: “Tyokibune é o barco pequeno e esguio usado no rio Sumida em Edo (nome antigo de Tóquio) para transporte de passageiros.””

3) Sobre o calor

Ouvimos dizer que este lugar é muito quente o ano todo e não conhece o inverno. Tomávamos banho duas ou três vezes ao dia (Nota: Chegaram no verão). Os russos nunca mostravam suas peles mesmo sob calor intenso. Mesmo após o banho, tratavam de pôr alguma roupa. Normalmente, eles vestiam roupas de malha. Só não usavam mantas de pele durante o verão.” Pág. 18. 

4) Sobre os nativos

Os nativos tinham peles escuras. Os negros vistos em Peterburca (São Petersburgo, Rússia) eram totalmente pretos, mas os nativos deste lugar tinham cores um pouco menos escuras do que aqueles. Tanto homens como as mulheres andavam descalços e sem roupas, usando somente um han matabiki (Espécie de calças curtas; ceroulas. Nota da tradutora Tomoko Gaudioso). 
Assemelhavam-se às pessoas vistas nas Ilhas Canárias. Eles tinham cabelos e pelos do corpo crespos (A tradutora comentou: “Acredita-se que tenham visto escravos e mulatos trabalhando no cais do porto.”). Os olhos eram pretos. As mulheres também eram escuras. Se pareciam com as senhoras russas por vestirem roupas semelhantes a hakama larga e armada, da cintura para baixo, feitas de algodão ou linho. Nas costas carregavam coisas com desenhos parecidos com os de furoshiki (Pano quadrado utilizado para embrulhar e carregar objetos, formando uma trouxa” conforme explica a tradutora, profª Tomoko.) Tanto homens como mulheres não tinham tatuagens.”Páginas 18 e 19. 
(...) (...) As crianças também eram pretas e andavam completamente nuas. Os dentes, tanto dos homens como os das mulheres, eram pretos e estavam sempre mascando uma coisa parecida com resina de pinheiro (Nota: Será que não era mascar fumo de corda?). Parecia que não paravam de mexer a boca.” Pág. 19

5) Sobre a cidade

Entrando território adentro uns vinte ri (Nota: Ri é uma antiga medida de distância japonesa)a partir do porto, havia um lugar com aproximadamente mil casas (Nota do Editor japonês: isso foi observado por Tajyûrou que desembarcou do navio).
As casas utilizavam telhas sobrepostas na base e na altura de uns 2 shaku (Nota da tradutora: Shaku. Medida de comprimento. Cada shaku corresponde a 30,3cm. ) em diante, eram usadas pedras. Usava-se casa de cerejeira como telhado. (Nota do editor japonês: eu não compreendi essa descrição). Pág. 19. (Nota do autor deste artigo: Deveria ser folha seca de palmeiras, que os japoneses confundiram-se com “casca de cerejeira.” 
Se não estiver enganado, não existia cerejeira na Ilha de Santa Catarina na época.)


6) Sobre uma igreja

Existia um templo, também. Era uma construção que possuía um objetivo em forma de cruz similar ao que tem no telhado do tempo russo (Nota do autor deste artigo: Eles não conheciam a religião cristã. Os missionários cristãos foram expulsos do Japão no século XVII. Daí o fato da igreja com um “objeto em forma de cruz” ter chamado a atenção dos náufragos japoneses.)
O seu interior não foi visto. Observando a maneira de rezar, constatamos que parecia com a nossa reza, a dos japoneses (Nota: Certamente é a mão junta da reza, similar ao dos budistas.)” Pág. 19. 
Os editores fazem o seguinte comentário: “Acredito que esse templo foi construído pelos Portugueses.” Pág. 19. 

7) Sobre um moinho de beneficiamento de arroz

Tsudayu desembarcou e viu o local onde se beneficiava o arroz com um moinho de água. As casas eram feitas de pedras e seus telhados eram feitos de madeira de cerejeira rachada ao meio (Nota: Nota da tradutora: “Acredita-se que os japoneses, ao verem as telhas de barro ao estilo colonial confundiram-se com toras de cerejeira, rachadas ao meio, por causa de sua cor escura tendendo ao vermelho.”)
Vendo de longe, assemelham-se a casas com telhas. Cada moinho d´água tinha trinta e seis moendas.
Disseram que nesse país eram plantadas as sementes diretamente no chão e que se exportava o arroz polido para outros países.
No próprio país, é proibido comer o arroz. Preparam farinha de milho, a colocam na água quente, fazendo uma espécie de cola e a comem 
(Nota: Será que não estavam referindo-se ao “pirão d´água” feita com farinha de mandioca?)
Não usam muito o arroz, que é exportado principalmente para outros países. O milho é igual ao do nosso país; as cumbucas eram feitas de madeira” (Pág. 20)

8) Sobre a floresta e um morro em particular

Havia imensa quantidade de árvores nos morros. Entre as árvores familiares havia bergamota e laranja. Bem no interior, via-se uma montanha alta. Disseram-nos que é muito difícil de escalar. Os russos também se espantaram ao olharem tal montanha (Nota do autor deste artigo: Não seria o Morro do Cambirela?)” Pág. 20. 

9) Sobre um mastro danificado

Antes de aportar nesse local, ainda em alto-mar, o navio sofreu danos no mastro, de modo que, após a chegada, os oficiais e o emissário desembarcaram, compraram árvores em pé e construíram o mastro.” Pág. 20. 

Aliás, não falei o motivo pelo qual a expedição russa teve de ficar três meses parada na Ilha de Santa Catarina. Os mastros do navio “Newa” foram avariados durante uma tempestade. 

O comandante do navio Newa, Urey Lisiansky, contou: 

Não tínhamos intenção de permanecer aqui (na Ilha de Santa Catarina) por muito templo, o suficiente para nos abastecermos de água e de provisões; e, enquanto isto era feito, pretendíamos, para alívio do nosso pessoal, dar permissão de se divertir o mais cedo possível em terra. No entanto, uma circunstância imprevista não só o impediu, como obrigou-lhe a um trabalho pesado e lento. É que, fazendo uma vistoria nos cordames, verificamos que o mastro principal e o do traquete achavam-se tão avariados, que seriam incapazes de suportar novos ventos, havendo a necessidade de substituí-los. Não obstante a extrema diligência de nossa parte e a gentileza do Governador, a cuja assistência estávamos bastante agradecidos, este problema tomou-nos o tempo de um mês.”(Fonte: Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX” (1979). Pág. 161.)

O comandante da expedição, Krusenstern, observou: 

Como não existem mastros prontos aqui (na Ilha de Santa Catarina), o Governador (referindo-se ao coronel Joaquim Xavier Curado, que governou a província de SC entre 1800 a 1805) enviou pessoas às florestas das redondezas onde se pode encontrar facilmente as melhores árvores para essa finalidade.” (Fonte: Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX” (1979). Pág,149. )


10) Sobre o côco. 

Havia umas frutas muito grandes. A casca externa era grossa. Ao removê-la, via-se a casca interna muito dura, parte dela parecida com o rosto de uma pessoa. O seu interior estava cheio de carne oleosa, doce como nozes.
Os negros colocavam essas frutas num recipiente e vinham a nado até o navio, para vendê-las. Nós também as compramos. Ao experimentarmos, sentimos o frescor na boca e esquecemos o calor intenso, de modo que nós as compramos e as comemos várias vezes
.” Pág. 21. 
Os editores comentaram: “Perguntei acerca do nome dessa fruta, mas disseram que esqueceram. Perguntei (Shigekata) se era coco, pois se tratava de um país quente (o nome nativo do coco é kôkkosu), assim, indagamos se chamavam de kôkkosu. Tsudayu bateu palmas e respondeu que se lembrava, com essa pergunta, que aquelas pessoas as chamavam de kôkkosu. Ele trouxe uma casca que usava como recipiente para beber água, dizendo que queria mostrá-la a nós. Observando-a, constatei que realmente era casca de côco.” Págs. 21 e 22. 

11) Sobre os camarões

Parece que nesse local há carência de peixes. Há muitos camarões.” Pág. 23. 

É um detalhe muito interessante. Realmente a baía norte, entre a Ilha de Santa Catarina e o continente, era uma área repleta de camarões, tanto que até os anos 1960, havia uma próspera indústria de camarões secos enlatados. 
A pesca industrial e predatória acabou com os camarões costeiros. 

12) Sobre um “jacaré”



Ilustração do Jacaré que os japoneses pensarem ser um “filhote de dragão”

Trouxeram um animal de quatro patas à bordo dizendo que se tratava de um filhote do animal chamado garukaruzeru. Media uns 3 ou 4 shaku. A sua pele era grossa e escura. Viam-se escamas em seus pés e espinhos no rabo. A sua boca tinha abertura de uns sete sun (nota: Uma medida oriental), cheia de dentes desencontrados. Em cima dos olhos tinham coisas que se pareciam com calos. Cada cada tinha três unhas que mediam em torno de um sun de comprimento. Disseram-nos que esses calos de cima dos olhos transformavam em chifres quando crescem, e que vivem tanto no mar como nas montanhas e que chegam a caçar e devorar homens.
Vendo o desenho do dragão, o achamos parecido. Chegamos a comentar que se tratava realmente de um filhote de dragão
.” Pág. 24. 

O tal “filhote de dragão” era na realidade um jacaré. O capitão Urey Lisianky, comandante do navio Newa, deixou o seguinte relato sobre o episódio: 

Ignoro a existência de serpentes marinhas nestas costas, encontradas em Coromandel, no golfo de Bengala; mas os crocodilos existem por aqui. Nós capturamos um deles, pequeno, e levamos a bordo do Nadeshda para os naturalistas, que preservaram o couro. Ainda que este pequeno monstro fosse de apenas uma jarda de comprimento, suas escamas não foram penetradas, mesmo usando um grande arpão; e, sobre seu ventre, é que nós conseguíamos pegá-lo.” (Livro Ilha de Santa Catarina. Pág. 164). 

Sublinhei o “Nadeshda”, o navio onde estavam os japoneses. 

13) Sobre comércio

As compras nesse local são feitas com as moedas da Ishipantshuke (Espanha). Pág. 25. 

Aceita-se a moeda espanhola até porque a Ilha de Santa Catarina era caminho de abastecimento dos navios em direção à foz do rio da Prata, onde hoje fica a capital argentina, Buenos Aires. 

14) Sobre produtos agrícolas



Desenho de uma planta encontrada na estadia em Desterro (hoje Florianópolis) em 1803. (Reprodução)

Havia muitos produtos locais. Compraram para o navio alguns itens: couves, nabos (finos, não tinham alteração no sabor), rábanos (redondos), melões chineses, melões, melancias, abóboras, pepinos, uvas, pimenta (os frutos são pequenos e as pimenteiras crescem como árvores), laranjas, nozes (pequenas), maças, cana-de-açúcar, (as grossas tinham o diâmetro de um punho).” Pág. 21. 

O comandante Urey Lisianky, comandante do Newa, também falou sobre os produtos agrícolas. 

“A Vila (de Nossa Senhora do Desterro, na Ilha de SC) tem um bom número de habitantes. Provisões frescas de toda espécie, excelente água, abundância de cereais europeus e indianos, assim como açúcar, café e rum podem aí ser obtidos, além da vantagem de que muitos destes artigos são de preço módico, conforme posso mostrar nesta lista abaixo:

Um porco grande- 8.000 Réis (Nota: 750 Réis correspondiam a um dólar espanhol)
De tamanho médio- 4.000 “
Recém-nascido- 1.000“(
Fonte: Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX” (1979). Pág. 163.

E assim ia a lista. Krusenstern também chamava a atenção para a quantidade de produtos agrícolas e os preços módicos dos mesmos. 

O cientista Langsdorff foi o terceiro a abordar o detalhe: 

Existem frutas em abundância das mais variadas espécies; por exemplo, laranja, limão, banana, abacaxi, pêssego, melão doce e melancia, figos, côcos, arroz, raízes comestíveis, como batatas (“Convolvulus Batatas Linn”), cebolas, inhame (“Dioscorea alata et sativa”) e outras mais.”( Ilha de Santa Catarina: Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX” (1979). Pág. 174.)


Depois dessas descrições, o relato segue com a partida da Ilha de Santa Catarina e o prosseguimento da viagem. Neste livro, estamos apenas abordando o trecho da passagem por Santa Catarina. 
Mas em resumo, a viagem prosseguiu rumo ao Japão. “No Havaí, a expedição se separou. Um dos barcos se dirigiu ao Japão e retornou à Rússia passando por Macau (sudeste da China) e pelo Cabo da Boa Esperança (sul da África)”, relata o informe da Associação Nipo-Catarinense de Cultura. 
“A expedição retornou à Rússia em 1806. A tentativa diplomática fracassou por causa da política japonesa de isolamento internacional, só quebrada em 1854 pelos Estados Unidos.”, finaliza. 


Parece que só em um dos relatos dos “ocidentais” há referência aos japoneses



Página em que se encontra o trecho no qual Krusenstern fala mal dos japoneses

Apenas o comandante da expedição, Krusenstern, registrou observações sobre os cinco japoneses que se encontravam no navio Nadeshda. 
As palavras não são nada cordiais. Assim referiu-se o comandante:
“ Faul, schmutzig in ihrer Kleidung und an ihrem Körper, immer verdrüfslich, im höchsten Grade boshaft, diefs sind ungefähr die Hauptzüge ihres Charakters.“
Tradução: „Preguiçosos, sujos em suas roupas e em seus corpos, sempre desgostosos, em máximo grau maliciosos, estas são mais ou menos as principais feições do caráter deles.”
Trata-se da opinião dele, mas um detalhe dessa descrição é estranha. Krusenstern os chama de “schmutzig” (sujos). 
Os japoneses registram no relato da viagem: “Tomávamos banho duas ou três vezes ao dia.”(Fonte: “Os Japoneses no Brasil: Suas Primeiras Impressões”. Novembro de 2003. Consulado Geral do Japão em Porto Alegre (RS). Pág. 18. )
Se eram “sujos”, por que tomavam banho duas a três vezes ao dia?
Não querendo defender os japoneses, mas é difícil detalhar a relação entre o capitão Krusenstern e os japoneses a bordo por falta de mais detalhes. 
Na única linha em que os japoneses falam do capitão no relato que deixaram, os náufragos falam o seguinte: 

“(...) segundo Ivan Hyotarowitch (nome russo de Krusenstern), a água sob linha do Equador permanece imóvel, dificultando a medição da distância.” Pág. 15. 

O que se pode concluir dessa breve linha em que os japoneses comentavam sobre uma conversa com o capitão? Não muita coisa. Apenas que eles conversavam com o comandante, porém ir além disso para abordar a repulsa de Krusenstern com relação aos japoneses, é meio problemático devido à falta de mais documentação. 
Fonte: http://oziasjornalismo.blogspot.com.br/2009/02/historia-dos-primeiros-japoneses-no.html 

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A história secreta da Rede Globo

Resuno do documentário: Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar, sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), a política de manipulação de Marinho (que incluíam o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa sobre o movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício do movimento como um evento do aniversário de São Paulo e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luis Inácio Lula da Silva), além de uma controvérsia negociação envolvendo acções da NEC Corporation e contratos governamentais. O documentário apresenta entrevistas com destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o publicitário Washington Olivetto, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Priolli e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois. Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado. O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet. A Rede Globo tentou comprar os direitos para o programa no Brasil, provavelmente para impedir sua exibição. No entanto, antes de morrer, Hartog tinha acordado com várias organizações brasileiras que os direitos de televisão não deveriam ser dados à Globo, a fim de que o programa pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas e quanto culturais. A Globo perdeu o interesse em comprar o programa quando os advogados da emissora descobriram isso, mas o filme permanece proibido de ser transmitido no Brasil. Entretanto, muitas cópias em VHS e DVD vem circulando no país desde então. O documentário está disponível na Internet, por meio de redes P2P e de sítios de partilha de vídeos como o YouTube e o Google Video (onde se assistiu quase 600 mil vezes). Contrariando a crença popular, o filme está disponível no Brasil, embora em sua maioria em bibliotecas e coleções particulares.

A história e os aspectos do racismo pelo mundo

Sinopse da Série: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem". Episódio 1 A Cor do Dinheiro: O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira. Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua. Episódio 2 Impactos Fatais: É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos. O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre. Episódio 3 Um Legado Selvagem: O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.

Os Maias e as Profecias do Juízo Final Parte 01 de 05

Resumo:Nossos dias estão contados, preparem-se para o juízo final. Conheçam o templo sagrado de uma civilização perdida e conheçam a verdade sobre a profecia maia. Os maias realmente enxergavam o passado e o presente com precisão extraordinária? A data exata do nosso fim estaria oculta em seus antigos textos? O tempo está se esgotando, a contagem regressiva começa agora. \

BATALHAS LENDÁRIAS: JOSUÉ, A MATANÇA ÉPICA

Resumo do documentário: Na sua primeira batalha para conquistar a Terra Prometida, as forças especiais de Josué infiltraram-se de forma secreta e destruíram Jericó desde dentro apesar de as suas muralhas serem consideradas impenetráveis. Os espias de Josué contaram com a ajuda de Rajab. Enquanto os exércitos de Josué rodeavam a cidade amuralhada, os Israelitas introduziram-se sigilosamente na casa de Rajab. Uma vez que conseguiram introduzir quarenta soldados, Josué e o resto do exército, que esperavam fora da cidade, tocaram os trompetes e atacaram. Os quarenta soldados apanharam a cidade completamente de surpresa e conquistaram-na. Apenas Rajab salvou-se do banho de sangue que percorreu Jericó inteiro.

África - uma história rejeitada

Documentário: A História Oculta do Terceiro Reich

Descrição: A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da "raça ariana", a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do mundo... desde as origens ocultas do Nazismo até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do "Nacional Socialismo" foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, este documentário explora este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela 1.a vez os assustadores rituais e crenças do nazismo, como a origem da cruz suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do terceiro Reich e que também descortinam o PAPEL FUNDAMENTAL DO MISTICISMO na doutrina extremamente racista de Adolf Hitler, notadamente os escritos de Madame BLAVATSKY (Teosofia), Guido von Lista (Ariosofia) e Jorg Lanz (Teozoologia).

A SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU

No vídeo abaixo podemos entender melhor as idéias de Bourdieu sobre a escola. O vídeo foi produzido pela Univesp TV para o Curso de Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O artigo abaixo destaca as contribuições e aponta alguns limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. Na primeira parte, são analisadas as reflexões do autor sobre a relação entre herança familiar (sobretudo, cultural) e desempenho escolar. Na segunda parte, são discutidas suas teses sobre o papel da escola na reprodução e legitimação das desigualdades sociais. Para ler o artigo clique aqui